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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

A Invenção Da Criatura Ou Do Criador?

Filed Under Cinema | Posted on Outubro 10, 2008

A Invenção Da Criação Ou A Invenção Da Criatura?

Quando você chega em casa, o que geralmente faz primeiro? Liga a televisão? Liga o computador? Uma resposta simples e rápida à estas perguntas pode te mostrar sua mínima relação com a tecnologia no seu dia a dia. Acredito que a maioria das respostas seria a televisão e, hoje em dia, o crescente aumento da relação humana com o computador. Alguém pegaria um livro?

Em outro post aqui neste blog, fiz um comentário sobre a relação humana com a tecnologia, utilizando como objeto de análise o filme Blade Runner, de Ridley Scott (1982). Scott coloca em seu filme, frente a frente, o criador com sua criatura, ou seja, leva para as telas do cinema um tema caro ao nosso comportamento contemporâneo, que é a relação com a tecnologia. Na ficção, Deckard (Harrison Ford) é um policial especialista em caçar andróides que saíram da linha, do previsto, do controle humano. Roy Batty (Rutger Hauer) é, além de líder dos replicantes, a expressão maior da máquina que pensa/sente por conta própria, passando a ser um perigo para os humanos. A máquina, inventada pelo homem, passa a ser um perigo para ele mesmo.

Numa versão mais soft, uma mistura de comédia com drama, o filme Simone*, estrelado por Al Pacino, no papel de Viktor Taransky, também mostra esta inversão dramática, onde a criatura, Simone (uma personagem cinematográfica criada no computador), passa a ter o domínio sobre o seu criador (Viktor Taransky). Quem domina quem, é portanto um tema que atravessa estes dois filmes, mostrando-nos uma dimensão problematizadora sobre nossa relação com a tecnologia que, nós, seres humanos, criamos para melhorar, teoricamente, a qualidade de nossas vidas, supõe-se.

Ora, ora, ora: nós não precisamos ir tão longe para vermos esta nossa relação complexa com a tecnologia. Bastaria responder as perguntas do primeiro parágrafo acima e já teríamos um panorama, se não realista, pelo menos engraçado sobre nossas prioridades comportamentais, no tocante a onde mais investimos nosso tempo principalmente nos momentos ditos de laser.

Para ilustrar um pouco mais esta reflexão, veja o vídeo e depois responda a pergunta abaixo:

TV destrói relacionamento

A pergunta ao leitor é: o que acontece quando você chega em casa, você liga o botão da máquina (TV, computador, rádio, etc) ou ela/ele é que coloca você para funcionar?

*Ficha Técnica
Título Original: Simone
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 117 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2002
Site Oficial: www.simonemovie.com
Estúdio: New Line Cinema / Jersey Films / Niccol Films
Distribuição: New Line Cinema / PlayArte
Direção: Andrew Niccol
Roteiro: Andrew Niccol
Produção: Andrew Niccol
Música: Carter Burwell
Fotografia: Edward Lachman
Desenho de Produção: Jan Roelfs
Direção de Arte: Sarah Knowles
Figurino: Elisabetta Beraldo
Edição: Paul Rubell

Elenco
Al Pacino (Viktor Taransky)
Catherine Keener (Elaine)
Evan Rachel Wood (Lainey)
Rachel Roberts (Simone)
Jay Mohr (Hal)
Tony Crane (Lenny)
Susan Chuang (Lotus)
Sean Cullen (Bernard)
Rebecca Romjin-Stamos (Faith)
Winona Ryder (Nicola Anders)
Camille Wainwright (Katie Crom)
Jason Schwartzman
Pruitt Taylor Vince

Fonte: Adoro Cinema



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15 Responses to “A Invenção Da Criatura Ou Do Criador?”

