XII SIMPÓSIO DA PEDAGOGIA
Filed Under Eventos | Posted on Março 29, 2012
XII SIMPÓSIO DA PEDAGOGIA
O XII SIMPÓSIO DE PEDAGOGIA - Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão, acontecerá nos dias 28, 29 E 30 de maio 2012. As inscrições de trabalho já estão sendo feitas através do site do evento. Vejam AQUI.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
Realização das Inscrições:
15/03/2012 a 27/05/2012
Envio de trabalho:
26/03/2012 a 27/04/2012
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Como incentivar os alunos da rede pública de ensino à leitura?
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Março 28, 2012
Como incentivar os alunos da rede pública de ensino à leitura?
Professora Fabrícia dos Santos Silva Martins – (Graduada em Letras e Pós Graduada em Psicopedagogia).
Professora de Língua Portuguesa no Colégio Estadual Abrahão André e na Unidade Integrada SESI/SENAI, Catalão – GO.
Muito se fala em estimular os alunos à leitura, mas às vezes é difícil se obter respostas precisas ou se pensar realmente em como trabalhar para que isso aconteça. Nós professores nos deparamos com esse desafio a cada dia em nossas salas de aula perante a uma geração que está habituada a ter muito com o menor esforço possível. Mas como solucionar esse problema se as novas mídias se mostram tão atrativas a eles?
A minha experiência é de, durante as aulas, incluir momentos de leitura ora direcionados, ora livres como forma de familiarizar os alunos com esse universo. Além disso, tento instigá-los a conhecer mais a cerca da natureza das histórias mostrando interesse e entusiasmo ao ler.
No início foi um tanto complexo promover esse encontro alunos/livros, mas com o tempo me surpreendi. Alguns dos alunos que inicialmente não tinham nenhum interesse com a atividade passaram a apreciar e a solicitar novas visitas à biblioteca.
Uma das ocasiões mais marcantes nessa minha experiência foi o trabalho com o conto Cabidelim de Sylvia Orthof. Durante essa atividade fizemos uma roda de leitura em sala de aula e ao final fomos conversar sobre o que acharam. Neste momento pude perceber que todos ficaram muito envolvidos com o relato do diferente amiguinho da escritora. Na história, a narradora descreve Cabidelim, um monstrinho que se tornou seu amigo.
Diante deste contexto, como atividade de pós-leitura, os alunos foram estimulados a desenhar/descrever, cada um à sua maneira, o seu próprio monstrinho. Esse foi um modo simples de mostrar a eles que a leitura pode ser muito prazerosa.
Nas escolas, principalmente em locais onde se tem escassez de recursos, podemos buscar diferentes maneiras para promover o estímulo à leitura, utilizando coleções enviadas às escolas por projetos, doações, ou mesmo os livros que se tem nas bibliotecas, explorando o máximo de cada um.
Outra opção de trabalho são os contos de fadas, histórias muito conhecidas e fáceis de explorar. É bastante apropriado, por exemplo, tentar articular essas histórias e aproximar as situações às vivências dos próprios alunos, envolvendo-os e tornando a leitura significativa a eles.
No Ensino Médio precisamos ser mais cautelosos, já que as principais literaturas associadas a esse nível são bem mais formais, abrangendo clássicos e cânones literários, por vezes apresentando uma linguagem não tão acessível aos alunos.
Em rodas de conversa com professores de Língua Portuguesa, chegamos a uma conclusão: o texto original tem que ser conhecido pelos alunos, mas nada impede que o primeiro contato passe por uma leitura mais leve e simples. A partir desse ponto levamos ao conhecimento deles os textos originais.
Depois de submergidos e envoltos nas histórias, se torna mais fácil aos alunos conhecer os escritos originais, desencadeando, nesse momento, estudos sobre as diferenças entre as obras, associando a forma de linguagem, as abordagens e os movimentos literários em que estes estão inseridos.
Outro aspecto a se considerar, por abranger um pouco do universo midiático, é a associação das obras literárias às produções cinematográficas. Atualmente temos várias histórias recriadas no cinema a partir de clássicos literários, que se tornam uma forma bem envolvente de chamar a atenção dos discentes ao universo literário em si.
