Inclusão Com Maior Qualidade
Filed Under Estudantes | Posted on Junho 9, 2008
Inclusão Com Maior Qualidade
Por Denise Calaça
Durante muitos anos, educadores de todo o país lutaram para que a escola incluísse crianças e jovens com deficiência. Há dez anos, mais ou menos 90% de matriculados com alguma deficiência freqüentavam instituições ou classes especiais e hoje, a maioria já estão em salas regulares. Mas, agora vemos que o importante é garantir que os estudantes com deficiência avancem nos conteúdos, pois não basta só acolher e promover a interação social.
Oferecer uma educação de qualidade e promover o avanço destes estudantes significa fazer adaptações físicas e pedagógicas nas instituições, cabendo ao professor reconhecer essa nova função e brigar pelos recursos necessários, para assim ter uma boa educação. Para garantir que os estudantes com deficiência avancem nos conteúdos, é preciso garantir a parceria entre os professores regentes e especialistas. Ao invés de focar no atendimento clínico, o correto é dar apoio aos professores regentes e permitir que eles e seus colegas especialistas trabalhem em conjunto em prol da aprendizagem.
A escola inclusiva deve ser autônoma para decidir sobre suas ações, instituindo prioridades no que diz respeito à inclusão, mas orientado por uma política governamental transparente. A estrutura adequada é essencial para criar uma escola inclusiva, da mesma forma é fundamental também definir um bom planejamento, pois só a criatividade e boa vontade dos professores não são suficientes para que o aluno com deficiência se desenvolva, é preciso sistematizar os conhecimentos nessa área.
O trabalho de inclusão deve começar na educação infantil e todas as escolas inclusivas devem estar devidamente adaptadas aos padrões de acessibilidade. Assim, todos aprendem a valorizar a diversidade e desenvolvem, desde cedo, habilidades importantes para o convívio social no futuro.
Portanto, não basta apenas matricular e receber em sala de aula crianças e jovens com deficiência, o essencial e perfeitamente possível é ensinar. Então, fica aqui algumas indagações: Será que é possível ter uma parceria entre professores e especialistas nas escolas públicas? Será que nestas instituições públicas do nosso país, alunos com deficiência conseguem receber a mesma educação que os outros? Será que com esta educação pública estes alunos vão conseguir se desenvolver nos conteúdos?
*Aluna do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão.
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Penso que é possível estabelecer parcerias entre professores e especialistas nas escolas públicas, à inclusão não é levar crianças às classes regulares sem acompanhamento de apoios especializados sem levar em conta suas especificidades, mas devemos ter o cuidado de não segregar o atendimento.
Em relação ao segundo questionamento, a idéia é que os alunos com necessidades educacionais pudessem receber a mesma educação, é claro respeitando seu tempo, ritmo de aprendizagem, porém o que se percebe, a partir de leituras, e conversas informais, é que a maioria das escolas não estão “preparadas” para receber alunos com necessidades educacionais especiais, tanto os professores como os gestores escolares não possui clareza em relação às políticas e ações a serem desenvolvidas para uma efetiva educação inclusiva.
E respondendo a terceira indagação que é uma continuidade da segunda, penso que para que os alunos se desenvolvam necessitamos de grandes mudanças na organização das escolas públicas, desde a estrutura física, currículo, formas de avaliação, programas efetivos de formação de professores dentre outros elementos, levando em conta os significados subjetivos e as características culturais dos alunos. E isso constitui um grande desafio as instituições públicas.