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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Textos Do Livro Educação No Brasil – Anísio Teixeira

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Setembro 3, 2007

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No dia 27 de agosto de 2007 foi feito apresentações dos Estudos dirigidos dos textos:

12 – a educação como problema central da sociedade
13 - educação e unidade nacional
14 - Os estudantes e a Revolução do nosso tempo
15 - Revolução e Educação
16 - a educação comum do homem de hoje
17 - a longa revolução do nosso tempo

Estes textos são do livro:

TEIXEIRA, Anísio. Educação no Brasil. São Paulo: Nacional, 1976
SEGUNDA PARTE - EDUCAÇÃO E SOCIEDADE

Abaixo, os alunos irão publicar seus comentários por grupo. Se você, leitor, quiser participar, leia e escreva.

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13 Responses to “Textos Do Livro Educação No Brasil – Anísio Teixeira”

  1. Denise Calaça on Setembro 16th, 2007 13:40

    Comentário sobre o texto A Educação no Brasil

    Questão 2: “A minha tese é de que a diversificação é condição de florescimento das culturas e a uniformidade é condição de sua morte e petrificação.”

    A diversificação, a soma das diferenças é a forma de aumentar o conhecimento, proporcionando possibilidades de enriquecimento cultural; a uniformidade limita, reduz caminhos novos, novas maneiras de ser, agir e pensar, causando estagnação no processo sócio-cultural.

    A diversidade é uma característica das manifestações das culturas, é através das diversidades que nasce a cultura de cada povo, sendo transmitida de geração para geração, passando assim a ser reconhecida de um país a outro.

    As variedades das culturas promovem o desenvolvimento da nação, bem como as particularidades e características de um local ou das regiões brasileiras. Elas representam uma diversidade que vão se tornar ajustadas e adaptadas, na medida em que são valorizadas socialmente através do sistema de ensino, dando enfoque nas diferenciações culturais do município, expressando o estudo de conteúdos relacionados com o cotidiano vivenciado, próximo da realidade social dos indivíduos, com ênfase na contextualização histórica.

    Desse modo, a conservação do ensino fiel, ou seja, aquele que não possibilita descobrir o conhecimento, repetitivo e tradicional, a não adaptação de novos meios, de recursos áudio visuais, tecnologias e a não inserção na orientação política e social da cidade, afasta a compreensão da realidade em sua construção histórica, enfatizando um sistema de educação que prioriza a uniformidade, sem interpretação dos fatos dados como imediatos, sem os saberes universais. A busca por novos saberes e conhecimentos são imprescindíveis dentro da sala- de- aula atuando no sentido do crescimento cultural.

    A construção do conhecimento aliado à formação da autonomia do indivíduo é cultural, prescreve a sua participação no florescimento da cultura de sua cidade como indivíduo construtor, ativo e participante dos movimentos culturais, contribuindo para o crescimento da cidade, pois as idéias exercem influência na transformação das culturas. O ideal é que as valorizações significativas da cultura da localidade ou da região, confrontando com outras culturas atêm-se para o estabelecimento do sentimento de nação. A diversidade impede a conservação de uma cultura unitária, mediante as variedades de consciência, modos de vida e subjetividade de cada um.

    Espera-se que a cultura do país volta-se para a identidade do país, daí a importância do setor educativo na escolarização dos indivíduos em consonância com os aspectos culturais.

    O progresso da humanidade é feito pela evolução do desenvolvimento intelectual isento de condições de conservação do que já foi ensinado. Em virtude do pensamento racional do homem, as culturas se tornam conscientes, diversificadas e imutáveis, graças aos conhecimentos científicos e a própria conscientização da cultura.

    A educação possibilita a unidade da cultura para um processo de diversificação cultural. Quanto mais conscientes dessa diversificação, melhor o florescimento das culturas, sendo que a escola é um ambiente de integração cultural, e que pelas divergências da mesma cultura, prosperam e crescem. A cultura deve ser incorporada como uma totalidade dinâmica sem isolamento, fragmentações e separações do contexto social do país.