Contudo é importante levarmos em consideração o que apresentar aos nossos alunos. Esse cuidado deve se firmar no perfil da turma, no interesse e na abertura que encontrarmos, lembrando que, caso eles não sintam que estamos envolvidos com o “encanto” das histórias, não conseguiremos convencê-los que vale a pena trocar tantos atrativos por um livro.
aprendizagem compartilhada
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A importância das TICS como Tecnologia Assistiva no Processo de Ensino e Aprendizagem de pessoas com deficiências
Filed Under Estudantes | Posted on Março 27, 2012
A importância das TICS como Tecnologia Assistiva no Processo de Ensino e Aprendizagem de pessoas com deficiências
CAMPUS CATALÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO COMUNICAÇÃO E MÍDIA
Professor: Dr. Wolney Honório Filho
Aluno: Samara Sidney Vieira, graduanda do7° período de pedagogia.
A Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo e de conhecimento de poucos, abrange metodologias, produtos, serviços, ou seja, toda e qualquer ferramenta ou recurso que promovam as pessoas com deficiência, maior facilidade na realização de atividades, procurando aumentar as habilidades funcionais e proporcionar uma melhor qualidade de vida, independência e inclusão social.
Ela engloba áreas como mobilidade alternativa como o acesso ao computador e suas adaptações, a acessibilidade dos ambientes, a adaptação de atividades escolares, a adaptação de equipamentos de lazer e recreação, a comunicação alternativa e ampliada, a cadeira de rodas e andadores, a adequação postural com o posicionamento adequado do aluno na carteira da escola e outros. (NUNES; PELOSI, 2009).
Uma das maneiras de minimizar as barreiras causadas pela deficiência é desenvolver recursos de acessibilidade. As TICs - Tecnologias de Informação e Comunicação, nesse sentido, podem ser usadas como Tecnologia Assistiva, auxiliando essas pessoas a conseguirem acompanhar o desenvolvimento das demais, inserindo-as assim em ambientes ricos para aprendizagem e ampliando a possibilidade de sucesso escolar. Segundo Levy (1999), as TICs são importantes ferramentas para a inclusão e interação no mundo, seu processo de inclusão escolar torna possível a aprendizagem autônoma, e cria possibilidades de participação na vida social.
O artigo 61 do Decreto nº 5296/04 aponta que as ajudas técnicas devem garantir aos deficientes, produtos, instrumentos, equipamentos e tecnologias adaptadas ou especialmente projetadas para melhorar a funcionalidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia pessoal, total ou reduzida. Do mesmo modo, Brasil (2006) cita que o espaço escolar deve ser estruturado para oferecer as ajudas técnicas e os serviços de tecnologia assistiva com a finalidade de promover a inclusão de todos os alunos na escola.
Nessa perspectiva, o MEC vem implantando o programa de salas de recursos multifuncionais. É um espaço para o atendimento educacional especializado, são salas com materiais pedagógicos e de acessibilidade que favorece o aluno na aprendizagem e comunicação. Mas ainda não é suficiente, basta voltar os olhos para educação e ver que ainda são poucas escolas que possuem adaptações para fazer com que, de fato, a inclusão educacional e sócio-digital realmente aconteça.
Lauand (2005) defende a tecnologia como facilitadora da inclusão escolar de alunos com necessidades especiais e considera que os recursos de computadores na tecnologia assistiva é uma das áreas de maior crescimento nos últimos anos tendo em vista que, especificamente no campo da Educação Especial, muitos alunos se beneficiariam em muito o seu aprendizado se lhes fossem proporcionados tais recursos.
As salas de recursos multifuncionais sozinhas não são o bastante, mesmo já sendo um grande progresso. Conforme Paulo Freire, “saber ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.
Precisamos, no entanto de habilidades dos profissionais, de professores que tenham coragem e iniciativa em buscar se qualificar nessa área do conhecimento, para favorecer os processos de ensino e aprendizagem, e poder garantir às pessoas com deficiências a terem acesso ao seu direito, sabendo da eficácia dos mesmos na prática escolar.
Referencias:
BRASIL: Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Sala de Recursos Multifuncionais: espaços para o Atendimento Educacional Especializado. Brasília: MEC/SEESP, 2006.