  1. Marília Rita dos Santos on Outubro 14th, 2008 9:26

    Este texto me fez refletir em relação às práticas de muitos profissionais nesta era da globalização e da competitividade que desencadeou não só uma revolução tecnológica, mas também, uma revolução de hábitos, costumes e valores humanos. Com tantas tecnologias ao nosso alcance, hoje já não basta trabalhar nas 08 horas diárias, a tecnologia proporciona que as pessoas levem suas máquinas para casa, e acessem os softwares de trabalho, (antes usado apenas dentro das empresas). Desta forma são as famílias que lutam por um momento de atenção. Pois, a máquina invadiu o espaço das famílias, do lazer, momento antes reservado à liberdade individual. A tecnologia que veio para facilita nossas vidas, nos torna escravo do trabalho, não tendo tempo se quer para questionar como foi o dia da família.
    As pessoas vão para o quarto com suas máquinas e simplesmente informam “Não me incomode estou trabalhando….”
    Como organizar nosso tempo na era de tantas tecnologias, comodismo, facilidade e individualismo?
    Se já não precisamos sair de casa para fazer compras, ou comprar uma pizza.
    E os momentos de conversa até o supermercado, ou mesmo em busca de encontrar um bom lugar para se comer uma pizza?
    Até que ponto a tecnologia vem nos beneficiar?
    Minha inquietação é no sentido de pensar que a tecnologia promovida pelo capitalismo moderno nos proporciona numerosos benefícios, porém não temos o controle de organizá-la em nossas vidas. Somos alimentados por uma ânsia de ligar o computador ou a televisão, às vezes até mesmo sem saber o porquê e para que, porém temos a certeza que ali nos encontraremos.
    E aqui encontram-se minhas angústias, pois volto a questão anterior de organizar nosso tempo e selecionar nossas atividades, sendo que estas devem abranger todos os aspectos de nossa vida.
    Nesta era da informação tecnológica precisamos repensar nossas atitudes, estarmos atentos às influências divulgadas pelos meios de comunicação e pela lógica do mercado. Devemos buscar valores perdidos pela humanidade, pois conforme o autor Edgar Morin, estes são os desafios do século XXI, resgatar o amor, afeto, amizade, bondade, paciência, compreensão, ética, igualdade, únicos bens realmente importantes para nós e que, infelizmente, parecem estar esquecidos.
    Sinto que a cura de todo o stress encontra-se nesta nova ótica de vermos e pensarmos a realidade.

  2. Kênia Aparecida da Silva on Outubro 14th, 2008 22:27

    A muito tempo o ser humano vem desenvolvendo sua tecnologia para facilitar sua vida. Atualmente, o mundo moderno propicia uma série de soluções, atrativas e facilidades que não poderiam ser imaginadas no passado. Grande parte dessas inovações diz respeito às tecnologias de informação e comunicação, que são especialmente aquelas baseadas nos avanços da eletrônica.
    O mundo da tecnologia parece ser “mágico” trazendo-nos muito conforto e deixando para trás um regredir morto. Progresso, rapidez, avanço se resume em tecnologia. No entanto, apesar de toda conquista tecnológica que presenciamos no mundo que vivemos hoje, sentimos que o ser humano continua insatisfeito. A angústia, o medo, agonia e a incerteza assolam as esperanças da humanidade em si própria e parece que toda conquista material não é capaz de suprir essa insatisfação.
    Isso ocorre, porque o ser humano ainda não descobriu o que fazer com todos esses inventos, oriundos de sua capacidade criadora.
    Afinal a maior conquista não está na tecnologia, mas sim no reconhecer-se como ser humano e saber aplicar todo o conhecimento adquirido para o bem desse ser.
    A partir desses levantamentos, constata-se que as tecnologias em geral exercem um papel condicionante e modificador na sociedade. A atuação das tecnologias de informação e comunicação provavelmente influenciará ainda muitas gerações no futuro, deixando nelas as suas marcas.
    E cabe a nós educadores mudar essa idéia. Morin (2007) deixa isso bem claro em seu texto quando defende que o ensino educativo deve buscar não a mera transmissão do saber acumulado, mas uma cultura que possibilite a compreensão da condição humana e nos ajude a viver, e que favoreça um modo de pensar aberto e livre. A educação, para o autor, deve propiciar a compreensão do contexto, o todo em relação às partes, as partes em relação ao todo. Para ele, o excesso de especialização do saber leva ao enfraquecimento da responsabilidade e da solidariedade. Cada um faz a sua parte, e não há consciência da co-responsabilidade pelo todo. Ensinar não é distribuir certezas, mas instigar dúvidas; não é inculcar a aceitação passiva do estabelecido, mas instrumentalizar para a contestação; não é formar iguais, mas diferentes, unidos pelo respeito e aceitação das próprias diversidades. A educação “pode ajudar a nos tornarmos melhores, se não mais felizes, e nos ensinar a assumir a parte prosaica e viver a parte poética de nossas vidas”.