    Os laços econômicos de dependência do Brasil, durante o período colonial, em relação à metrópole portuguesa, reduziram as possibilidades do crescimento cultural do país, o avanço das ciências, o progresso do sistema educativo, impondo os traços da cultura portuguesa, a língua, o comportamento etc.

    No entanto, o processo educativo lida com a diversidade no campo das idéias; das necessidades e interesses específicos, e práticas construídas em seu meio; o qual é um espaço social amplo e diversificado. Assim, a diversidade cultural é uma diversidade de práticas baseadas na construção coletiva de saberes, atitudes e conteúdos, visando contribuir para a transformação do ensino, em favor do bem comum, e que não fragmentam os interesses comuns da coletividade.

    Então, com a diversificação é possível uma reorganização da forma de pensar, ocorre um desenvolvimento no qual se atinge um novo estágio de enriquecimento da cultura, e de toda sociedade em si, enquanto a uniformidade é indicação de ausência de crescimento.

  2. Neide A.Coelho Ferreira on Setembro 17th, 2007 6:50

    Como faço parte da educação catalana, procuro aprimorar muito nos textos deste site e pude perceber, que o tema Revolução Educacional tão bem descrito pela aluna Joice Mara é extremamente interessante, quando se refere ao progresso do conhecimento humano da adaptação dos meios tecnológicos atingindo a escola e consequentemente a autonomia do indivíduo. Parabéns Joice Mara!

  3. joice mara on Setembro 17th, 2007 7:38

    Questão: o que é revolução?

    Refletindo sobre a educação

    O grande pensador da história da educação pode se nomear, Anísio Teixeira, que caracterizou fundamentos necessários para constituir uma educação de qualidade.

    Destaca uma reflexão do nosso tempo que se identifica como revolução e educação, que nos permite argumentar, refletir e discutir a revolução.

    Com a percepção de que a revolução visa à implantação de uma nova ordem propondo uma nova estabilidade social, retomando a marcha de um progresso, verifica-se que é necessária a revolução, no nosso meio social, pois proporciona um progresso. Portanto, se viveríamos em uma uniformidade, ou seja, sem revolução não contestaríamos um progresso social.

    A sociedade tem sentido de mudanças em meios educacionais, políticos, sociais, culturais, que tem o objetivo de um progresso.

    O que nos interessa em discutir neste contexto é a revolução educacional. Esta revolução se caracteriza como inevitável, mas não é acessível a todos. Por meio dos novos meios de comunicação, tecnológicos e científicos concretiza uma revolução educacional que propõe ao indivíduo um progresso do conhecimento humano, destacando uma revolução de conhecimento que concretiza uma conscientização do progresso, ou seja, a revolução tem como sinômino de conscientização, promovendo um conhecimento amplo de mudanças de posturas na sociedade.

    O progresso do conhecimento humano se equivale a um acompanhamento pelas revoluções, ou seja, se a sociedade se qualifica a se adaptar por meios tecnológicos, a escola também se qualifica aprimorando o indivíduo em um meio social tornando-o autônomo.

    Com a revolução, houve um avanço cientifico e tecnológico que obteve um desenvolvimento na qualidade educacional e a racionalidade do individuo que se caracterizou como individualista em uma sociedade capitalista a qual visa o lucro, sem pensar na coletividade, influenciando assim no meio educacional que em muitas instituições capacita o indivíduo para o profissionalismo, pois é o que a sociedade moderna necessita; portanto a escola é a forma de conhecimento para operar na modernidade.

    Com a divisão de classes também houve uma divisão de educação adequada para cada classe social na modernidade, que se encontra uma diversidade de órgão institucional como; escolas municipais, estaduais, federal e privada essa diversidade de órgãos institucionais é conseqüência à divisão de classes obtendo uma escolarização diferenciada.

