A Identidade Do Professor No Encontro De Didática Em Catalão
Filed Under Eventos | Posted on Novembro 21, 2008
A Identidade Do Professor No Encontro De Didática Em Catalão
Realizou-se entre os dias 17 e 19 de novembro, a VIII Reunião Anual de Didática e Prática de Ensino (lembrando que já começamos aqui no Blog uma discussão sobre formação de professor, refletindo sobre a didática e prática de ensino. Veja Aqui) na Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão (realizado pelos cursos de licenciatura do CAC-UFG). Coordenado pela professora Dra. Dulcéria Tartuci*, o evento, este ano, trouxe o tema Estágio e Docência: formação, valorização e construção da identidade.
Na noite do dia 17, as professoras Dra. Luzia Márcia (História) e Maristela (Educação Física) debateram sobre as licenciaturas na UFG. No dia 18, houve comunicações orais sobre as pesquisas realizadas nas disciplinas de Estágio. No dia 19, o tema da mesa redonda, composta pelas professoras Dra. Simara Maria Tavares Nunes, do curso de Química e Dulcéria Tartuci, da Pedagogia, foi Formação docente: construção e valorização da identidade do professor.
Além da fala das professoras, direcionadas para a valorização do professor através da sua formação qualitativa na graduação, houve também apresentações artísticas logo depois das palestras. Eu vi especialmente nas apresentações da dança do ventre e Hip Hop uma relação intrínseca com o tema do Evento. Explico.
O tema da identidade do professor está diretamente relacionado a dois pressupostos: primeiro, o de que identidade indica uma visão homogênea, onde os professores, em termos de formação e práticas de ensino, construiriam uma forma semelhante de ser professor. Segundo, seria uma outra perspectiva, podendo ser considerada até como contraditória, sem o ser necessariamente, que consideraria as diferenças ao focar na formação docente.
Sem querer me alongar no debate teórico destas perspectivas, eu digo que fazer uma imagem destas representações, semelhanças e diferenças, não é nada fácil. Porém, as apresentações da dança do ventre e Hip Hop me ajudaram a entender um pouco mais estas idéias. Ora, a dança do ventre, por constituir num conjunto aparentemente homogêneo, onde as dançarinas, ao som da música, buscam perfeições de movimentos corporais sensuais e simultâneos, poderia indicar a perspectiva identitária. Todas, em conjunto, buscando o mesmo movimento.
A dança do Hip Hop, pode se dizer, variaria do semelhante ao contrário, num anglo que variaria de zero a 180 graus. Os dançarinos, no caso daquela noite em número de quatro, buscaram não o semelhante, mas o movimento diferente, cada um no seu passo vibrante, enérgico e dessemelhante. O ideal não é ser igual, mas ser um outro. Isto poderia até parecer uma bagunça, mas não é. Pelo contrário, apresenta-se inclusive mais vibrátil, tirando aplausos e gritos mais energizados da platéia.
Ora, ai está, no meu entender, uma referência interessante para se pensar a formação docente na universidade. Por um lado, temos uma necessidade institucional, curricular de buscar qualificar o profissional da educação dentro de um parâmetro sócio, cultural e político eleito e adotado pela instituição, que somos todos nós professores universitários. Há uma tendência de buscar o semelhante, uma identidade homogênea. Diz-se fazer um corte de qualidade pela média.
Por outro lado, o respeito à diversidade do aluno, do professor, da cultura local é cada vez mais relevado na Educação do país. E a diversidade acontece nas múltiplas experiências tanto dos discentes, quanto dos professores universitários. O desafio educacional é equilibrar estas duas forças, ora buscando os movimentos conjuntos, feito os arredondados remelexos das dançarinas do ventre, ora os incautos e impulsivos saltos dos dançarinos do Hip Hop.
E você, o que pensa sobre isto?
*COORDENAÇÃO GERAL
Dulcéria Tartuci
COMISSÃO CIENTÍFICA
Dulcéria Tartuci (coord.)
Maristela Vicente de Paula (coord.)
Eliane Martins de Freitas
Gisele Alves
Juçara Moura
Lívia Abrahão do Nascimento
Sirlene Duarte
COMISSÃO DE FINANÇAS E COMUNICAÇÃO
Maria Marta Lopes Flores (coord.)
Simara Maria Tavares Nunes (coord.)
Crhistiane da Fonseca Souza
Elânia Maria Marques Bergamashi
Jaqueline de Cássia Naves
Marta Borges
COMISSÃO DE INFRA-ESTRUTURA E REGISTRO
Kátia Silene Silva (coord.)
Porfírio Azevedo dos Santos Júnior (coord.)
Altina Abadia da Silva
Françoise de Mesquita
Leomar Cardoso Arruda
Heliane Batista de Oliveira
Rodrigo Graboski Fratti
COMISSÃO CULTURAL
Andréia Cristina Peixoto Ferreira
Cristiane da Silva Santos
Share This
Se voce eh novo(a) aqui, inscreva-se ao meu RSS feed. Obrigado pela visita!
Deixe seu comentário










