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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

História Da Educação – Escolarização II

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Novembro 27, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

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A escolaridade de Joice Mara da Silva Prado

A minha história de escolarização se inicia na escola municipal de Catalão-Go, Nilza Aires Pires em 1993, com 5 anos de idade, onde fiz o jardim II e o “pré”. Minha primeira professora se chamava Maria Darc, a qual me auxiliou para uma escolarização de qualidade. Recordo que ela nos orientava a ficarmos em fila, para cantarmos (macha de soldado, hino de Catalão…meu lanchinho) , antes de entrarmos para a sala e antes de lancharmos e também fazíamos orações.

O método de ensino era através de desenhos, história variada e a maior parte era a recreação com um espaço propício para a criatividade no brincar. Neste período se inicia minha alfabetização se consolidando na escola “Estadual madre Gorrochategui”. A minha maior dificuldade foi a construção da letra A do alfabeto, mas fui me aprimorando com o auxílio da professora.

No colégio ”Estadual João Netto de Campos” fiz o ensino fundamental. O quadro de professores era ótimo, os conteúdos sempre foram bem dados, tendo neste tempo um período de novidades, que insere uma visão nova de mundo, sendo novos colegas, nova escola, novos professores, tudo era novo e isso me estimulava a estudar e ser dedicada e esforçada nos estudos. Foi neste período que fui mais incentivada pelos meus pais a estudar me inserindo em um mundo que só me falavam que eu tinha que estudar, estudar…

Assim passei para o ensino médio na mesma instituição, onde tudo se complicou, pois os conteúdos eram sempre mais difíceis, mas nunca desisti de me esforçar e consegui passar com notas excelentes. A minha primeira recuperação foi em matemática no 2º ano, esta disciplina não me chamava atenção, não gostava de cálculos, mas tive que estudar e aprender.

No 3º ano mudei para uma instituição privada no, “Colégio Aprov”, encontrei muita dificuldade, pois o sistema de ensino era muito diferente, os conteúdos eram mais densos foi um ótimo período da minha escolarização o qual tive que estudar o dobro que estudava.

Enfim com todo esse processo da minha história, hoje em 2007 com 19 anos, estou cursando pedagogia, um curso que me satisfaz e a cada dia sinto mais gosto de estudar, pois a toda informação nova me capacita a obter uma racionalização de qualidade.

Escolarização de Denise Pereira Calaça

Iniciei minha vida escolar com 5 anos de idade em uma escolinha pública no meu bairro, comecei no jardim de infância no período vespertino e minha professora chamava Vânia. Ela era uma excelente professora preocupava com todos da turma, aprendíamos a desenhar, pintar os desenhos, brincar e cantar…, freqüentei esta escolinha até os 7 anos de idade.

Ao sair da escolinha passei para o colégio Instituto de Educação Matilde Margon Vaz, que também é uma escola pública e no bairro onde moro. Nesta nova escola iniciei cursando o pré no período vespertino. Depois passei para a 2°, 3°, 4°, 5°, 6°, 7°, 8° série no período matutino e na mesma escola, onde conclui o ensino fundamental, neste período sempre tirei notas boas.

O 1° colegial continuei na mesma escola e no mesmo período, tive muita dificuldade, pois algumas disciplinas eram diferentes. Neste ano de 1.999 fui reprovada por não conseguir alcançar a média em Química, Física e História.

No ano seguinte matriculei no Colégio Estadual João Neto de Campos, estudei até o 2°Bimestre, daí transferi para o Colégio Estadual Dona Iayá por ser mais perto do meu bairro, no 3° colegial estudei no período noturno, onde conclui o ensino médio no ano de 2.002.

Após a conclusão do ensino médio, fiz vestibular para o curso de matemática na UFG-CAC e não passei. No ano seguinte em 2.003 fiz vestibular para o curso de pedagogia na UFG-CAC e passei somente na 1° fase.

No ínicio de 2.004 fiz uma prova no Cesuc para o curso seqüencial: Gestão da Produção Industrial passei na prova e conclui o curso em Maio de 2.005. Neste mesmo ano fiz vestibular para o curso de pedagogia na UFG-CAC e novamente passei somente na 1°fase.

Em 2.006, passei no vestibular para o curso de pedagogia na UFG-CAC, na qual iniciei o curso em 2.007 e espero concluir em 2.010.

A escolaridade de Eslanda Francisca

Em 1993 comecei a minha escolarização, tinha 5 anos, não fiz o processo de jardins I e II, pois onde morava não tinha creche, a escola no meu primeiro ano de alfabetização era municipal e minha primeira professora se chamava Maria Canedo. Eu não tive problemas com ela, só confundiam o meu nome, eles me chamavam de Eslane, Islaine, mais nunca falaram o meu nome correto que é Eslanda.