    Se olharmos pela história educacional, nós podemos observar nitidamente as revoluções educacionais, (enfatizando que a revolução tem como conhecimento, progresso e não revoltas), as quais se adaptaram pela qualificação intelectual do individuo. Assim, pode se abrir um espaço a você, caro leitor, a refletir e discutir qual revolução educacional que anseia o nosso país em pleno século XXI? Nós como professores e alunos o que estamos fazendo para que a revolução esteja em nossas salas de aula?

  4. Ari on Setembro 17th, 2007 8:06

    Muito bom o texto, referente a uma situação muito preocupante e pensativa para os dias de hoje. Parabéns, e muito sucesso!!! Um bjo, amor!

  5. Ari on Setembro 17th, 2007 8:07

    Texto 4 - Joice Mara

  6. Regiane Mesquita de Mendonça on Setembro 17th, 2007 10:02

    Comentário do grupo cinco sobre a educação como problema central da sociedade.

    Discutimos sobre o pensamento de Anísio Teixeira sob o individualismo como auto-suficiência do individuo no mundo moderno. Onde ele nos mostra uma teoria psicológica falsa pela qual a mente era algo de absoluto e capaz de existir por si e de por si abrir o seu caminho.

    O autor acredita que essa estranha teoria causou e ainda vem causando grandes males a sociedade moderna. Por ser a educação considerada por muito tempo interesse privado, sabemos que o estado admite que é preciso promover as letras, as ciências e as artes, assim como sabemos que ele não sabe reconhecer os direitos individuais, ou seja, o saber e desenvolver as faculdades mentais, conhecer o mundo em suas múltiplas formas, no tempo de cada individuo, temos consciência que no passado já era assim.

    A educação deveria ser pensada como necessidade individual e não como uma vantagem, pensar desta maneira leva-nos a entender como o ser humano aprende e ensina, Anísio concebe assim a idéia do laissez-faire, ou seja, deixar o individuo aprender por si (sozinho) e essa teoria não combina com a verdade sobre a educação e o saber. Pois nem os homens gregos, romanos ou homem algum poderia atingir o clímax do saber dessa forma. Uma vez que fomos e somos seres sociais e nascemos para viver e conviver em sociedade.

    O que ocorre e vem ocorrendo há séculos é que os indivíduos, uma vez que descobre este saber ao invés de se tornar um facilitador para que os outros possam aprender, se tornam bloqueadores, limitando-os, podando-os e porque não podemos chamá-los de criminosos?

    Desenvolver as potencialidades e capacidades natas ao ser humano é um direito universal e natural. Porem o que vemos hoje?
    Vemos reprovação, atraso, antipatia diante daquilo que deveria ser natural, como estudar as matérias existentes, pena que tudo se tornou tão mesquinho.

    Muitos supostos professores que deveriam ser mestres em levar seus alunos as mais altas compreensões da matéria, realizam o contrario porque se tornam limitadores quanto a seus livros e mestres anteriores.

    A educação é pensada como responsabilidade de cada um. Falta para o ensino publico professores bem remunerados? Pois são estes que vão trabalhar com as classes menos favorecidas. Uma vez que a educação não é publica nem privada e sim direito de todo individuo racional. Só que essa responsabilidade cai sobre a sociedade e a pátria que esse individuo nasceu nunca foi livre e será que a única alternativa é querer deixa-lo livre? Será que é sozinho que vamos conseguir este saber?

    Cremos que não porque a escola é a chave mestra para o saber, pois é na escola que o individuo passa a relacionar-se, porque o individuo sozinho não consegue atingir suas metas e ele vai fazer aquilo que a sociedade impõe a ele.

    Então cabe a nos como futuros educandos o poder de mudar essa realidade para que a próxima geração possa ter facilitadores ou invés de limitadores.

  7. priscila 2º periodo on Setembro 18th, 2007 9:31

    Comentário do grupo sete referente à questão: O que a relação entre industrialização e democratização possibilitou o pensamento social?

