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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

História Da Educação – Escolarização V

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Dezembro 5, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

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A minha escolarização
Por: Ariadne Vaz

A minha escolarização sempre foi em escolas publicas, pois desde pequena sofri muitos problemas financeiros com meus pais porque eles não tinham condições de pagar uma escola particular já que eles pensavam que era o melhor.

De primeira à quarta série estudei em uma escola que era pública, mas virou municipal, aprendi muitas coisas importantes que marcaram minha vida.

Continuei a estudar em escola publica de quinta a oitava serie. Foi a melhor fase da minha vida e a melhor fase na escola, pois o aprendizado dos professores era totalmente diferente. Eles nos ensinavam através de aulas praticas como teatro e dança; acreditavam que era mais fácil de aprender.

O primeiro colegial eu comecei em Araguari, mas tive que transferir para Catalão pois estava de mudanças. No começo foi difícil, pois há uma diferença de um Estado para o outro e também larguei muitas pessoas que eu gostava, mas consegui concluir os meus estudos.

A minha escolarização
Waldenir de Lima Jùnior

Vou começar lembrando do tempo da creche que ao contrário do que as pessoas dizem: que é apenas um local para as crianças passarem o tempo. Comigo foi um pouco diferente. Eu me lembro que foi lá que eu tive a minha iniciação a alfabetização e é lógico foi um ensino limitado e restrito. Porém, eu não posso deixar passar em branco, porque naquele lugar existem profissionais que procuram passar da melhor forma possível alguns ensinos de alfabetização.

Depois dessa primeira etapa da minha vida em seguida veio a escola pública que pelo pouco que recordo foi uma coisa horrível para mim naquele tempo. Algumas pessoas conseguem superar mais facilmente outras demoram um pouco mais e eu faço parte desse grupo de superação a longo prazo.

Isso foi tão forte como uma influência que me assusta hoje, ou seja, em certos momentos daquele tempo de pré escola eu sabia das perguntas que eram feitas mas simplesmente eu preferia ficar calado.

Essa omissão minha me proporcionou repetir aquele ano. Às vezes eu não consigo acreditar que uma coisa assim aconteceu comigo.

Agora eu posso ver um ponto muito interessante se acaso eu tivesse continuado sem aquela bendita reprovação hoje talvez eu ainda estivesse “preso” de uma certa forma àquele personagem que eu imaginava.

Depois dessa fase da minha vida veio o ensino fundamental que foi feito todo em escola publica. Eu não vou mentir dizendo que fui um aluno aplicado e estudioso na verdade foram poucas as vezes que eu consegui cumprir as minhas obrigações como aluno a risca.

Tive a oportunidade de passar por algumas recuperações e confesso foi complicado concluir o ensino fundamental, mas mesmo diante da minha falta de compromisso eu tive a sorte de ter sido acompanhado por profissionais de primeira linha, que não desistiram de mim. Esse fato proporcionou até amizades que hoje em dia eu tenho com eles, agora depois dessa fase moleque. Um pouco mais amadurecido veio o ensino médio feito também em escola publica.

Naquele tempo eu já consegui assumir as responsabilidades e levar a sério os estudos. Eu tinha aquela idéia de vestibular posto em um pedestal e que era preciso muita luta e sacrifício para conseguir.

E com essa idéia fixa eu consegui fazer o ensino fundamental quase perfeito que em seguida me preparei em cursinho pré-vestibular que era publico e que a maioria dos meus antigos professores estavam lá dando aula.

Um ponto interessante é que mesmo o curso com salas lotadas de alunos e às vezes um calor que dificultava o curso conseguiram manter uma qualidade de ensino que é mostrada até por números.

Na Cidade de Catalão esse curso tem um índice grande de alunos aprovados no vestibular e eu faço parte de desses alunos aprovados.

A HISTÓRIA DA MINHA ESCOLARIZAÇÃO
Mirian Cristina Felizarda da Silva

Aos quatro anos de idade entrei numa sala de aula pela primeira vez, tudo parecia distante, fora da minha realidade. Lembro-me que ficava retraída em um canto da sala, não conversava, não brincava com criança alguma, pois sentia muita vergonha e além do mais eu era uma criança muito tímida, mal falava com a professora, essa que não tinha mais onde ser boa, dedicada, atenciosa, carinhosa, meiga e com bastante paciência para lidar com crianças parecidas ou iguais a mim. Ela era a pessoa em quem eu mais confiava tinha certeza que ela estava ali pra me estender a mão a qualquer hora que eu precisasse.

Na medida em que os anos se passavam eu crescia, passava para outras séries, tinha outros professores, alguns bons outros ruins, conquistava novas amizades, pois já estava me relacionando melhor com as crianças e com os adultos, enfim com as pessoas.

Mas, às vezes, me sentia inferior às outras crianças, notava que era diferente delas, pois não tinha a mesma cor que elas. Sou negra e esse fato me fazia sentir assim. Eu não conseguia ir para a escola sozinha, tinha que estar na companhia de uma ou duas amigas, pois assim achava que ninguém iria me notar e portanto estava livre das críticas, me sentia segura do lado delas, uma dessas amigas até brigava por minha causa.