Depois de um ano a escola passou a ser Estadual, trocaram todos os funcionários. Na 1ª e 2ª séries tive a mesma professora, também não tive dificuldades, assim como não tive na 3ª e 4ª séries, até aí nunca reprovei e não tive notas baixas.

Em 1998, fui para o ensino fundamental, tinha 10 anos, meus melhores anos de escolarização foi o ensino fundamental. Eram mais de 30 alunos, a metade era repetente da 5ª série, a gente fazia tanta bagunça, que um dia mais de 80% da sala foi advertida por uma semana, tive um colega que se chamava Rodrigo, quando a gente estava já na 8ª série, veio uma professora nova de história, ela é baixinha, parece um pingüim, ela era muito chata e a sala inteira ria dela, aí o Rodrigo por ser um “cara de pau” desenhava-a com uma vassoura e colava na parede da sala, e ela ficava pulando pra tentar pegar e não conseguia, e todos os dias a diretora ia na sala para gente assinar a ata.

Apesar de ser a sala mais bagunçada da escola, a turma foi a melhor do ano, com as melhores notas do colégio. O bom da escola é que você faz amizades que duram para sempre, outras já não prevalecem, eu tenho poucas amizades do tempo da escola, apenas duas, essas são pra sempre, a gente também ganha inimigos para sempre.

A nossa formatura da 8ª série foi linda. O ginásio do colégio estava cheio, todo mundo de beca, éramos mais de 150 alunos, pena que choveu muito, mas foi tudo de bom.

Já no ensino médio também não tive problemas com professores, não tive dificuldades de aprendizagem e o que atrapalhava era a troca de professores, que às vezes eram ruins e outros muito bons. Nos três anos do ensino médio, o colégio era fechado de tela, a gente fugiu das aulas passando pelos buracos que tinham na tela, os alunos da sala, nós, combinávamos de matar aula, e um dia uma colega dedou a gente, todos assinaram a ata.

Minha história escolarização (Marise)

Comecei á falar da minha história de escolarização de uma maneira bem legal e diferente. Quando tinha apenas 5 anos de idade, minha mãe me colocou no jardim de infância foi onde tive meus primeiros contatos com os coleginhas e a minha primeira professora, ou melhor “tia”.

Completei meus sete anos de idade e passei para o pré. Aprendi cantar os números e a escrever e principalmente a ler mas com dificuldade. A cada dia que ia passando me aperfeiçoava na leitura, escrita, pintura e no desenho.

Os anos foram passando e a cada ano eu aprendia mais, nos anos iniciais tive uma experiência muito boa que foi com a professora, pois, todos os dias quando chegava, contava uma história bem no início da aula que tinha uma moral. Com as história dela nós alunas aprendíamos muito. Mostrava que não podia responder pai e nem mãe, jogar lixo na sala e não brigar com os coleginhas de turma, etc…

Para mim ficaram marcadas estas histórias e penso melhor antes de fazer algo que prejudica os outros. Passou os anos, então entrei no ensino fundamental sem esquecer o que aprendi na minha infância.

Sempre estudei em escola da rede pública, meu ensino fundamental foi bom, onde começou o interesse em aprender coisas novas. Mas, com grandes dificuldades em algumas matérias como a matemática. Todos os anos eu não dava conta de passar direto, eu ficava de recuperação em matemática.

Durante o ensino fundamental aprendi muito, pois eram minhas primeiras experiências de vida e o começo da vida sozinha. Mas passei para o ensino médio, então fui para um colégio particular terminei o 3ºcolegial. Eu fui fazer um curso pré-vestibular. Ai foi onde pensei bem que curso ia prestar vestibular e foi onde me interessei por pedagogia, pois gostava de criança.

Graças a Deus passei no vestibular e estou na faculdade. Em outra oportunidade conto minha história na faculdade, pois já é outra história.

Minha Escolaridade (Alaíde Fátima de Araújo)

A primeira escola, onde cursei as três primeiras séries do antigo primário, de 1966 a 1969, era uma escola municipal, localizada na zona rural, no interior de Minas Gerais.

A minha iniciação escolar foi aos seis anos de idade. A escola ficava a oito km de distância da minha casa. Eu e meus irmãos íamos para a escola a cavalo. Eram incontáveis as chuvas que tomávamos no caminho, sem falar da trajetória cortada por riachos e terrenos acidentados.

Apesar das dificuldades, fazíamos tudo isso com aquela alegria, própria de criança.

A escola funcionava com as três séries iniciais, com aproximadamente cinqüenta alunos, e todos estes compartilhavam a mesma sala e professora.