    A longa revolução do nosso tempo

    A Revolução Industrial e a Democracia fizeram com que a extensão e a qualidade do trabalho e da educação melhorasse para a sociedade.A revolução do saber humano e o aumento do poder deram ao homem a convicção de que a sua vida não era o resultado de um desígnio superior e preestabelecido, mas da vontade, dos interesses e dos propósitos dos próprios homens.

    No começo o homem rejeitou a maquina, pois ela iria substituir o trabalho artesanal pelo trabalho industrial, mas com a busca de adequação e capacitação o homem e a maquina foi se entendendo, ela acabou por ser aceita e a democracia política veio a estender-se à maioria pelo sufrágio universal, á educação para todos e á adoção do principio de igualdade de oportunidades. A aceitação da maquina deflagrou um avanço tecnológico sem precedentes e acabou por criar a sociedade globalmente industrializada.

    O movimento democrático foi o que mais marcou no fim do século XVIII, pois ele foi acompanhado de uma quase simultânea mudança da forma de trabalho, introduzida pela maquina e pela fabrica, que veio a chamar-se processo de industrialização.Esse movimento democrático e essa mudança da forma do trabalho humano se inseriam numa sociedade mercantilista em processo dinâmico de renovação. O que importa notar é que só aparentemente constituíam o movimento e a mudança um só processo. Na realidade eram contraditórias havendo sido difícil as coexistências entre ambos.

    A mudança da forma de trabalho e que veio a ser ajudada por conhecimentos novos, que, aplicados, deram ao homem, pelas invenções, novos instrumentos para a transformação em curso. A democracia não era servida propriamente pela ciência, mas por idéias que buscavam interpretar e teorizar sobre a viabilidade de uma sociedade fraternal e justa. O novo método de trabalho coletivo e organizado ampliou-se do setor de produção propriamente dita para todos os demais, fossem os de distribuição, de serviços. De governo ou de comunicação.

    A principal exigência deste processo de desenvolvimento foram os grandes desafios para a educação, pois foi preciso, reformular o sistema educacional em uma educação capaz de abranger todas as classes sociais. A sociedade estava se tornando tipicamente urbana devido à nova economia baseado na indústria que traz novos hábitos e desafios. Para Anísio Teixeira, entre todas as instituições que foram criadas para atender as exigências do desenvolvimento, a educação é a de maior peso, pois é nela que se encontra o suporte para sustentar as dificuldades de um país em desenvolvimento.

    Anísio Teixeira acredita que o controle do desenvolvimento e da transformação social será possível se passarem pelas vias da educação, da escola, e da divulgação e reconhecimento da cultura brasileira.

    A educação vai servir também para que um aluno desperte em suas aspirações individuais, altamente motivado para encontrar na educação os meios de vencer as dificuldades da competição social e muito mais amplamente informado do que a antiga criança dócil ou preguiçosa dos períodos anteriores.

  8. adriana on Setembro 18th, 2007 10:05

    Parabens wolney o trabalho das meninas estao muito bom adorei, principalmente o ultimo da aula Priscila que focaliza muito a respeito da educação e do trabalho industrial, que hoje em dia e muito importante para todos nos.

  9. Marcetelli,Tatiane,Aline,Janaina,Patricia,Fabiana,Auxiliadora on Setembro 18th, 2007 17:05

    Os estudantes e a Revolução do nosso tempo esta relacionado com a educação que deixou de ser ulitizada com uma continuação de cultura voltada para as classes abastadas, sem interesses cultivados para o propósito econômico. A política democrática, a globalização e os grandes avanços tecnológicos mudaram necessariamente esse sistema de antes.
    A REVOLUÇÃO do nosso tempo é a social ,pois suas manifestações ocrre em todos as nações ,por ser a base da democracia ,visa ter os mesmo objetivos:o bem estar de todos oa indivíduos e ter participações no coletivo de uma sociedade integrada, adiferença esta no modelo e na metodologia para atingir esse modelo ,contido em pontos negativos e positivos,isto acontece quando antes da , sua consolidação no local empegado.Obtemos assim três formas:a imera é asubordinação do dinheiro e da riquesa da ao motivo social , próxima será denominada pela ação planejada em substituição ao atomismo do laisses-farie da REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, a última será a maior unidade de integração social com desfaforecimento progressivo das divisões ecosequentemente sua invitavel sequela na sociedade
    A escola se transformou em um instrumento indispensável para a formação dos cidadãos, buscando cada vês mais se aperfeiçoar na eficiência econômica, e não apenas política. Buscando se aprimorar o desenvolvimento de técnicas de trabalho.