  3. Juliana Ap. Silva on Outubro 15th, 2008 19:07

    Percebe-se que hoje em dia que quem forma a opinião pública é a mídia e nem sempre a mídia expressa os pontos de vista das coisas e dos diferentes setores sociais. Então, vivemos um quadro que é realmente novo, diferente e problemático, mas que devemos nos adaptar a ele.
    Na medida em que a mídia ganha espaço cada vez mais nós somos transformados numa poderosa e avassaladora indústria, inclusive com as tecnologias eletrônica, pois estamos a merce dela. Então, o que nós temos hoje é o intelectual coletivo que é a mídia eletrônica, que reúne a interpretação, na divulgação, na produção de novelas, minisséries, filmes, que influenciam decisivamente na maneira pela qual as pessoas se situam no mundo.
    Esta é a era chamada globalização.

  4. Silviene Aparecida do Prado on Outubro 15th, 2008 19:43

    Estamos inseridos em um mundo cada vez mais tecnológico… E em decorrência desse avanço… São várias as discussões nesse sentido, pois estamos na era da globalização.
    Sabemos que os meios tecnológicos ocupam, senão todo o tempo, boa parte no trabalho, em casa, finais de semana, chegando ao ponto, de nos tornarmos dependentes diante da facilidade e rapidez para resolver tais situações. Assim, as tecnologias (computador, TV e outros) adquiram mais valor em detrimento de outros fatores que, também, fazem parte da nossa vivência em sociedade – reunião em família, passeios e conversas com os amigos, etc.
    Hoje, a internet nos proporciona fazer essas mesmas coisas, devido ao comodismo ou pela própria falta de tempo, considerando, é claro, vários outros fatores que contribuem para essa correria.
    Discutir sobre os meios tecnológicos é importante, mas o que é fundamental (e essa é minha inquietação) saber como essa tecnologia de tão fácil acesso, por “quase” todas as pessoas, pode ser explorada em nosso benefício, não se prendendo às informações postas, mas utilizá-las de forma significativa.
    Penso que esse é um dos grandes desafios da educação e principalmente para nós futuros educadores. Porque não basta estarmos “mergulhados” a várias informações, se não paramos para pensar na forma mais segura e confiável de utilizá-las ao nosso favor.

  5. Laura Maria da Silva on Outubro 15th, 2008 20:19

    3- Laura Maria da Silva
    No fILME Simone nos mostra a realidade que acontece frequentemente em nosso dia a dia,a interferencia o dominio da midia em nossa vida. Muitas vezes deixamos ser dominados pelas invenções do homem a maquina e esquecemos que somos seres humanos que presisamos de atenção, carinho, amor e outros sentimentos, que muitas vezes deixamos de passar para as pessoas de nosso convivio e passamos para a mídia ou os nossos ídolos, artistas,atores e outros. A mídia além de nos dominar ela interfere na falta de leitura que gera comodismo a preguiça,os professores não usam mais o quadro giz e sim os aparelhos eletrõnicos o computador o Data Show e outros aparelhos que facilita na transmissão de conteúdos,se o professor o intelectual se julguem serem os donos dos saberes como os Gregos inventaram a razão. No filme Simone nos mostra a que Muitas vezes acreditamos em algo que não passa de uma ilusão e que não conhecemos mas por causa da mídia que nos convence com suas propagandas enganosas e outros e deixamos de acreditar na realidade mesmo quando conhecemos.

