Pesquisas E Orientações – Outubro 2007
Filed Under Pesquisa | Posted on Novembro 1, 2007
Dando continuidade ao post Pesquisas e Orientações.
Educação e Subjetividade: Formação de Professores a partir de fotografias.
Alessandra Cardoso Alencar
Acadêmica de Pedagogia
Esta pesquisa surge a partir de minhas experiências de pesquisa a respeito do Centro de Formação de Professores Primários de Catalão. Nesta buscarei trazer subsídios e contribuições para a produção de conhecimentos acerca da formação de professores.
Creio que uma das fontes de estímulo desta proposta se localiza no fato de que na fotografia, o olhar deve ser apurado, educado e preparado para perceber o invisível, mesmo que se saiba da impossibilidade da plena transparência do olhar. Tal impossibilidade é precisamente o que torna esta busca tão instigante.
É importante salientar que a pesquisa tem intenção de atuar nas mais variadas formas de expressão sob o prisma da imagem fotográfica, como apoio à pesquisa científica.
O objetivo é estimular um tipo de referência, através da testagem de uma nova metodologia, focalizando a fotografia como um instrumento que adentra em outras linguagens. Esta pretende então narrar, em suma, uma experiência que foge do usual e da tradição, pois considero que quando o sujeito vê uma imagem, a mesma está fora dos “atos da fala”, sendo que para Deleuze (1985: 49), “a imagem comporta algo de natural das coisas e dos seres, uma vida imediata que não necessariamente precisa da linguagem”.
A imagem abriga um saber, uma mensagem ligada à outra forma de linguagem, a linguagem do corpo, da fisionomia ou mesmo do ambiente que irá influenciar os modos e as maneiras,
Assim, o que pretendo aqui é pensar a fotografia, pela lente da subjetividade e de alguns teóricos, tratando-se de um esforço de deslocamento de lógicas, que possam abrigar a fotografia como objeto a ser descoberto e ainda pouco experimentado no campo da pesquisa.
Nesta abordagem, o estudo da subjetividade está baseado em perspectivas do “vir-a-ser” do sujeito, fundamentando-se, segundo Luis Cláudio Figueiredo (1995:201) na idéia de que “a subjetividade se constitui enquanto um campo determinado de experiências histórico - culturais em que se configuram modalidades do sujeito e do mundo que alguém pode realizar efetivar, elaborar…”.
A imagem, sem dúvida, pode captar a experiência, podendo, ela mesma gerar experiências; pode-se dizer que ela “produz subjetividade”, manifestando-se como uma experiência do olhar. Olhar este, que imortaliza uma experiência e/ou mesmo o espaço da mesma.
Mas é preciso entender que a subjetividade não pode ser considerada como algo oculto que através da fotografia ou do que quer que seja deva ser desvendado, pois, a subjetividade circula toda hora em tudo e em diferentes níveis.
Fotografia: Resgatando as Tradições dos Desfiles Cívicos do Centro de Formação de Professores Primários de Catalão. Catalão 1965-1983.
Cleusidete da Silva Cabral de Melo.
Acadêmica de Pedagogia.
Venho através deste, expor minha proposta de TCC, no qual a partir de então estarei tentando responder algumas indagações a respeito dos desfiles cívicos do Centro de Formação.
De acordo com algumas leituras por mim realizadas, desfile significa “parada” que por sua vez segundo Mary Ryan se remete a um movimento ritualizado e coletivo pelas ruas que assumiu uma forma característica nas cidades Norte-Americanas do século XIX, e que apresentava vários traços essenciais, sendo que a parada era organizada em unidades de marchas, o alinhamento formado por fileiras após fileiras, colunas após colunas formando uma seqüência linear que desfilava pelas ruas principais da cidade.
Com isso o que pretendo então é investigar a partir das fotografias do Centro de Formação algumas questões pertinentes aos desfiles cívicos. E para um maior esclarecimento estarei me propondo a responder questões como: Qual era a importância dos desfiles realizados naquela época? Como era a organização desses desfiles? Qual era a influência política na organização dos desfiles? Quais as vestimentas utilizadas para a realização desses? E em que data, especificamente, o Centro de Formação ia às ruas para essa apresentação?
E na tentativa de resposta para essas indagações, aguçarei meu olhar de pesquisadora utilizando a fotografia como principal instrumento de análise no interesse de uma reconstrução histórica dos desfiles cívicos da época.
Utilizarei também de leituras complementares de alguns artigos relacionados com a temática e depoimentos da ex-diretora do Centro de Formação “Suely da Paixão e Silva” a qual pretendo estar realizando algumas entrevistas no decorrer da pesquisa.
Colégio Dona Iayá: Um lugar de muitos projetos.
Rosane Ribeiro do Nascimento.
Acadêmica de Pedagogia
Para efetivar meu trabalho que já foi citado anteriormente neste Blog, sobre o Colégio Dona Iayá, procurei fazer a gênese do mesmo tentando rever o que aconteceu de fato nesta instituição que pode ser lembrado coletivamente; e foi ao fazer este estudo que defini o meu foco de trabalho.
Após definir que este foco seria Os Projetos Educacionais, dei início a um estudo sobre “o que são projetos educacionais” e “como estes vem sendo desenvolvidos dentro do Colégio Dona Iayá”.
Neste estudo entendi que os projetos educacionais são conjuntos de atividades que trabalham com conhecimentos específicos construídos a partir de eixos que se organizam ao redor de um tema/problema para tentar resolvê-los, ou se organiza visando um produto final que se queira obter; e é nesta perspectiva que o colégio em questão vem efetivando seu trabalho com projetos educacionais. Segundo algumas coordenadoras do colégio, os projetos surgem na intenção de suprir as necessidades tanto dos alunos quanto dos professores.
Quando detectado o problema, ou lançado um tema, entendido como interessante ou útil, à necessidade da escola em geral, nasce um projeto, que geralmente é executado no ano letivo de seu surgimento; apenas alguns projetos adentram o ano seguinte, quando os resultados são extremamente plausíveis. Entrelaçar as experiências adquiridas com conhecimentos oferecidos pela escola vem sendo o recurso que o colégio está buscando, com a intenção de aperfeiçoar sua atividade educativa.
Televisão e socialização da criança
Ruth Maria da Silva
Acadêmica Pedagogia
A pesquisa que estou desenvolvendo é sobre o papel da televisão na socialização da criança. Sem capacidade crítica frente a certos programas, a televisão acabaria por influenciar no comportamento da criança.
De acordo com Regina de Assis, presidente da Multirio, mestra e doutora em Educação, entre 3 e 6 anos tudo é determinante na definição de papeis. A TV nessa etapa pode ser considerada inimiga, pois a maioria das crianças destorce conceitos.
As crianças ficam horas em frente ao aparelho televisivo e elas gostam muito de TV porque ela é lúdica, ela mescla fantasia com o mundo real. Mas isso vale também para nos adultos que gostamos tanto de novelas e filmes.
Apesar de gostarem de fantasia as crianças ficam vidradas em programas violentos. Um dos fatores é que a luta entre o bem e mal acaba se tornando um enorme atrativo para a criançada. O problema é que o fio condutor é sempre a violência, sem apresentar outras alternativas para lidar com conflitos.
Na sociedade atual o tempo que os pais têm para os filhos é cada vez menor e parece ser indispensável a presença da televisão no cotidiano das pessoas. Penso que a escola como lugar de produção de conhecimento poderia usar o aparelho televisivo como uma ferramenta pedagógica.
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