Os Blogs, A Educação E A Formação De Professores
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 12, 2008
Os Blogs, A Educação E A Formação De Professores
Há algumas semanas que não tenho vindo postar aqui neste espaço. Depois de participar do I Congresso de Tecnologias na Educação, totalmente online e desbravador no tocante a discussões atualizadas sobre o uso das tecnologias na Educação, participei também do Sepec versão 2008, onde pude assistir algumas apresentações de alunas do oitavo período do Curso de Pedagogia (UFG-Catalão). Apresentações essas, na verdade, comunicações de pesquisa de disciplinas de Estágio e TCC – Trabalho de Conclusão de Curso.
Numa destas apresentações, sobre projeto de Meio Ambiente
Somando-se a tudo isto, li o texto “Reflexão entre professores em Blogs: aspectos e possibilidades”, que pode ser encontrado no Blog da autora, Diário da Reflexão Entre Professores, o qual chama a atenção para a possibilidade de ampliar a prática reflexiva docente através dos diários de professores na web, em outras palavras, os Blogs.
Juntando, portanto, tudo isto, fiquei a imaginar: como seria implementar o aprendizado e uso de Blogs na formação de Professores? Em conversas com alunas do curso de Pedagogia, fiquei sabendo que elas pouco sabem sobre o projeto de didática umas das outras, e nem mesmo sobre os projetos de TCC. Parece que estamos um pouco distantes do aprendizado compartilhado, ou da dita “sociedade aprendente”, no que diz respeito às nossas práticas pedagógicas acadêmicas.
O que você pensa sobre isto?
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22 Responses to “Os Blogs, A Educação E A Formação De Professores”
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A discussão sobre o “aprendizado compartilhado” é interessante, pois em geral (e na minha escola também) os professores não trocam experiências, nem mesmo para compartilhar avaliações sobre as classes.
Opa Wolney!
Numa sociedade cada vez mais conectada, os professores (como todos os outros profissionais) devem se conectar na formação e durante toda a vida profissioanl.
Para o bem ou para o mal, nossa formação será sempre permanente! E trocar e compartilhar experiências com os colegas (via blogues, redes sociais, listas de discussão, fóruns, etc) é sempre uma boa estratégia!
abraços
Pois é Walter, esta é uma questão que anda me intrigando, ou seja, por que tanto trabalho guardado na gaveta?
Opa Sergio!
Parece-me que é justamente isto o que não está acontecendo no atacado. A grande maioria dos graduados correm para terem um lugar ao sol, no campo profissional da Educação, com portas e janelas tudo trancados. E a pergunta que me ronda é por que a resistência em compartilhar?
Abraço!
Bom dia Wolney,
Você pergunta o que penso sobre isso e no momento respondo: Acho que estamos num tempo de transição aonde, por um lado, as coisas acontecem de modo veloz e de outro há o compasso do tempo, das rotinas, dos ‘hábitus’, dos costumes cristalizados. Além disso somos remanescentes de uma geração que dá os primeiros passos na experiência e experimento democráticos, de partilha de colaboração, enfim, de socialização do fazer e do saber.
Abraços.
Oi Cida, você tem razão, entre a tradição e as novas invenções, estamos nós buscando entender a vida, o trabalho e a arte de educar.
Abraço!
Alguns professores procuram cada vez mais aprender as tecnologias de hoje, mas alguns não compartilham seu aprendizado com outro professor, ou seja, ele quer saber só pra ele, sem saber que todos necessitam de cada tecnologia. E isso é muito preocupante pra mim, que pretendo ser uma futura educadora. Tem alguns profissionais na área da educação que não sabem o que é um Blog, e o quanto é importante para quem quer repassar seu aprendizado.
Abraço!
Bom dia Wolney,
Pois é, fiquei surpresa quando você perguntou se nós conhecíamos o projeto das outras colegas do curso de Pedagogia. Confesso que nunca tinha pensado nisso e, realmente só conhecia o que era comentado em sala de aula. Lendo o texto citado acima, percebemos a importância dessa troca de idéias tanto para a formação de professores quanto para a educação em geral. Precisamos mudar o hábito de nos preocuparmos somente com nosso trabalho e/ou nosso estudo e, passar a enxergar o que está a nossa volta.
Abraços.
Marina, identificar o problema já é um bom passo para o seu aprendizado. Parabéns.
Cristiane, que bom descobrir que há outras possibilidades de aprendizagem, não é?
