Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

História Da Educação – Escolarização IV

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Dezembro 3, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

—————————————————-
juliana-e-rejane.jpg

A minha historia de escolarização.
Por: Ana Paula j. Silveira

Quando comecei minha escolarização estudava na zona rural. Era uma salinha pequena com vários grupos de alunos. Cada grupo cursava uma série e isso era coordenada por apenas uma professora.

Mas logo depois a escola se ampliou, os professores mudaram e a coordenação também mudou. A escola ficou muito melhor - seu ensino também. O problema era pra entender a matéria ou copiar na lousa, pois a sala era pequena para o tanto de alunos que tinha. As salas de aula não foram feitas pra manter tantos alunos, pois esta escola foi feita pra suprir as necessidades daquela comunidade, mas só que estavam ali alunos até de outro Estado que fazia divisa ali perto e também de outras comunidades de perto.

Depois de um determinado tempo passei para um colégio estadual numa pequena cidade do interior.

Tinha professores excelentes cada um com uma forma diferente de ensinar. O bom foi que além de professores e aluno, nós nos tornamos grandes amigos. Uma destas professoras me ajudou muito, era a professora Luciene, de biologia. Além de suprir aquilo que eu necessitava a aprender nos tornamos grandes amigas. Apesar de hoje estarmos distantes ainda tenho um enorme carinho por ela, pois foi com ela que aprendi muito que sei hoje.

Os professores nos ajudavam bastante, pois éramos da zona rural e tínhamos dificuldade com horário, pois pegávamos até dois ônibus pra chegar ate lá. Então tinha que me esforçar o máximo para não reprovar e nem ficar atrasada com a matéria.

E assim com força de vontade consegui me formar no tempo certo. E esses meus mestres que me ensinaram, me ajudaram e foram um exemplo pra mim.

A MINHA ESCOLARIZAÇÃO
Fabiana Gonçalves flor

Quando uma criança nasce, seus pais têm que lhe ensinar os conhecimentos da vida. E na vida da criança por muitos momentos, o principal é quando ela entra na escola.

E comigo não foi diferente, aos cinco anos comecei a estudar em uma creche municipal de catalão por que minha mãe tinha que trabalhar e não tinha com quem me deixar. Agora aos sete anos me mudei para Araguapaz – GO, e comecei a estudar na 1°série no colégio Dário Sampaio de Paiva. No começo, eu fiquei com vergonha por que não conhecia ninguém mas logo fiz amizades e me adaptei à forma de ensino dos professores deste colégio. Eu estudei neste colégio ate a 6° série. Mas como os negócios de meu pai não iam bem tivemos que nos mudar novamente, e fomos para Feliz natal – MT e comecei a estudar na Escola Municipal Princesa Isabel.

Esse ano foi muito difícil além de estar em uma escola diferente a forma de ensino de lá era muito mais rígida. Eu cheguei a pensar que não iria conseguir passar de ano. Estudei nesta escola até o começo do primeiro ano, pois tive que voltar para Catalão por que minha mãe se separou de meu e sem condições de continuar no Mato Grosso tivemos que mudar novamente.

Mais como eu estava no começo do primeiro ano não me afetou muito, mas tive que começar a estudar em um colégio que não conhecia ninguém, além de estar triste pela separação de meus pais.

Então eu fiz o ensino médio no Colégio Estadual Polivalente Dr. Tharsis Campos, onde eu tive verdadeiros amigos e professores que eu admiro muito. Apesar de ter mudado muito de cidade consegui me adaptar às escolas e nunca reprovei e nem estudei em escola particular.

A Minha Historia de Escolarização
Por: Juliana Maria da Silva

Basicamente à 16 anos atrás eu estava iniciando a minha longa trajetória ao aprendizado. Em todos esses anos, eu estudei somente em instituição publica.

Algumas pessoas questionam que, o ensino público não é bom. Creio que o que torna a escola ser uma instituição “boa”, independente de ser publica ou privada, é o aluno.

Comecei a estudar com 5 anos, e na escola Pinóquio cursei o Jardim I e o Jardim II. No início tive dificuldades para acostumar com essa nova experiência, pois era uma coisa inusitada para mim, eu nunca tinha ficado longe da minha mãe.