Contudo, não era uma criança infeliz, que não aprendia, que não queria fazer amizades, pelo contrário queria provar para elas que eu também era gente.

Eu comecei a ter essa atitude em uma das séries do ensino fundamental, foi quando me dei conta de que eu era capaz, minha mente foi se abrindo cada vez mais com ajuda de ótimos professores, nessas séries havia mais negros na sala, não era como antes, notava que existia pessoas iguais a mim. Nessa fase sentia que as pessoas me respeitavam, acho que elas reconheceram meu valor.

Até que enfim passei para o ensino médio, essa sim foi até agora a melhor fase da minha vida escolar. Nessa tive a certeza que todos me respeitavam, me admiravam, gostavam de estar comigo, era diversão total e eu parecia uma boba alegre, vivia fazendo palhaçada, pois estava bastante desinibida me sentia livre para fazer tudo aquilo que tinha vontade.

Eu estudava e trabalhava. Mas um dia, eu tive que sair desse trabalho e arrumar outro. Foi aí que comecei a trabalhar na casa de uma mulher que se chamava Vânia. Mas tudo começou a ficar difícil, pois eu estudava de manhã e ela queria que eu trabalhasse também de manhã.

Foi aí que tive que fazer uma escolha: era trabalhar ou estudar, não poderia perder aquele emprego, precisava muito dele, mas por outro lado, a escola era tudo que eu conquistei, era um sonho se tornando realidade, não queria jamais parar de estudar. Então decidi estudar a noite para não perder o emprego, e essa minha decisão deu certo, foi assim até eu me formar e prestar um vestibular e entrar na faculdade onde atualmente estou.

A HISTÓRIA DA MINHA ESCOLARIZAÇÃO
Sabrina Vieira da Cunha

Desde o início de minha formação escolar, sempre estudei em escola pública, onde os professores utilizavam como material de trabalho livros didáticos e cartilhas no qual seguiam a mesma “a risca”. Era usado também o método conhecido como “decoreba”, onde o ensino aplicado era repetitivo e tradicional, na maioria das vezes os professores passavam atividades xerocadas nos qual só nos dava a opção de pintar ou completar os exercícios. Não tínhamos material disponível para outras atividades.

Os professores passavam atividades para serem feitos em casa como colagem de figuras relacionadas com temas dado dentro da sala de aula. A leitura e interpretação de texto eram pouco desenvolvidos no ensino fundamental.

No decorrer dos anos pouca coisa mudou, pois os professores continuaram presos a livros e regras que sempre seguiam. A escola era muito conservadora no seu ensino. Lembro que todos os anos, na época das datas comemorativas, fazíamos as famosas lembrancinhas em homenagem aos aniversariantes, com os dias dos Pais e das Mães, no qual usavam colagem e moldes prontos e também cartas de agradecimento. Eram estas atividades que ocupavam a maioria do nosso tempo.

Sempre fui uma aluna com muita dificuldade em interpretação e em escrita, pelo fato de quase não ler. Quando entrei no ensino médio houve grandes mudanças, pois mudou todo: professores novos e ensino também novo, no qual tive que acelerar para conseguir acompanhar o ritmo. Eu sei que está deficiência não foi só da instituição de ensino onde estudei anteriormente, mas também culpa minha que não me preocupei em buscar novos conhecimentos que pudessem me desenvolver .

Quando terminei o ensino médio não prestei vestibular só depois de dois anos é que fui entrar na faculdade. Concluo que meu ensino foi bom mesmo sendo em escolas públicas que são sempre consideradas como ensino precário, pois ela me deu uma estrutura razoável para que eu estivesse dentro de uma universidade. Mas acredito que poderia ter sido bem melhor se não tivesse tantos obstáculos que nos afastam a cada dia mais da educação.

A HISTÓRIA DA MINHA ESCOLARIZAÇÃO
Giovana Silva

Eu comecei na escola quando tinha 6 anos. Fazia o pré-escolar como era chamado na época, que hoje é chamado de jardim I e jardim II, Aprendi várias coisas: as letras do alfabeto, contar de 1 a 20, a desenhar usando a imaginação, as noções de higiene pessoal.

Eu me lembro de uma vez que fiquei o recreio inteiro dentro da sala de aula porquê não estava dando conta de fazer o número 2 e a professora também não me deixava sair. Nas datas comemorativas, lembro me que quando era o dia do índio os professores vestiam a gente de índia. No dia de Tiradentes ganhamos uma folha com seu rosto para pintar e os professores nos contou o porquê de sua morte.

No final do ano tive a minha 1º formatura, que ganhei um lindo brinco da minha madrinha de turma.

Quando passei para a primeira série foi tudo de bom. Dai por diante correu tudo bem até chegar quinta série que foi quando mudei de colégio. Durante o ensino fundamental não ocorreu nada de tão importante. Quando comecei no 1º ano do 2ºgrau, as coisas foram mudando: o conhecimento, a forma de pensar, até que cheguei no 3º ano quando tive minha 2º formatura.

Prestei vestibular 3 vezes e consegui passar na 3º vez. Hoje estou na universidade tentando melhorar meus conhecimentos, minha forma de pensar e lutando para ter minha 3º formatura, formatura na universidade.



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