    Com a internacionalização da economia os estudantes precisam se desenvolver intensamente sua cultura, para poder ser capazes de integrar no mercado de trabalho, que esta exigindo sempre mais qualificação profissional. E, não é só isso. Com o desenvolvimento da educação em massa, com direito de todos, foi legada a liberdade de luta e reivindicações pelas mudanças nas injustiças sociais.

    O desregramento ambiental por parte dos homens, a divisão de classes políticas, buscando somente os seus interesses, sem se preocupar com a nação, tem que ser mudada através da luta dos estudantes da escola moderna.

    As universidades e escolas têm que se unir, para que possa conduzir um movimento do vulto dos movimentos políticos e sociais de hoje. Os estudantes têm que lutar para que haja igualdade social em nosso país. Para que seja banidas tanta miséria, violência, racismo, em nossa sociedade.

    A desigualdade social no Brasil, esta assustadora, diante das transformações que caracterizam o acelerado processo de integração e reestruturação capitalista mundial. Por outro lado, há um grande desenvolvimento nas comunicações de massa pelos novos processos de comunicação visual e oral, através do radio, televisão, computadores e cinema. Mas, tudo isso, não supera a educação determinada pela escola. A única que capacita e prepara os indivíduos em face das oportunidades do trabalho na sociedade. O modelo econômico segue a lógica da subordinação da sociedade as leis do mercado, visando a bucratividade, para o que se serve da eficiência, dos índices de produtividade e competitividade.

  10. Maria Consuelo on Setembro 21st, 2007 22:26

    Comentário do grupo quatro referente à questão: O que a relação entre industrialização e democratização possibilitou o pensamento social?

    A longa Revolução do nosso tempo

    Com o surgimento da Revolução Industrial e da democracia, a sociedade passou a pensar de forma mais aberta e consciente. No inicio, houve rejeição do homem pela máquina, pois esta viera para substituir o trabalho artesanal pelo trabalho industrial, mas por fim, homem e máquina se ajustaram a partir da busca de adequação e capacitação.
    Esse novo sistema econômico se centralizou no conhecimento e na educação. A industrialização e a democracia impulsionaram o homem a uma nova consciência e ao desejo por uma sociedade justa e igualitária. As exigências advindas deste processo de desenvolvimento foram os grandes desafios para a educação, pois era preciso então, reformular o sistema educacional em uma educação capaz de abranger todas as classes sociais, uma educação além do ler e escrever, ser pautada também na formação de mão-de-obra e ainda na formação do homem enquanto cidadão, afinal, a sociedade estava se tornando tipicamente urbana devido à nova economia baseado na indústria que trouxe novos hábitos e desafios. E um cidadão educado e pensante é capaz de interferir criticamente na realidade social em busca de uma transformação.
    Para Anísio Teixeira, dentre todas as instituições que foram criadas para atender as exigências do desenvolvimento, a educação é a de maior peso, pois é nela que se encontra o suporte para sustentar as dificuldades de um país em desenvolvimento. O autor referencia à importância desta educação de também enveredar pelo caminho da preparação para a competitividade, isto é, passa ser primordial no campo da qualificação para o trabalho porque é por esse viés que passa o desenvolvimento tecnológico e científico, os quais são os carros chefes do crescimento da sociedade capitalista.