  6. maria isabel on Outubro 16th, 2008 0:00

    A tecnologia a cada dia esta mais presente na vida do ser humano, seja em casa, no trabalho, na rua. Cada dia surge um produto sofisticado com o objetivo de facilitar a vida do ser humano. A força de trabalho braçal esta a cada dia, sendo substituída pela força de trabalho intelectual, as pessoas estão sempre muito preocupadas a se prepararem para esse novo modo de vida que e ser dono de produto sofisticado, ou seja, a máquina que traz consigo a falsa ilusão de facilidade para a vida, pois o ser humano ao construir sua máquina acaba muitas vezes sendo manipulado pela sua própria criação, pois a maquina precisa do homem para funcionar e o homem precisa da maquina para trabalhar.
    Com essa falsa facilidade de vida o ser humano esquece de algo mais importante a família que acaba ficando em ultimo plano. Fazendo com que o adulto da família insira na vida das novas gerações os meios tecnológicos com o objetivo de suprir muitas vezes a falta de atenção que não e possível dar por falta de tempo, ou mesmo de pelo comodismo.
    Ao assistir ao filme comecei a refletir sobre esse mundo da tecnologia e comecei a me indagar será que esse mundo e somente do processo tecnológico? Não totalmente. Esse mundo também e das plantas, dos animais de um universo que na maioria vezes fica a mercê de tanta informação, pois o homem por meio da tecnologia acaba descobrindo lugares que antes não havia sido visitado e acaba por colocar esses lugares em risco de extinção. O homem e um ser imaturo que busca suprir suas próprias necessidades não importando quanto custa ou a quem prejudique, fazendo assim que a natureza corra certos riscos nas mãos do próprio. Enquanto isso fica a nos futuros educadores a responsabilidade de estarmos atentos e mobilizados a esse novo processo que surge buscando novos conhecimentos reciclando conceitos preservando o que e necessário descartando aquilo que não mais nos atende buscando interação e adaptação a essa nova era que esta surgindo.

  7. Juliana on Outubro 16th, 2008 7:59

    Ao fazermos uma relação das nossas vidas, com o relato do filme, podemos perceber de forma clara como deixamos de fazer algo prazerozo, como passear com os filhos, ler um bom livro, ou até mesmo, sai na porta da rua para conversar com os vizinhos,coisa que hoje e rara, não sabemos nem mesmo o nome dos vizinho,trocamos isso tudo para ficarmos hora na frente da televisão ou horas nas salas de bate - papo na internet. A essencia da familia, hoje se resume em cada um almoçar no seu canto, geralmente algumas casa cada um tem a sua televisão e então cada um vê o progama que quer.
    Ao ler esse post,pude perceber o que faço com a minha filha. Julia tem quatro anos e uma criança cheia de ergia, e sempre me chama para brincar com ela ou ler um livro infantil, para ela me dar sossego eu ligo a televisão para ela e coloco um desenho e pronto,estou livre dela ficar me aborrecendo. Sei que isso e errado que eu deveria participar mais da infancia dela, mas e muito dificil.
    Com relação ao filme, Simone acabou criando vida propria em relação a vida de Victor,ao ponto de que ele não conseguia mais se livrar dela, tudo que ele fazia era em vão.Victor passa por cima de tudo, da sua familia, da sua etica para que possa realizar o seu grande filme sem pensar nas consequencias que isso iria causar. E
    foi na familia que Victor conseguiu apoio pra se livrar da acusação da morte de Simone.
    Com o avanço disparado dos recursos tecnologicos, o que podemos esperar para o futuro( que não esta tão distante)são familias virtuais, como no filme,
    relacionamentos totalmente virtuais,e o sentido da vida se tornará meramente virtual,não será mais dado valor ao calor humano a afetividade.
    Seremos totalmente dependente do mundo virtual.