No começo eu causei muito trabalho para a minha professora Lázara e para a minha mãe, por ser muito chorona. Lembro como se fosse hoje, minha mãe me levando para a escola. Chegando lá eu comecei a chorar, chorava muito. Ela me levava embora, mas quando chegava na minha casa, eu chorava mais ainda, de medo do meu pai. Logo pedia para a minha mãe me levar de novo, mas quando chegava lá, eu chorava, não queria ficar na escola. Esse processo de ida e volta fizemos várias vezes. Ainda bem que a escolinha era perto da minha casa.

No outro dia, quando minha mãe me levou, chorei de novo, mas dessa vez foi diferente, ela me deixou na escola, ela dizia que, de longe dava para ouvir o meu choro.

Foi um período difícil de adaptação, pessoas diferentes, lugar diferente, eu só queria a minha mãe. Mas como tudo tem um lado bom, se não fosse assim eu não estaria onde estou hoje.

Nessa fase a professora proporcionava para os alunos o primeiro contato com o mundo de colagens e desenhos.

Depois disso, fui para o Colégio Estadual Dona Iayà, onde cursei do período do pré-escolar ao 3º ano do ensino médio, praticamente fiquei 12 anos na mesma instituição.

A alfabetização é um processo importante para a criança, onde temos o contato com letras, aprende a escrever o nome, e essa fase quem me ensinou foi a Professora Cida Arruda, (que inclusive foi professora da minha mãe).

Em todo esse período de aprendizado não tive muitas dificuldades, o ensino fundamental foi como um alicerce para os próximos anos que vieram. No ensino médio, achei o conteúdo mais difícil, mas nada que não seja resolvido com um pouco mais de esforço e dedicação.

Ao longo de todos esses anos de aprendizado, eu nunca repeti de ano e nem fiquei de recuperação. No entanto, tive que dedicar muito aos estudos. Além disso, o professor com o seu papel importante de educar é o principal inovador disso tudo.

Contudo, o que resta è só saudade, dos tempos de criança, além de tudo dos profissionais que foram essenciais para a minha educação .

A Minha Historia de Escolarização
Por: Tatiane dos Santos Almeida.

Comecei meu estudo com sete anos, na Escola Estadual Professora Zuzu (escola pública) no período vespertino do ano de 1991 na cidade de Catalão – GO. Fui direto para a primeira série, não fiz jardim nem pré, como era classificado, pois estava na idade certa para a primeira série. Com isso, tive muita dificuldade para aprender de início, pois não tinha conhecimento, e nem entrosamento com meus colegas de classe e professor, me sentia como se eu fosse a única que não tinha passado para o pré-escolar. Com o tempo fui me acostumando, para mim tudo era novidade, tudo era diferente e isso fazia com que eu me interessasse mais por escola.

Tenho como lembrança que eu e minhas coleguinhas ficávamos discutindo para quem iria bater o sino indicando a hora do intervalo, e também, da primeira vez que o professor brigou comigo e me colocou de castigo, eu tinha saído da sala sem pedir permissão ao professor e isso fez com que ele me mandasse para a diretoria. Eu chorava tanto que nem a coordenadora da escola não conseguia me acalmar. Eu tive que ir embora, mas não querendo de jeito nenhum, pois tinha muito medo do professor dar prova e eu tirar zero.

Fiquei dois anos nessa escola pública, cursando da primeira série até a segunda série, e depois passei para outra escola também pública, cursando da terceira série até meu ensino médio.

Quando fui para a quinta série tive uma nova experiência, passei a estudar no período matutino, e ter mais professores. Isto foi ótimo, pois comecei também a fazer educação física, que naquela série era uma nova disciplina, achava o máximo ter que ir para a escola em outro horário somente para jogar bola.

Depois na sexta série foi a mais complicada pra mim particularmente, pois tive muita dificuldade com a disciplina de matemática e fiquei para a recuperação, isso para mim era terrível, pois nunca tinha ficado em nenhuma matéria. Mas por um lado foi bom, pois foi na minha recuperação que eu me dediquei bastante e passei a ter mais interesse por essa matéria que particularmente nunca gostei.

Quando fui para o primeiro ano do ensino médio, também tive uma nova experiência, passei a estudar no período noturno, e ali terminei meus estudos.

A escola pra mim teve um grande fundamento na minha vida, sempre fui uma aluna muito dedicada à escola e também sabia como aproveitar os momentos com meus colegas. Nunca tive a experiência de ter reprovado em uma matéria, isso foi uma vitória para mim em meus estudos e me sinto mais vitoriosa ainda em estar na faculdade e cursando o que sempre desejei.