As disciplinas eram: português, matemática, literatura e ciências. Entre tantas poesias que os alunos decoravam, lembro-me de todas as estrofes dos poemas de Tomaz Antônio Gonzaga e Cecília Meireles.

O poder municipal negava assistência a esta escola. O salário da professora era mantido pelos fazendeiros da região.

O preconceito inconsciente por parte das crianças, dividia os pobres dos mais favorecidos, e tal preconceito era reforçado pela professora, além da rejeição às crianças deficientes e outros problemas de saúde.

O perfil da professora era de uma pessoa recalcada, o método de chamar atenção era bastante agressivo: usava uma vara comprida para intimidar os alunos. Este instrumento falava por ela.

A situação de aprendizagem era de planejamento próprio independente de outra intervenção pedagógica. O objetivo do aprendizado era somente aprender e decorar. Não eram colocados problemas a serem resolvidos pelos alunos. A proposta não era o uso de texto e sim o das palavras soltas.

Aos nove anos, fui obrigada a interromper os estudos pelo fato da inexistência de escolas de quarta série acima, naquela região. Em 1980, fui pra Goiânia – Go. Onde concluí no Curso Supletivo, o primeiro e segundo graus, dos quais adquiri somente as noções básicas de todas as disciplinas e em Catalão, concluí o curso de Magistério em 2002.

Fazendo uma comparação dos métodos e programas de ensino entre os anos de 1966 a 2002, vejo que os conteúdos foram evoluindo de acordo com o desenvolvimento histórico e consequentemente surgindo a necessidade de uma escola que alcance as perspectivas desse desenvolvimento.

Lembro-me com clareza da fixação de um desejo: quando criança, sendo alfabetizada lá zona rural, eu, a noite olhava pra as estrelas e desejosamente dizia: um dia olharei para vocês de um pátio de uma universidade. E hoje, trinta anos depois, daqui do Campus de Catalão, olho para as mesmas estrelas e digo: Aqui estou!

Escolarização de Marcêtelly

A minha historia escolar não possui diferença em relação à maioria das crianças brasileiras, principalmente considerando um país socialmente desigual, compreendendo também a escolarização do individuo, ou seja, matriculei numa instituição pública ao sete anos e permanecendo nela nos dois primeiros anos do ensino inicial, já que eu mudei de Catalão para outra cidade por questões pessoais da família, onde o método de ensino também na primeira instituição será igual, tendo como principio a educação moral, hábitos de higiene e assim sucessivamente.

O ensinamento na nova instituição onde eu ingressei está pautada nos valores culturais tanto nacional quanto regional, como por exemplo: apresentação de cantigas, teatros, danças e outros, mas que não teve uma grande influencia o desenvolvimento da aprendizagem pelo fato dos educadores possuir formação insuficiente para transformar em benefícios.

Após três anos nesta mesma escola e na mesma cidade, retornei para catalão, estudando numa instituição de ensino perto da residência da minha família, ficando somente por um ano letivo, nela não teve nada de importante no modelo de aprendizagem empregada, pelo contrário, lá possui a utilização somente do quadro e giz.

Agora nós mudamos e instalamos numa casa que fica mais perto ainda da escola, onde o meu pai teve a possibilidade de acompanhar minha vida escolar com mais freqüência, permanecendo até o fim do ensino fundamental compreendendo da 5ª à 8º serie, pelo fato da nova lei de municipalização, onde o município abrange o ensino inicial até o fundamental.

O ensino médio que é responsabilidade do Governo Estadual, mas não terá variação no método de ensino empregado na instituição ou melhor ainda, apesar da divisão dos ensinos de acordo com a série a pedagogia empregada sofrerá poucos benefícios tanto para os professores quanto para os alunos, mas a eleição nas escolas estaduais é um ponto positivo, pelo fato de ser escolhido pelos alunos, professores, funcionários e pais, a direção escolar, deixando de lado a indicação pela secretária estadual de educação.



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2 Responses to “História Da Educação – Escolarização II”

  1. Geisa dos Reis Silva on Novembro 28th, 2007 6:17

    Alaíde, gostei muito da sua história, você é com certeza um exemplo de vida e determinação. Espero do fundo do meu coração que você, e sua equipe de trabalho consiga superar todos os desafios e dificuldades. São os votos de uma pessoa que ao longo desse ano, pode se tornar amiga de vocês.Beijos…

  2. Maria Consuelo on Novembro 28th, 2007 20:54

    É muito bom conhecer a história das minhas colegas. Me comoveu as histórias da Alaíde e da Aparecida, vejo que como eu, elas também passou por várias barreiras e hoje, se sentem orgulhosas de ter chegado à uma faculdade. Parabéns a todas vocês! e … sigamos em frente!

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