  8. Ruth Maria da Silva on Outubro 16th, 2008 8:17

    Vivemos em um contexto amplamente intermediado pelos meios de comunicação. A globalização nos trouxe a revolução tecnológica que está remodelando a base material da sociedade em um ritmo muito acelerado, trazendo seus efeitos transformadores sobre a vida dos indivíduos e suas relações.
    A imagem é a forma de expressão mais intensa da cultura contemporânea, e as imagens e a linguagem dos meios de comunicação são tão rápidas, precisas e objetivas. Talvez por isso nos envolvamos tanto!
    A sua presença é tão marcante e comum em nossas vidas, que não imaginamos quem sabe, viver sem essas novas tecnologias.
    A televisão, por exemplo, está presente em casa, (geralmente em mais de um cômodo), nos bares, boates, consultórios, ônibus, táxis, tornando-se cada vez mais um objeto de companhia. Silva (2008).
    O vídeo mostrado acima “TV destrói relacionamento” ilustra de fato como nos relacionamos com os meios de comunicação. Posso ampliar essa relação ao computador, internet, rádio. Vejo no cachorrinho do vídeo as pessoas que nos rodeiam. Tantas pedem nossa atenção, um pouco de tempo, um bom bate-papo, mas se não for pelo MSN não tem conversa!
    O que construímos nessa vida então? Relacionamentos virtuais, amigos que não vemos, pontualidade com a novela das oito, fidelidade com o Faustão?
    As lembranças que tenho de minha infância são doces aconchegos, pois não tinha computador nem celular, mas tinha um grande número de amigos reais e presentes, todos os dias.
    Atualmente, com a correria do dia a dia, o tempo não me permite mais esses prazeres, as conversas geralmente são pela internet, a companhia muitas vezes é a TV ou um bom filme.
    A verdade é que essas máquinas transformam nossas vidas, e nos tornando dependentes, viciados, alienados sempre mais por suas seduções.

  9. Cirlandia R. Almeida Costa on Outubro 16th, 2008 9:31

    Muito se fala do desenvolvimento tecnológico e a globalização pelo qual o mundo vem passando, as facilidades que a tecnologia nos proporciona são inquestionáveis e às vezes me pergunto como conseguimos viver esse tempo todo sem a internet por exemplo. Mas em contra partida o aceso As mais diversas formas tecnológicas transformaram e vem transformando as relações humanas.
    Hoje dominar os recursos tecnológicos seja eles quais foram é requisito básico para se trabalhar, estudar e até mesmo se relacionar.
    Milhões de informações estão em nossas mãos com um simples “Clic” Ou ligando um botão, o mundo já não nos parece tão grande e misterioso afinal ele cabe a tela de um computador. Mas vivemos numa época onde a celebre frase do autor William Shakespeare “Ser ou não ser eis a questão” se faz atual e instigante somo parte de um mundo virtual ou estamos sendo sugados por um mundo totalmente tecnológico?
    Tudo anda rápido demais o mundo se tornou célere demais, as relações estão cada vez mais superficiais o convívio coletivo esta dando lugar a uma individualização que cresce ferozmente.
    Diante de tudo isso ainda acredito numa relação entre os seres que priorize o ser, o sentir e mais do que nunca acredita no valor do sorriso sincero de uma criança.
    O poeta Gonzaguinha retrata minha esperança mesmo que seja utópica de forma estupenda na musica…
    O Que É, O Que É ?
    Gonzaguinha
    Composição: Gonzaguinha
    Eu fico
    Com a pureza
    Da resposta das crianças
    É a vida, é bonita
    E é bonita…