A minha história na escolarização
Priscila da Silveira Alves

Comecei a estudar com cinco anos, em uma escola particular “Paralelo” na cidade de Catalão – Goiás. Fui direto para a primeira série, não fiz jardim nem pré, como era classificado.

Lá não tive muito desempenho, pois eu era muito nova, os professores não davam aulas para mim praticamente, eles davam um desenho para eu pintar, eu ficava a tarde toda desenhando, fui muito prejudicada, pois tive que repetir a primeira série, foi um ano perdido. Fiz a primeira série numa escola pública “Instituto de Educação Matilde Margon Vaz”, onde cursei até á quarta série. Depois fui para uma outra escola pública “ Colégio Estadual João Netto de Campos”, onde tentei cursar a quinta série, mas, não consegui, pois os conteúdos eram mais avançados e os professores mais rígidos e severos.

Já no Instituto os professores não eram tão severos, não esquentavam muito com os alunos. Com isso fui prejudicada novamente, pois não aprendi o bastante. Voltei para o Instituto e cursei da quinta à sétima série e vi que não estava aprendendo muito, então resolvi voltar para o Estadual. Lá cursei da oitava ao terceiro ano.

Sofri muito para me acostumar aos métodos de ensino do novo colégio, pois tentei uma vez e não consegui, mas resolvi enfrentar e estudar mais para eu ter um novo aprendizado.

Tenho bastante experiência na escola pública. Praticamente meu aprendizado foi só em escola pública, aprendi muita coisa que levo junto comigo agora na faculdade, aprendi coisas ruins e boas, como por exemplo, deixar de ensinar uma criança e coloca – lá para pintar, onde me prejudiquei bastante e também dar nota de graça, pois deixamos de estudar, de mostrar as nossas capacidades de aprender. Não esforçamos o bastante para que nós mesmos possamos conseguir nossas notas e nossos objetivos sem ajuda de ninguém, mas também aprendi muitas coisas boas, se eu não tivesse passado por estas dificuldades às vezes eu podia passar para algum aluno, achando que estou ajudando ele, sem saber que estou é prejudicando.

Aprendi também que devemos ajudar as pessoas sem prejudicá–lás.

História da escolarização
Walquiria Avelar

Durante as quatro primeiras séries, terminadas na escola rural da Comunidade de Olhos D’água, a sala de aula apresentava um número significativo de alunos de diferentes idades e séries, e apenas um professor com métodos de alfabetização através das técnicas didáticas, a utilização de procedimentos de ensino diversificados que reflete nas formas de organização das atividades educativas.

O ensino fundamental caracteriza pela adoção dos métodos tradicionais, associado à formação de professores em áreas inespecíficas, configura se em parte reprodução de conteúdos dos livros, em algumas disciplinas. A produção do conhecimento, atitudes, a adaptação social do aluno depende de concepções políticas de professores para enfrentar inúmeros desafios na sala de aula.

Atualmente muitas escolas públicas não possuem as inovações educacionais, são meios de ensino que deveriam estar inseridos nas políticas de educação e recursos que mostram dados, nos quais a interação e a comunicação são fundamentais para a análise com relação ao desenvolvimento do individuo. Quando a criança convive com ambientes escolares favoráveis prolongam o interesse pela aprendizagem, menos ocorre à desistência.

As séries escolares mesmo que não negligenciam as potencialidades do individuo ignora as qualidades humanas, a imaginação, a criatividade e currículos escolares não enfatiza temas essenciais, a ecologia, diversidade cultural, cidadania. A aprendizagem se restringe aos currículos escolares incompreensível à totalidade de características particulares, a historicidade da escola, a participação da comunidade nos eventos e valorização do trabalho escolar. As condições sociais atuais não são as mesmas do passado. As mudanças constantes e rápidas na sociedade induzem um projeto político - a construção de uma nova escola

O ensino médio estabelecido em 1996 no colégio público sem as atividades extra classe e aulas práticas que substitui o ensino superficial e articula o saber entre escola, comunidade, e o reconhecimento da luta de classes. A ausência de projetos educacionais que supera a dicotomia entre o conhecimento e a pesquisa e a contribuição das ciências. A organização do trabalho escolar e a emergência de lideranças comprometidas às legislações que impedem a autonomia das escolas

A construção do conhecimento desde os primeiros anos da escolaridade orienta para a formação intelectual do ser humano.