DECRETO nª 5.296/2004. Disponível em www.81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/23/2004/5296.htm
FREIRE, P. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
LAUAND, G. B. A. Fontes de Informação sobre tecnologia assistiva para favorecer a inclusão escolar de alunos com necessidades especiais. 217f. Tese (Doutorado em Educação Especial) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2005.
LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo, Ed. 34, 1999.
NUNES, L. R. O. P. ; PELOSI, M. B. Caracterização dos professores itinerantes, suas ações na área de tecnologia assistiva e seu papel como agente de inclusão escolar. Rev. bras. educ. espec. vol.15 no.1 Marília Jan./Apr. 2009.
aprendizagem ensino Estudantes tecnologia assistiva
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Corpo, Movimento, Educação e Tecnologia
Filed Under Estudantes | Posted on Março 24, 2012
Corpo, Movimento, Educação e Tecnologia
CAMPUS CATALÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO COMUNICAÇÃO E MÍDIA
Professor: Dr. Wolney Honório Filho
Aluno: FÁBIO DE MELO PIRES
Com o passar dos anos o homem veio se dedicando cada vez mais para a tecnologia, e isso nos possibilitou um avanço rápido em todas as áreas de trabalho, possibilitando o acesso imediato a informações que só teríamos acesso, por exemplo, em jornais, revistas e outras fontes informativas que não fossem em tempo real. Outro ponto positivo são as formas de entretenimentos voltados para a educação, como jogos educativos, formas diferentes de ensinar, chamar a atenção dos alunos.
Porém toda essa tecnologia tornou tudo muito fácil para o ser humano: máquinas substituem certos esforços que eram exigidos da força humana, tornando um mundo mais sedentário. Toda essa evolução chega mais cedo em casa, crianças já crescem frente a essa tecnologia e nem tem a chance de ter uma infância “comum”, não tendo contato com outras crianças, tendo conhecimento de assuntos que não deveriam ser de seu conhecimento.
A internet é uma fonte informativa que não tem censura, basicamente encontra-se de tudo, o que leva uma criança a se envolver em um mundo que deveria se preocupar e viver só anos e anos à frente. Sem contar as pessoas que procuram apenas fazer maldade com os outros, além de certa forma expor a vida em uma rede social e acabar se privando de uma vida social.
O que o mercado nos proporciona hoje para tentar reverter essa situação, para que tenhamos um futuro melhor para as crianças, tanto físico quanto mental, é o vídeo game Wii e o Kinect que utilizam movimentos humanos para que seja projetado na televisão para dar continuidade ao jogo. Com isso estimula tanto a criança a fazer movimento e sair do sedentarismo e, ao mesmo tempo, ajuda na reabilitação de pacientes com certas dificuldades neurológicas, traumas e entre outras patologias relacionadas ao movimento.
Outra forma de entretenimento é a lousa digital usadas em sala de aula para que desperte o interesse do aluno em participar da aula e a ter contato com o meio em que ele vive, a se relacionar melhor com os colegas de sala e indiretamente com quem ele tiver contato, e, logicamente, no aprendizado, que fica mais interessante quando feito em forma de brincadeira, pois o período escolar dura muitos anos e de forma cansativa, principalmente para crianças que estão iniciando na vida escolar.
Mas não apenas na educação infanto-juvenil a tecnologia está presente, as pessoas procuram cada vez mais uma forma de gostar de praticar exercício físico. A ideia de que academias eram apenas para dar uma forma escultural em um corpo, ou seja, apenas estética já não é valida mais. As pessoas já têm consciência de que exercício físico é sinônimo de saúde, de uma perspectiva de vida melhor, e uma terceira idade mais amena. É por isso que a procura por novas formas de exercício que venham a dar prazer em fazer e não algo monótono como musculação como tem em academias convencionais, procuram algo que deixa com vontade de praticar exercício novamente, e não com desânimo de estar frequentando aquele lugar por “obrigação”, uma forma de prevenção podemos assim dizer.
Como solução para essas pessoas que procuram algo fora do convencional, tem-se o kango jumping, que utiliza molas fixas nos pés e a pessoa além de receber estímulos proprioceptivos, para se equilibrar no aparelho, realiza também exercícios aeróbicos.