    Viver!
    E não ter a vergonha
    De ser feliz
    Cantar e cantar e cantar
    A beleza de ser
    Um eterno aprendiz…

    Ah meu Deus!
    Eu sei, eu sei
    Que a vida devia ser
    Bem melhor e será
    Mas isso não impede
    Que eu repita
    É bonita, é bonita
    E é bonita…

    E a vida!
    E a vida o que é?
    Diga lá, meu irmão
    Ela é a batida
    De um coração
    Ela é uma doce ilusão
    Hê! Hô!…

    E a vida
    Ela é maravilha
    Ou é sofrimento?
    Ela é alegria
    Ou lamento?
    O que é? O que é?
    Meu irmão…

    Há quem fale
    Que a vida da gente
    É um nada no mundo
    É uma gota, é um tempo
    Que nem dá um segundo…

    Há quem fale
    Que é um divino
    Mistério profundo
    É o sopro do criador
    Numa atitude repleta de amor…

    Você diz que é luxo e prazer
    Ele diz que a vida é viver
    Ela diz que melhor é morrer
    Pois amada não é
    E o verbo é sofrer…

    Eu só sei que confio na moça
    E na moça eu ponho a força da fé
    Somos nós que fazemos a vida
    Como der, ou puder, ou quiser…

    Sempre desejada
    Por mais que esteja errada
    Ninguém quer a morte
    Só saúde e sorte…

    E a pergunta roda
    E a cabeça agita
    Eu fico com a pureza
    Da resposta das crianças
    É a vida, é bonita
    E é bonita…

  10. Renata Lopes Silva on Outubro 16th, 2008 9:41

    Hoje em dia, é notável a influência tecnológica em nossas vidas… Na verdade, penso, que estamos todos cada vez mais escravos dessa tecnologia. Podemos perceber isso ao analisarmos nossas vidas. Com a “falta de tempo”, qual de nós ainda reserva um espaço para conversas com os vizinhos, ou colegas e até mesmo amigos? Na maioria das vezes, essas ocorrem através de e-mails, orkut, msn, etc.
    Quantas pessoas saem de casa para passear com os filhos, namorado, amigos e são capazes de se desligar do celular, ou de um aparelho eletrônico?
    Pouquíssimas pessoas chegam do serviço e vão brincar com os filhos de bicicleta, de bola ou alguma outra atividade baseada no relacionamento mais próximo, na maioria das vezes, ligamos a televisão ou o vídeo-game na esperança de que o filho fique quieto para que possamos trabalhar mais e mais.
    Chego a conclusão, que na verdade quem está dominado por essa tecnologia somos nós, que não temos mais a capacidade de exercer um controle sobre ela, estando cada vez mais dependentes desse meio para nossa sobrevivência.

  11. cleusidete da silva cabral de melo. on Outubro 16th, 2008 11:06

    A história desenvolve-se dentro de uma grande produtora de filmes em HOLLYWOOD, o personagem principal Vicktor Taransky, interpretado por Al Pacino, é um diretor com aspirações humanitárias prestes a ser demitido por sua chefe e ex-mulher porque seus últimos filmes foram um fiasco.
    A mídia e o cinena são assim dimulacros , e o filme “SIMONE”, é a simulação dentro do simulacro, mas agora, a simulação não é a da atriz “Winona Ryder”, no sentido de interpretação, criação de realidades através de recursos ficcionais mas, sim, uma simulação que envolve a própria materialidade do ser humano.
    Mas como não podia deixar de acontecer, a criatura foge ao controle do criador. Taransky passa a não suportar o sucesso concentrado em Simone e a pouca valorização dada a seus filmes.
    Sem dúvida o filme apresenta exageros em algumas cenas e certa inconsistência na construção do roteiro. Esses “deslizes” podem ser vistos como pontos fracos do filme ou como uma forma de ridicularizar a mídia hollywoodiana, pois o filme de qualquer forma, não chegam a desqualificar a obra como um todo. Neste mundo o simulaco desqualificar a obra como um todo.
    O simulacro se confunde com uma realidade nebulosa, “Simone” consegue ser, a comédiaque toca em algumas questões essenciais para a realidade.

