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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Revista Eletrônica Ateliê Geográfico

Filed Under Notícias | Posted on Setembro 20, 2007

Foi lançada a revista eletrônica Ateliê Geográfico. A proposta me pareceu interessante, pois irá oferecer ao professor mais elementos para comporem suas aulas.

Abaixo, reproduzi a apresentação da revista, para os mais interessados.

Caso queira acessar a revista, clique aqui:
http://www.kweik.com.br/atelie/

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Apresentação

Os viajantes naturalistas do oitocentismo eram considerados desbravadores do conhecimento. Suas expedições que resultaram em trabalhos geográficos que ainda balizam o conhecimento atual, eram forjadas sob a lupa do pensamento do lugar do qual emergiam para as viagens no novo mundo.

A sua sede de mundo era, junto, uma sede de conhecimento concatenada aos rompantes iluministas e românticos de seu tempo. Muitos deles, oriundos desses aportes filosóficos, além de usarem a percepção e as anotações de viagens para registrar as paisagens pitorescas ou sublimes que viam, pintavam-nas como se quisessem fazer da percepção um ateliê geográfico.

Era notório que eles tivessem uma paixão pela paisagem – e soubessem, pela arte pictórica, representá-las. Não à toa que a categoria paisagem cunha-se como um conceito geográfico a partir da experiência de ateliê. E continua sendo um conceito de herança pictórica fadado aos componentes da percepção e das sensações, como as formas, os cheiros, os odores, as cores etc.

O mundo mudou, assim como o modo de conhecê-lo. E mais precisamente, mudou a maneira geográfica de proceder o conhecimento das paisagens. Ao invés do cavalete feito de madeira, do planisfério instalado para os dedos agirem com pincéis, as brochas e os borrões de tinta, tem-se o laptop que é conduzido numa maleta; tem-se a Internet que arquiva um sem-fim de informações de eventos, situações e paisagens de todo o mundo. E mais importante: há paisagens imaginadas, desenvolvidas por agentes alheios aos lugares, paisagens que se alteram várias vezes no turno de um único dia.

O nome da revista – Ateliê geográfico – pretende recuperar o sentido artístico da paisagem, valorizar a aventura dos viajantes e conceber que a “pintura geográfica” do momento atual requer disposições, instrumentos e ações cognitivas que utilizem o que o mundo conquistou. Neste caso, trata-se de interpretar a complexidade do espaço contemporâneo, os problemas estruturais que afligem a vida humana e geram uma disputa territorial nunca antes vista.

Cabe, na atual ordem geográfica, descobrir novos modos de uso e de representação da natureza; a participação da cultura e de seus componentes na criação de identidades, subjetividades e territorialidades; as estratégias geopolíticas desenvolvidas por atores hegemônicos a partir da aglutinação de ciência, tecnologia, informação, economia e Estado. É da exigência desse tempo que o pensamento crítico fomente alternâncias e proposições para um novo modelo de construção do espaço e da vida.



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