    O autor é bastante enfático na problemática que se refere à educação idealizada, que na verdade está distante da educação aplicada na realidade. O educador precisa ter um amplo conhecimento partindo do mundo da criança, do adolescente e, sobretudo, da sociedade em constante desenvolvimento. Mas apesar de a revolução ter trazido uma nova forma de educação, de a escola ser a grande ferramenta de instrucionalização, ainda está estagnada, não sendo capaz de evoluir paralelamente com o progresso social, tecnológico, científico e econômico, infelizmente a escola continua conservadora, bem aquém daquela idealizada.

    Anísio Teixeira acredita que o controle do desenvolvimento e da transformação social será possível se passarem pelas vias da educação, da escola, e da divulgação e reconhecimento da cultura brasileira. Em fim, serão por esses caminhos que o homem entenderá o verdadeiro sentido do poder, que é: o de colocar este poder a serviço da nação, e não de seu próprio interesse. Enquanto os poderosos tiverem uma visão distorcida de poder, e o grau de lentidão ou aceleração de um país em desenvolvimento, estiver sob a decisão desses poderosos, sempre será longo esse processo de revolução.

  11. Olivia Silva Luiz on Setembro 23rd, 2007 11:34

    Comentário grupo 6 : Por que a escola se postou conservadora da cultura?

    Antes do século XVI, a atitude da escola era conservadora, ou seja, mostrava se contraria ou temerosa em relação às mudanças. Uma das manifestações dessas atitudes era que:

    “As escolas nunca foram feitas para ensinar sequer a descobrir o conhecimento, mas para conservá-lo pelo ensino fiel e exato. Fez se uma instituição particular e especializada, destinada a formar um grupo particular e especializado, a quem se confiasse a guarda e conservação da cultura humana.”
    (Artigo publicado no correio Senac. Em novembro e 1996)

    Ficando assim a imposição de valores cultivados pelos mais velhos aos mais jovens e as normas tradicionalmente vigentes na sociedade, erguendo se como um obstáculo às inovações da vida social e educacional.

    Tal foi à pressão moral exercida por este antigo sistema, que só grande esforço enfrentado com muita resistência e que se consegue fazer adotar novas formas de conduta.

    Já no início do século XVI muda se o método de ensinar, a escola ensina não apenas o sabido, mas ensina a pesquisar . Isto gerou mudanças gradativas e não destruiu as instituições existentes, elas objetivaram aprimora-las e melhora-las com pequenas, mas contínuas mudanças de forma a atender as novas metodologias da educação.

    A cultura desta época conservadora continuava sendo uma cultura alienada, ditada pelas formas européias, tratava se de uma cultura filosófica e humanista.

    A partir de então verifica se uma tentativa uma ruptura com a herança cultural do passado. Procura se combater o analfabetismo, homogeneizar os valores e o discurso já existentes.

    A cultura moderna passa a ser importante e menos dependente da estrutura conservadora.
    As instituições educacionais passam a adquirir a consciência de sua complexidade, ao mesmo tempo em que estimulava a descoberta da própria especificidade. As descobertas cientificas ao ampliar o domínio do ser humano contribui para provocar esta mudança. É fato incontestável de que a sociedade esta sempre em mutação, lenta ou acelerada.

    “A capacidade de se adaptar a culturas diferentes tornou se uma vantagem decisiva no campo do conhecimento no ensino. Torna se cada vez mais necessário desenvolver a criatividade e a introduzir por meio de participação de uma multiplicidade de cultura e povos.”

    (adaptado de: G. Pascal Zachary. Deutscbland, nº3 maio junho de 2003)

    Na sociedade educacional as idéias são realmente as fontes de criação de novos valores e de novos produtos, e elas vêm freqüentemente de uma direção inesperada - e se dão através do encontro de pontos de vista diferentes. Isto não significa que as instituições modernas tenham rompido inteiramente seus vínculos com o passado.

    O método de ensino atualmente é mais flexível, porém mesmo assim não abrange sociedade.

  12. sabrina on Novembro 23rd, 2007 7:36

    oi adorei o que vcs estao falando sobre a educação do brasil parabens

  13. nicole on Maio 24th, 2010 17:42

    nicole dias amaral fjbnsdtig

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