    ## Como futura pedagoga devemos ter muito cuidado com o
    que vamos trabalhar em sala de aula, pois estamos a todo momento rodeados de tecnologias, é na rua, em casa, nas escolas, no trabalho, em fim vivemos tecnologicamente 24hs, a tecnologia é bastante vasta pois em alguns casos para gerar uma vida é preciso o uso da tecnologia, ela é a última esperança de um casal, isso tudo tem um nome “Globalização” e os animais, o convívio com outras pessoas? Onde vai parar tudo isso? Estamos preparados para a tal Globalização?
    A cultura, os valores que cada um tem, tudo isso será esquecido daqui pra frente? Então temos que ter muito cuidado com tanta informação para ser passada no nosso dia-a-dia, temos sim que saber e fazer bem feito e sem medo de errar.
    Isso tudo vai se transformando em uma salada de frutas e por isso temos que ter o cuidado para não se lambuzar.

  12. Alessandra on Outubro 16th, 2008 16:53

    Este texto me faz caminhar rumo a uma analise que parte do seguinte pressuposto: o mesmo homem que constrói é o que destrói, o que ama, odeia, o que progride, regride, e separar tais instintos é comparável a separar os braços, afirmando que não são partes constituintes de um mesmo corpo. O temor é sim justificável, mas não evitável, haja vista que o ser humano, se nem ao menos nos damos conta de defini-lo, dificilmente é ou será explicado. Hoje, confunde-se o nome de criador com o de criatura, talvez não por acaso – aceitar que um como o outro, possui características dissociáveis e, não paradoxalmente, componíveis de um mesmo ser é exercitar o saber, a tolerância de que jamais seremos o que almejamos e possibilitar, assim, o livre caminho da vida, à mercê de todos os seus agentes.
    Mesmo com tecnologias de ponta, ainda temos grandes dificuldades no gerenciamento emocional, tanto no pessoal como no organizacional, o que dificulta o aprendizado rápido. As mudanças na educação dependem, mais do que das novas tecnologias, de termos educadores, gestores e alunos maduros intelectual, emocional e eticamente; pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar; pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque dele saímos enriquecidos. São poucos os educadores que integram teoria e prática e que aproximam o pensar do viver.
    Os educadores marcantes atraem não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal. Transmitem bondade e competência, tanto no plano pessoal, familiar como no social, dentro e fora da aula, no presencial ou no virtual. Há sempre algo surpreendente, diferente no que diz nas relações que estabelecem na sua forma de olhar, na forma de comunicar-se, de agir. E eles, numa sociedade cada vez mais complexa e virtual, se tornarão referências necessárias, pois fomos criados com medo da tecnologia, ouvindo de nossos pais coisa como “- Não põe a mão no botão…vai quebrar a TV”, sem dúvida à próxima geração de educadores deverá ter mais facilidade com a informática e quem não conseguir, vai ficar à margem dos próprios alunos, uma vez que eles nasceram na era da tecnologia. Com isso se exige do professor uma preparação e atualização com intuito de fornecer as ferramentas para motivar o aluno e ajudá-lo a produzir seu conhecimento. O contato com essas novidades amplia o horizonte dos educadores e acena com novas possibilidades pedagógicas.
    O profissional em educação não deve pensar que irá perder seu emprego por conta da informática e sim utilizá-la como um meio para melhorar a qualidade de ensino. O papel do profissional em educação é mostrar ao aluno para que serve o conhecimento. Ele precisa enxergar-se, apenas, como uma parte do processo de aprendizado.
    O que será daqui a 15 anos??? Eu não sei!! Só sei que, agora, os recursos tecnológicos devem ser utilizados como mais uma ferramenta eficiente na construção de conhecimentos, baseando-se em epistemologias que priorizem a ação do sujeito.