A minha história de escolarização
Regiane Mesquita

A partir de quatro anos de idade comecei a freqüentar uma creche que eram de madres, onde aprendi ter melhor relacionamento com outras crianças e para ter melhor desenvolvimento, pois tinha apenas uma irmã bebê e não tinha ninguém para brincar. Uma coisa muito marcante nesse tempo foram as cadeiras que os alunos usavam. Eram desenhadas, os encostos de coração e todas eram coloridos. Pois para entrar na escola neste período precisava ter sete anos, caso contrário a escola não aceitava.

Quando tive a idade de sete anos, entrei na escola. A primeira escola foi particular. Uma coisa que marcou muito nesta fase foi que a classe social que freqüentava era bem diferente da minha, onde tive pouco relacionamento com os colegas. O ensino era mais avançado do que a escola pública. Fiquei apenas até o meio do ano, devido as circunstâncias financeiras tive que sair da escola particular e ir para escola pública. Na segunda série tive uma professora muito marcante, pois era uma professora mais velha e brava a qual tive muitas dificuldades para aprender devido seu método de ensino.

Na quarta série tive que mudar de escola, pois mudei para outro bairro onde a escola que eu estudava ficava muito longe. E com isso as matérias eram diferentes da escola que eu estava estudando e com isso tive muitas dificuldades. Fiquei de recuperação nessa série por não compreender as matérias, pois as matérias eram diferentes.

Fiquei na mesma escola até a oitava série. Neste período teve uma greve dos professores que durou três meses e o comentário era que não teria previsão para voltar as aulas. Assim tive muito medo de perder o ano pedi para meu pai me colocar numa escola particular para que eu não perdesse o ano.

Na escola particular tive inúmeras dificuldades, e nem com todos esses problemas, nunca desisti de passar de ano. Consegui, passei de ano sem recuperação precisou de muito esforço e força de vontade.

Já no ensino médio transferi para escola pública, fiz todo na mesma escola. Tive mais dificuldade, pois nesse período estudei no turno noturno, pois precisei trabalhar para garantir a minha independência, mesmo com todas essas circunstâncias nunca repeti o ano.

Fiz o vestibular assim que acabei o ensino médio, mas não consegui passar, para não ficar parada fiz o segundo ano do magistério, como eu tinha o colegial completo entrei no segundo ano. Gostei muito do curso e aprendi muito os métodos do futuro professor. Foi nessa fase que a professora pediu que eu praticasse a caligrafia para melhorar a minha letra, pois o bom professor de alfabetização tem que ter uma boa caligrafia para a melhor compreensão dos alunos. E com isso a minha letra melhorou bastante.

No ano seguinte, fiz o vestibular e passei para o curso de matemática, fiz o curso durante dois anos, não gostei e parei.

Para não ficar com o meu curso de magistério pela metade fiz o restante do curso aos fins de semanas, consegui o diploma de magistério.

Fiquei quinze anos sem estudar. Eu decidi a fazer o vestibular e consegui passar. Entrei para universidade para conseguir melhores conhecimentos e garantir um melhor campo de trabalho. O importante é nunca desistir de seus sonhos e sempre lutar por aquilo que deseja.

Minha historia de escolarização
Por Janaina Policeno Costa

Na minha vida enquanto estudante, passei por vários processos educativos. A maioria das escolas que estudei era na fazenda. Era muito difícil ir ate a escola. Geralmente ia de ônibus até a escola, saindo de dia e chegando a noite.

A escola que estudei era uma escola na fazenda, Lá não aprendi ler nem escrever. Eu ficava fazendo desenhos. Um certo tempo depois mudei para uma cidade chamada Pires Belo e foi na escola de lá que aprendi a ler e escrever.

Depois desse momento sempre mudava de escola, estudava 2 anos em uma e 1 em outra e assim foi.

Lembro-me bem quando estava na sétima série estudava em uma escola em Cumari, onde eu tinha uma excelente professora. O nome dela era Crisly e nunca me esqueço dela. Ela tinha métodos bem diferentes de ensinar, todos na sala aprendiam e quase ninguém tinha dificuldades pra aprender na matéria dela que era o português.

Eu cheguei ao ensino médio e tive uma estabilidade, estudei três anos numa mesma escola, mas no último ano que precisava ser mais esforçado ai que foi o mais fraco, quase todos os professores não tinham interesse pela turma.

Acontecia que em alguns dias ficávamos brincando em sala de aula jogando o jogo da velha e a professora até brincava com a gente.

