Mobilização Dos Professores Em Rede Nacional
Filed Under Notícias | Posted on Março 16, 2012
Mobilização Dos Professores Em Rede Nacional
Desde esta quarta-feira, todos os estados do Brasil, mais o Distrito Federal (DF), assistiram a protestos dos professores, que devem continuar até esta sexta-feira (16). No centro da pauta, o respeito ao piso nacional do magistério. DF, Goiás, Piauí e Rondônia já se encontram em greve. Movimento também pede, entre outras coisas, 10% do PIB para educação.
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Uma greve que mostra muito
A greve dos professores na luta pelo piso salarial aponta um problema sério que precisa ser resolvido com urgência. As maiores vítimas são as crianças e seus pais penalizados pela falta de amparo aos filhos nessas circunstâncias, principalmente entre famílias humildes.
De todas as corporações e atividades humanas o exercício do magistério é uma carreira das mais respeitadas em países sérios e desenvolvidas culturalmente. No Brasil, desde sempre, aconteceu o contrário. Tínhamos boas escolas para quem pudesse pagar e algumas públicas feitas e mantidas como exemplo de nossa “bondade”.
Falta dinheiro?
Após décadas de sufoco chegamos a um nível razoável de estabilidade e segurança. O Ministério da Fazenda se gaba de possuir um arsenal de medidas contra pressões de mais um período de crise internacional e o protegido disso tudo é o “Real”, ou quem sabe outros objetos e interesses mais concretos e dependentes de jogadas financeiras permanentes.
Vamos hospedar durante um mês seleções de jogadores de futebol profissional, vale tudo para atender a FIFA. Aqui até a taxa de ocupação de solo foi exposta para lastrear financiamentos…
Corporações mais fortes conseguem ampliar mordomias, adicionais salariais e pisos elevadíssimos, e os professores?
Nosso povo precisa de boas escolas e isso não se consegue simplesmente colocando dentro delas equipamentos sofisticados. Dedicar recursos para a existência de melhores escolas públicas significa economizar em segurança, Poder Judiciário e medo do futuro.
Os municípios e estados, que constitucionalmente têm a responsabilidade de preparar o estudante para a vida profissional e cidadã, precisam de poder financeiro, o que lhes falta diante da péssima distribuição do dinheiro do contribuinte entre os três níveis de organização do estado brasileiro. A reforma fiscal é uma necessidade urgentíssima assim como uma revisão de prioridades e atribuições em todos os planos.
A conscientização do povo acontece, infelizmente, por pressão de corporações. As greves vêm como resultado de ajustes necessários, principalmente na área da educação e ensino.
Escolas integrais, colégios equipados e mestres bem preparados, professores bem pagos, segurança dentro e fora das escolas, o contencioso é grande…
Como dissemos e pensamos, o Brasil perdeu algumas décadas com os erros dos anos setenta e oitenta do século passado. Isso é algo que precisa ser ponderado, pois não se recupera um prejuízo tão grande em pouco tempo. A necessidade de correções exige critérios inteligentes na definição de prioridades. Temos isso?
Gostaríamos de ver e ouvir nossos políticos tratando dessa questão: em que nível de prioridade colocam a qualidade do ensino e da educação?
Teremos eleições municipais neste ano. Com certeza a situação das escolas municipais e dos seus professores e professoras merecem debates e propostas. Quais serão?
Como resolver a questão “Educação e Ensino” no Brasil?
Cascaes
16.3.2012