  13. Lara Cristina de Andrade on Outubro 16th, 2008 21:36

    A pergunta é muito intrigante, ao invés da tecnologia nos dar suportes para vida educacional e profissional, para realização de trabalhos mais elaborados ou agilidade na entrega de produtos profissionais, a tecnologia está tomando outros rumos mais pessoais, sendo essencial inclusive em nossa vida pessoal, nota-se uma necessidade extrema de usar a tecnologia para relacionar com outras pessoas preencher vazios, que possam muito bem ser preenchidos por pessoas de carne e osso, o mundo está se tornando cada vez mais robotizado, daqui uns tempos sentimentos serão substituídos por teclas de um teclado de um computador usado em bate-papo, sem ter aquele contanto mais vivo, mas caloroso.
    Na vida educacional, já imaginou ao invés de um professor dar aula, nós sermos substituídos por máquinas, acredito que isto não está muito longe de acontecer, a pergunta discutida no blog define muito bem esta questão, porque a tecnologia não está sendo usada como suporte, mas sim está sendo a nossa executora, já tomou parte de nós e vai ser difícil nos libertamos dela, pois ela tornou-se um membro vital do ser humano.

  14. Lázara Maria dos Reis on Outubro 17th, 2008 8:38

    A invenção da máquina tecnógica nos propõe uma reflexão acerca dos problemas que o ser humano vivencia em função de suas relações com a tecnologia. Dedinitivamente a crescente conquista tecnológica vem reduzindo a liberdade de pensamento. O pensamento humano está sendo domesticado pela máquina de consumo. A criação e o desenvolvimento de meios de comunicação são cada vez mais potentes e abrangentes e o desenvolvimento da informática tem contribuido para a alienação e a falta de criatividade e consequentemente,para que a dominação seja cada vez mais intensa. As pessoas são vigiadas por telas de televisão que servem tanto para captar nossa imagem como para trazer imagens até nós e está em toda parte.Essa máquina promove uma lavagem celebral tornando o indivíduo apático aos apelos da realidade e apenas mais uma máquina, sem vontade própria. Nossas relações estão se limitando às telas, ao que nos é imposto, estamos perdendo a afetividade.Para que essa realidade seja mudada o ser humano deve ser recolocado como valor fundamental,a ciência e a tecnologia podem nos permitir ações antes impossíveis. Nessa perspectiva precisamos assumir com consciência e responsabilidade tanto nossas escolhas éticas quanto atos políticos, recolocar o ser humano no centro da problemática dos valores, assim a ciência e a informática podem ser instrumentos poderosos para possibilitar uma ação cidadâ efetiva ou para minimizar os problemas de miséria material e espiritual que nos assola nessa transição para o terceiro milênio. Acredito que a filosofia pode nos guiar por esse caminho tortuoso.

  15. Marilda on Outubro 21st, 2008 14:52

    Primeiramente te peço desculpas por nao ter respondindo antes, por motivos familiares, entao estou te enviando agora.
    Com o surgimento das novas tecnologias fica mais facil de se estruturar profissionalmente,devido podermos criar situaçoes que envolva emoçoes.
    O filme Simone se passa dentro de uma produtora em HOLLYWOOD,onde o autor que nao fazia sucesso resolveu criar uma personagem que na relidade nao existia, apenas na sua cabeça.
    Chegando a conclusao de que a midia pode colocar uma pessoa famosa do dia para a noite, sempre que possivel te coloca nas alturas, te dar poder, sucesso, mas se você nao souber levar isso tudo, te destroi ao mesmo tempo.

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