Eu fui muito prejudicada quando fui prestar o vestibular, não tinha nenhuma noção de nada sobre o que era o vestibular e ai tentei prestar duas vezes e não tinha conseguido. Então resolvi fazer um cursinho e consegui e hoje estou cursando o segundo período de pedagogia na UFG.



Share This

Se voce eh novo(a) aqui, inscreva-se ao meu RSS feed. Obrigado pela visita!

2 Responses to “História Da Educação – Escolarização IV”

  1. Marta on Dezembro 3rd, 2007 20:01

    A minha história de escolarização
    MartaBetanes da Silva

    Sou Marta Betanes da Silva, formada em Letras pela Universidade Estadual de Londrina com especialização em Língua Portuguesa, Literatura brasileira e Orientação, Supervisão e Administração Escolar.Para ter essa formação que hoje garante com que eu possa de forma crítica, consciente e coerente trabalhar em prol da educação não foi fácil.

    Fiz a minha primeira série em uma escola estadual do município de Guaraci. Lá aprendi a ler, escrever e memorizar operações de adição e de subtração. Pois é, imagina uma criança memorizando resultados de contas “de mais” e de menos”. Além dessa situação desconfortável tive que aprender a escrever com a mão direita. Em casa fazia a tarefa com a mão esquerda e na escola com a mão “da professora”. Concluí a primeira série nesta escola e por motivo de trablaho minha família mudou-se apra Jaguapitã. Novas histórias de esforço, dificuldade e de aprendizagem. Mudar para Jaguapitã foi maravilhoso apesar das dificludades financeiras que passávamos, mas isso não foi motivo para que minha mãe continuasse acreditando que a escola faria diferença em nossas vidas. Como fez.
    Como não tínhamos dinheiro para alugar uma casa, minha mãe conseguiu arrumar um cômodo que ficava no fundo do quintal de uma escola particular: Escola Divina Providência.Como morava no terreno da escola acabei ganhando uma bolsa de estudo e passei a estudar nesta escola. Lá estudei até a 6ª série, foi quando, por problemas financeiros a escola teve que encerrar o atendimento aos alunos de 5ª a 8ª série.

    Me apaixonei pela escola desde a infância. Não é qualquer um que pode ter o quintal de sua casa como extensão da escola e vice -versa. Nesta escola aprendi muito: aprendi conteúdos e valores. Valores que até hoje carrego comigo.
    A 7ª série e a 8ª série fiz em escola pública. Lá também havia um esforço muito grande dos professores em nos ensinar.
    Concluí o chamado primeiro grau e o 2º grau. Defini a minha profissão: ser professora. Foi no curso de magistério que fortaleci a minha opção pela educação. Com muita dificuldade financeira concluí o 2º grau e por incentivo de uma professora, hoje falecida, prestei vestibular e passei em letras.
    Passei, parti para o 3º grau. Trabalhava na escola onde era extensão do meu quintal no período da tarde e à noite viajava 60 quilômetros até Londrina para estudar. Muito esforço, muito sacrifício e muita ânsia de querer vencer.

    Terminei o curso de letras, fiz um concurso estadual, passei e comecei a lecionar para o ensino fundamental. De manhã dava aula para os adolescentes , à tarde para a educação infantil: dois extremos, duas experiências fascinantes. Fiz novo concurso público estadual. Passei novamente e optei pelo ensino fundamental. Hoje estou lotada na escola estadual como diretora, uma vez que no Paraná há eleição para este cargo. No momento estou afastada da escola porque passei em um concurso da Secretaria de Educação do Estado do Paraná. Este concurso está possibilitando que neste ano de 2007 e no ano de 2008 eu apenas estude, desenvolva um plano de trabalho, um material didático e trabalhe em rede. A experiência está sendo válida. Muita leitura, muita aula na Universidade, muito trabalho e muita pesquisa. Paralelo a este trabalho iniciei um curso de Pedagogia à distância. Um modelo de escola diferente, mas que também tenho aprendido muito, embora discorde de que uma aula na semana seja suficiente para garantir os conteúdos mínimos para um aluno sair formado em Pedagogia.
    É claro que estas são algumas notas sobre a minha carreiraacdêmica e profissional.

  2. Wolney on Dezembro 3rd, 2007 21:58

    Parabéns Marta pelo depoimento. Vejo que você entrou no clima dos posts sobre escolarização.

Deixe seu comentário




Close
E-mail It