Projeto Biblioteca Em Ação – Sarau Poesia E Arte
Filed Under Eventos | Posted on Novembro 13, 2007
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
Paulo Leminski
A Internet oferece algumas surpresas. Através da Professora Mara, Diretora do Núcleo de Tecnologia Educacional de Catalão (NTE), consegui a lista de emails de algumas professoras da região para divulgar o Soprando.Net.
Entre os emails, estava o da professora Durcilane Alves Araújo Mendes, do Colégio Estadual Antônio Ferreira Goulart, de Ouvidor, Goiás. Depois de algumas conversas por email, ela me convidou para participar do “Sarau Poesia e Arte” que o colégio promoveu no último dia 05 de novembro.
Gostaria de agradecer aqui o convite e parabenizar aos professores e alunos pelo “Projeto Biblioteca em Ação – Sarau de Poesia e Arte”. Gostei da animação, do envolvimento e atenção que todos deram à noite de arte e poesia.
As professoras Vivian e Maria Elvira, diretora e vice-diretora respectivamente do Colégio, fizeram abertura da noite, apontando que neste ano o evento trazia poesias de Vinício de Moraes, músicas de Jorge Versílio e Dijavan.
Na oportunidade foi lançado a sétima edição do Livro do Concurso de Poesias do Projeto Poesia e Arte, que está sendo desenvolvido desde 1999, pela professora Ângela Maria de Jesus Oliveira.
Fica registrado aqui, portanto, minha manifestação de contentamento e satisfação em estar presente no evento. Torço para que a arte seja esta luz cada vez mais brilhante e presente entre as práticas pedagógicas das escolas pública deste país.
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3 Responses to “Projeto Biblioteca Em Ação – Sarau Poesia E Arte”
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Realmente interessante! Parabéns às professoras pela iniciativa, aos alunos (as) pelo envolvimento e a você pela disponibilidade em divulgar eventos dessa natureza. Fatos como esse só reforçam minha certeza de que a escola pública vale nossa defesa.
Ana
obrigada Professor!!!
Ficou lindo seus slides.
Durcilane Alves
poemas Almandrade
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DEPOIS
Mar na cama
longe da praia
perto do terreiro
molhada
junho é o mês
seis diz o calendário
uma noite
depois da vernissage
um presente
e um ciúme.
Almandrade
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SAUDADE
O encontro passa
a noite se desfaz
com a brisa da ausência
mas a beleza
do instante permanece.
A moça nua
deixou na cama
uma canção:
“Chega de Saudade”.
Almandrade
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SOLITÁRIO E METAFÍSICO
Cosmo vazio
a vida levitando
fim de ano
nem o sol do verão
enxuga
a água dos olhos
musa ao longe
no horizonte invisível
inércia
amor aflito
não sai de casa.
Almandrade
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(para Bernardo Queiroz de Andrade)
De olhos bem abertos
atentos
para ver
pela primeira vez
o mundo
a mãe
a vida
a luz.
O espetáculo
do seu próprio
nascimento.
Almandrade
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O olhar inquieto
do viajante
desloca a paisagem
arranha o memória
depositada
no que restou
da arquitetura.
Almandrade
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(para Bernardo Queiroz de Andrade)
Uma criança
e um rosto alegre
brincadeira e sonho
talvez eu
não seja
segredo
o menino distante
os olhos
descobrindo
as mãos
inventando
saudade e tempo
o futuro espera
e revela.
Almandrade
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Almandrade,
Antônio Luiz M. Andrade
É arquiteto, poeta e artista plástico baiano.. Como artista plástico já participou de quatro bienais internacionais em São Paulo, além de várias outras exposições no país e no exterior. Editou em 74 a revista “Semiótica” e, seus poemas procuram dar às palavras intensidade plástica, forma. Publicou os livros “O Sacrifício dos Sentidos”, “Obscuridade do Riso”, “Poemas”, “Suor Noturno,” “Arquitetura de Algodão”. É um dos grandes nomes brasileiros do poema visual.