Após minha participação nos eventos acima citados, e a leitura do texto indicado, percebi que o desafio para a educação da nova era é desenvolver novos contextos de interação que possibilitem ao aprendiz a utilização, sobretudo, de alternativas criativas e estimulantes ao aprendizado. E os Blogs educativos vêm como uma metodologia empregada no ensino que busca por priorizar a construção do conhecimento, possibilitando ao aluno capacidade de se ajustar às características do mundo atual, proporcionando espaços de interação e estimulando o aluno a conhecer outras pesquisas na área da educação.
Wolney,o problema para o qual você aponta,é sim muito importante e merece sim ser discutido…Será que já estamos tão “cheios de nós mesmos” a ponto de não querer mais nem trocar idéias? Sera que estamos tão analfabetos assim, a ponto de não utilizar a praticidade dos meios de comunicação para construirmos uma ajuda pedagógica mútua? Lendo esse texto do blog, lembrei-me de você contar a estória(no núcleo livre de : mídias e educaçao) do dentista que escondia o segredo da preparação das amalgamas…Não adianta saber só pra si mesmo,conhecimento foi feito pra ser divido..Por este motivo existe a profissão de PROFESSOR…Que na minha opinião como academica do curso de pedagogia, significa “aquele que vive em constante formação para e si e para os outros, da melhor forma possível…” Seria até anti- ético da parte de um professor esconder conhecimentos e não divulgar e não desenvolver projetos que poderiam de certa forma mudar uma realidade… ESTE É O INDIVIDUALISMO DA SOCIEDADE CAPITALISTA E TECNÓLOGICA…
Sim Alessandra, eu também concordo que a busca por novas interações estimulam o aprendizado. Elas alimentam o nosso trabalho.
Drielly, eu penso que ser professor no mundo digital está altamente relacionado às práticas de conexão/criação de parceiros reflexivos. E isto é um aprendizado que vai além da universidade.
Durante as minhas observações das práticas pedadogicas de alguns professores em instituições da rede privada e pública pude perceber o quanto é importante a troca de experiencias que um professor poderá passar para aoutro, pois nenhum professor trabalha igul cada professor tem as suas especificidades é interessante que os professores tenham um momento para comprtilhar as práticas dos seus trabalhos. vivemos em um mundo que nos impossibilita desta oportunidade pois muitas vezes o trabalho do professor é uma carga horaria de 40 horas semanal e não tem como compartilhar momentos que seriam importante para o seu crecimento profissional e os blogs é uma esselente oportunidade para os professores divulgarem seus trabalhos e trocarem experiencias acho que os blogs dão oportunidades para esse trabalho de troca de experiências entre os professores e alunos. Em uma das minhas despedidas com os professores que fiz observações eu elogiei uma das professoras dizendo para ela que adorei a sua didática de controlar a disciplina da turma cantando com as crianças e uma das professoras que trabalha na mesma escola ouviu e disse que ótimo quero aprender com você. Quando trabalhamos e estudamos juntas nem sempre temos tempo ou oportunidades de conhecer o trabalho do colega na universidade isso também acontece só conhecemos o trabalho do colega quando assistimos uma apresentação de trabalhos em alguns eventos promovidos pela universidade. Acho que seria muito interessante um blog para alunos e para professores trocarem experiências é sempre bom trocar experiências com outras pessoas e profissionais.
Laura, tratar indisiciplina com música é mesmo interessante.
Conte-nos quando fizerem um Blog, para podermos divulgar por aqui.
Concordo plenamente com a Alessandra, vivemos num mundo capitalistas muito competitivo que reflete na educação, passamos por quatro anos na universidade ou mais e não trocamos e nem partilhamos novos conhecimentos com os colegas de curso, isto tudo influencia na vida profissional, porque o modo individualista que vivemos nós deixa mais competitivos e com medo de repassar algum aprendizado para colega simplesmente para essa pessoa não ganhar créditos, e deixamos de lado as trocas de experiências, que poderíamos aplicar em nosso dia-a-dia, tanto na universidade, nos estágios e na vida profissional, no estágio vivenciamos a não troca de conhecimentos a todo momento, eu e minha companheira decidimos trabalhar com educação ambiental, e sentimos a falta de troca de experiência de informações com outras duplas que trabalham o mesmo tema, e existe também a não continuação dos projetos, porque um semestre é muito pouco pra trabalhar o tema, você começa plantando algo na vida das crianças(alunos), mas como não existe esta continuidade essa “plantinha” morre, é como se nossos esforços para aquilo se concretizar não serviram para melhoria de nada. Simplesmente para garantir a nota para concluir uma disciplina para o curso de graduação.