A tecnologia também nos proporciona avaliar o estado físico de um atleta até uma pessoa sedentária, para que possamos ter uma base de anamnese, para assim dar início ao treino certo para o objetivo escolhido. Também para comprovar se seu treino foi eficaz ou não, e o que precisa ser melhorado nos próximos meses.
Logo, o aumento da tecnologia trás mudanças a nós seres humanos, e necessidades cada vez mais rápidas e simultâneas de comunicação.
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CONTOS DE FADA: DESENVOLVIMENTO CRIATIVO INFANTIL E O ESTÍMULO À LEITURA
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Março 23, 2012
Contos de Fada: Desenvolvimento criativo infantil e o estímulo À leitura
Profª Fabrícia dos Santos Silva Martins graduada em Letras- Português pela Universidade Federal de Goiás/Campus Avançado de Catalão e Pós Graduada em Psicopedagogiapela ASSEVIM /Instituto Passo 1. Atuante na Escola Estadual Abrahão André e na Unidade Integrada SESI/SENAI de Catalão como professora de Língua Portuguesa.
Uma das grandes preocupações atualmente é estimular os alunos à leitura, o que vem sendo também um grande desafio aos professores que acabam ganhando, por todo contexto envolvido nas responsabilidades em relação a essas crianças/adolescentes, o papel principal nessa tarefa tão complexa.
Muito se fala em estimular os alunos à leitura e nós professores nos deparamos com essa difícil tarefa a cada dia em nossas salas de aula perante a uma geração que está habituada a ter muito com o menor esforço possível. Mas como solucionar esse problema?
Fazer com que se sintam parte das histórias que contamos/trabalhamos pode ser a melhor forma de possibilitar essa descoberta a eles, tentando talvez envolvê-los através das associações de suas próprias experiências em contrapartida ao novo que é mostrado.
O universo com o qual o leitor infantil tem contato através dos contos de fada, por exemplo, pode ser de grande importância no desenvolvimento do processo criativo desse indivíduo. Lembrando que o instigar da curiosidade e o exemplo são importantes ferramentas nesse processo.
Com a limitação do processo criativo gerado pelos avanços tecnológicos, as crianças acabam não desenvolvendo o gosto pela leitura. Esse fator leva a uma perda considerável, pois os elementos que constituem os contos de fada, no caso mencionado, abrem um leque de oportunidades criativas ampliando o universo da criança, que por sua vez, usa essas informações para fazer uma leitura de mundo, e consequentemente faz uso dos conhecimentos de mundo para ler os contos de fada.
Através da leitura há um grande estímulo da criatividade do leitor pelo contato com situações e emoções que podem levá-lo a entender e resolver seus próprios conflitos. Além de todos esses aspectos, apresentados, através do universo da leitura, lidando com a compreensão do real, há na criança/leitor um desdobramento de suas capacidades afetivas e intelectuais (AGUIAR, 2001).
A história dos personagens, de certa forma, se entrelaça com os questionamentos e emoções que a criança/leitora enxerga no decorrer de sua vida, o que auxilia na difícil tarefa de entender o seu eu inconsciente. A leitura pode auxiliar muito no desenvolvimento criativo das crianças. Cabe aos professores, educadores e pais incentivar para que elas tomem gosto pela leitura e se tornem leitores efetivos.
Em contato com os contos de fada elas podem conseguir encontrar um meio para lidar com seus conflitos através do entendimento e dos devaneios que se dão nas histórias. Além disso, percebe-se que ao entrar em contato com o universo da leitura as crianças passam por um processo de desdobramento de habilidades e capacidades e tem mais facilmente um entendimento de mundo.
Além disso, as crianças/leitoras despertam a sua criatividade ao ouvir, contar e recontar as histórias, reinventando as narrativas fantásticas que se encontram principalmente nos contos de fada.
Temos então, não uma resposta pronta, mas uma alternativa perfeitamente possível de ser vivenciada e apreciada nas salas de aulas, senão o caminho certo, mais uma tentativa certamente encantadora de se promover a leitura e viajar indiscriminadamente pelo encantado mundo dos contos de fada.
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