Formação Docente: Palestra Na UFG Catalão
Filed Under Notícias | Posted on Maio 9, 2008
Formação Docente: Palestra Na UFG Catalão
Foi realizado no dia 09 de maio no anfiteatro da UFG, em Catalão, a palestra “Formação Docente: tendências internacionais nas últimas décadas desafios futuros”, conferida pelo professor A. Akkari, da Universitè de Genève, Suíça.
O professor A. Akkari discorreu sobre os seguintes pontos:
• A formação de professores: um problema mundial
• Tendências internacionais em matéria de formação de professores
• Especificidades Brasileiras
• Desafios futuros
Contando o ensino fundamental e médio (usando os termos legais do Brasil), hoje existem cerca de 60 milhões de professores no mundo. Do ponto de vista econômico, é a mão de obra mais importante do planeta, segundo o professor Akkari.
Entre os pontos apontados na palestra, gostaria de ressaltar aqui a relação entre ensino profissional e a base pedagógica para este profissional. Explico: foi apontado como um desafio para a universidade a formação de professores em áreas como química, biologia, física, quando em geral os cursos oferecem uma profissionalização necessária em conteúdo, mas não suficiente para o professor exercer a docência. Isto porque o aspecto pedagógico deixa a desejar.
Minha formação (graduação) é em licenciatura plena em História e eu me lembro bem que quando tínhamos aula de didática, psicologia ou estrutura, tudo isto parecia uma conspiração contrária à nossa formação. Era como que não ter sentido estudar didática/metodologias de ensino para quem queria dominar o conhecimento em História.
E um dado apontado pelo professor em suas pesquisas foi que as disciplinas pedagógicas são mais bem aproveitadas por alunos de graduação que ou fizeram o magistério, ou estão em sala de aula. Ou seja, os alunos e alunas que já têm uma certa experiência com a sala de aula.
Um outro dado não desconhecido de todos nós foi a baixa qualidade do salário do professor. Em resumo: os professores no Brasil (foi feito comparação com outros países pelo PIB per capita) ganham muito mal. O PIB per capita no Brasil em 2006 foi em torno de 12 mil reais (veja o site http://br.geocities.com/sousaraujo/pib_2004.htm).
Pois bem, se hoje fosse montar uma tabela internacional o critério padrão para se calcular o salário de um professor deveria ser de 2 ou 3 vezes o valor do PIB per capita. Nossa! Ninguém iria mais querer fazer vestibular para medicina, não é mesmo?
A pesquisa do professor A. Akkari é feita através de um convênio internacional entre a UFU – Universidade Federal de Uberlândia e a universidade de Genebra. No momento, o professor está fazendo uma pesquisa nos Estados de Goiás, Minas Gerais e Paraná. Dia 30 de junho próximo haverá um seminário em Uberlândia discutindo os resultados desta pesquisa.
obs. o evento foi organização pela Coordenação de Extensão e Cultura do Campus de Catalão - UFG
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2 Responses to “Formação Docente: Palestra Na UFG Catalão”
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Sou professora e pesquisadora sobre formação de professores, especificamente a formação do professor de lingua estrangeira.Estou terminando o mestrado na Unicid - Universidade Cidade de São Paulo no Tatuapé São Paulo.
Concordo plenamente com as palavras do Prof.Akkari. Infelizmente isso não acontece somente nas disciplinas mencionadas por ele. Em língua estrangeira (inglês) que é a disciplina de minha pesquisa sucede a mesma coisa.O aspecto pedagógico em muitos cursos fica a desejar, como citado por Akkari. Um curso de Letras no Brasil SP.em muitas universidades particulares que era realizado em quatro anos que já não era suficiente,passando para três anos prejudica muito a parte pedagógica,principalmente quando se trata de formação bilingue, inglês e português ou outra língua estrangeira de opção do aluno.
Em se tratando de língua estrangeira , o aluno deveria ter obrigatoriamente horas de convívio com a língua estrangeira específica ,fora da grade horária normal, a fim de aprimorar a prática oral dessa língua. Ou em Centros Específicos de Línguas Estrangeiras criados para esse fim (públicos de preferência) para que não houvesse mais custos para os alunos, ou através de intercâmbios com países da própria língua estrangeira.Na verdade o que ocorre é o estudo da gramática e da literatura, a prática oral não existe. Quando existe é muito fraca. O aluno acaba estudando a língua e não praticando-a oralmente como deveria acontecer. Nós aqui no Brasil temos condições para implantar centros especializados de línguas estrangeiras para que ocorra essas práticas dando suporte aos cursos de Letras ou também adotarmos políticas públicas para criarmos intercâmbios entre os países de línguas estrangeiras. Podemos trazer alunos do exterior para aprenderem português aqui e enviarmos alunos do Brasil para o exterior para praticarem a língua lá, ou ainda até criar um intercâmbio onde um aluno daqui ensine português a um estrangeiro e ele, o aluno estrangeiro ensine seu idioma a seu colega brasileiro, fazendo com que essas duas ações ocorram concomitantemente.Temos condições sim para que isso ocorra no Brasil, nossa educação precisa melhorar e urge que isso aconteça.O que falta é vontade política de nossos governantes.Mas é preciso mudar esse contexto e dar prioridade para o assunto.Nossas crianças, nossos jovens,os adultos merecem. O povo brasileiro merece uma educação de qualidade.
Olá Marli, você tem razão. Está faltando em nosso país muita vontade política para mudanças reais na educação.
Obrigado pela participação e volte sempre!
Wolney