Bom quando chegamos no estagio encontramos enormes dificuldades porque não temos nenhum trabalho que possa nos auxiliar ou seja temos que correr atrás e o que mais acontece e darmos aula sem mesmo saber se o que estamos fazendo da forma certa ..Seria muito melhor se fosse um trabalho continuado porque poderíamos aprender através do conhecimento do outro aluno.
È, realmente não aproveitamos o tempo que estamos na graduação. Mas, vamos ver o outro lado. Vejo por mim, por exemplo, entrei na faculdade sem saber da riqueza que ela poderia e pode nos oferecer. Muitas coisas que seriam importantes para mim enquanto pessoa e para minha vida profissional, só fiquei sabendo no término da graduação. Com isso, percebo a falta de comunicação entre nós alunos e professores. Agora, depois de participar do I Congresso das TICs, tenho certeza que implementar o uso de blogs na formação dos professores pode ser um dos caminhos para a interação entre professores-professores, professores-alunos, independente do curso.
O importante é estabelecer um diálogo aberto, uma vez que os interesses de muitas pessoas, entre professores e alunos, é a busca pelo conhecimento e não somente a de um diploma.
Penso, que estamos no caminho certo e que aos pouquinhos essa idéia de aprendizado compartilhamento começa a conquistar seu espaço.
Estou no início de minha formação, mas baseada em outras experiências vividas, considero muito importante a interação entre as pessoas no sentido de compartilhar informações, pois cada indivíduo tem experiências de vida, formação, cultura diferentes e até mesmo a aquisição do conhecimento é diferenciada para cada um de nós. Portanto, o compartilhar de informações para a construção de qualquer projeto que seja só enriquece e amplia as possibilidades de dar certo.
Não sermos egoístas,poder e querer passar todo tipo de informação e aprendizado que temos faz com que trabalhemos com criatividade para educar e formar também indivíduos completos, criativos, interativos, críticos, entre outros benefícios.
Não deixar porém, que somente os meios virtuais tomem todo nosso tempo é um cuidado que deve ser tomado, sobretudo na atualidade. Compartilhar pessoalmente pode ser e é também de grande valia!!!
” Não sois máquinas! Homens é que sois!” (Charles Chaplin)
OLÁ WOLNEY!
ANALISO SEU COMENTÁRIO COMO POSITIVO. ACHO QUE REALMENTE DEVERIA TER CONTINUIDADE DOS PROJETOS ELABORADOS DURANTE OS ESTÁGIOS, VISTO QUE PODERIA ABRANGER UM NÚMERO MAIOR DE ALUNOS. UTILIZANDO O MESMO PROJETO.
EM MINHA OPINIAO, O ESTÁGIO PODE SE TORNAR SIGNIFICATIVO SE ELE TIVER O CARATER DE CONTINUIDADE, POIS NOSSAS AÇOES NA ESCOLA TERA CONTINUIDADE. FAZENDO ASSIM COM QUE NOSSAS AÇOES SE TRANSFORME EM ATITUDES DESENVOLVIDAS PELOS ALUNOS.
[…] discussão sobre formação de professor, refletindo sobre a didática e prática de ensino. Veja Aqui) na Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão (realizado pelos cursos de licenciatura do […]
É pessoal, esta questão da “continuidade” e do pouco compartilhamento está dando pano para muitas mangas no Campus de Catalão, especialmente no curso de Pedagogia. Na Reunião anual da Didática ainda continuamos este debate. Fiz um outro post sobre o tema: http://www.soprando.net/eventos/a-identidade-do-professor-no-encontro-de-didatica-em-catalao
A questão da continuidade é de fato interessante. E continuidade tem aqui dois sentidos: um, que significa dar continuidade ao projeto nos dois anos de estágio. Outro, levar esta continuidade a outras alunas que estariam vindo, nos próximos anos, a cursar a disciplina de Estágio. Isto significaria também que a Escola onde se realiza o estágio também estaria comprometida com os projetos.
E compartilhar os conhecimentos é fundamental para criarmos uma memória do trabalho acadêmico. Esta memória seria uma forma de lutar contra o esquecimento e apoiar a formação de futuros profissionais do ensino.