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O Prazer Pela Leitura De Livros Literários

Filed Under Estagio | Posted on Novembro 26, 2008


O Prazer Pela Leitura De Livros Literários*

 

Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:

 

Marília Rita dos Santos (mariliarita.senai@sistemafieg.org.br)– Graduanda em Pedagogaia-CAC

Kênia Aparecida Silva (keniacalaca@yahoo.com.br)Graduanda em Pedagogaia-CAC

Elânia Maria Marques BergamaschiProfa. Orientadora

 

Palavras-chave: Estágio, Leitura, Livros literários, Prazer.

 

Introdução

 

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Este trabalho é fruto do projeto de estágio: O prazer pela leitura de livros literários que tem como objetivo oferecer aos alunos momentos de encantamento e de prazer através da arte de ouvir e contar histórias literárias, das mais diferentes formas, promovendo situações reais de leitura e escrita. Assim como, garantir um contato direto com a Literatura Infantil e com os diversos gêneros textuais e, ainda, reflexões sobre a realidade da escola, da construção de novos conhecimentos e habilidades.

 

A elaboração do projeto exigiu uma observação direta das propostas pedagógicas da professora preceptora do 1ª Ciclo – Nível A, na Escola Municipal Patotinha, localizada na Rua Guatemala, Nº180, no Bairro das Américas, na cidade de Catalão - GO, a fim de conhecer as suas práticas educativas e detectar aspectos que necessitam de diferentes abordagens.

 

Após a identificação das carências existentes da turma foi definido o tema de pesquisa cujo título é O prazer pela leitura de livros literários, acreditando que quanto mais cedo às histórias orais e escritas entrarem na vida do aluno, maiores serão as chances dos mesmos tomarem gosto pela leitura de histórias literárias.

 

Para a elaboração e desenvolvimento do projeto baseia-se nos autores Abramovich (1993), Ávila (2002), Oliveira (1992), Pimenta e Lima (2004), Yunes e Pondé (1989), Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs - (1998), e outros que discutem sobre o assunto em questão e que dão sustentação à fundamentação teórica

 

Com base nos PCNs (1998) é apenas por meio da prática de leitura que se pode formar leitores conscientes e competentes, sendo esta uma grande aliada para o desenvolvimento da escrita. Ainda de acordo com os PCNs:

 

A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita, etc (1998, p.41).

 

É importante que a criança tenha hábito de ouvir e contar histórias e também fazer uso do teatro. Segundo Amaral (1997), o teatro é uma das mais ricas formas de expressão artística. Há milênios, através do Oriente e do Ocidente, crianças e adultos o têm utilizado no trabalho com literatura, música, expressão corporal e artes plásticas.

 

De acordo com Yunes e Pondé (1989), é responsabilidade da instituição escolar, possibilitar ao aluno acesso a experiências diversificadas de leitura e produção escrita.

 

As interações dos alunos com as diferentes linguagens têm possibilitado o entendimento da multiplicidade e complexidade dos seus usos, valores e funções com que a linguagem se configura nas diversas situações de interação. Assim, interação também é de suma relevância para o desenvolvimento lingüístico, social e cultural do aluno. É através da interação que o aluno amplia o seu domínio da fala, favorecendo o intercâmbio de idéias, realidades e pontos de vista.

 

Metodologia

 

Para o desenvolvimento do projeto, inicialmente, foi preparado o Canto do Conto, um espaço na sala de aula para expor livros, revistas, gibis, jornais, cartas e outros gêneros de textos, tentando assim, explorar o gosto pela leitura de cada aluno. A partir daí, a cada etapa do projeto é levado aos alunos atividades voltadas ao tema.

 

Também é utilizado o espaço físico da instituição, como: sala de aula, pátio, sala de vídeo, livros de literatura infantil, fantoches, DVD, aparelho de som, cartazes, brinquedos, utensílios para apresentações de peças teatrais e teatro de fantoches, giz de cera e tintas, gibis, jornais, revistas, cartas, desenho e teatro.

 

Resultados/discussão

 

Na prática de estágio estão sendo vivenciados vários aspectos como problemas de comportamento, falta de interesse e dificuldades de aprendizagem de alguns alunos. Desta forma, os planos de aulas são elaborados voltados para a temática do projeto, ligado às práticas cotidianas da sala de aula, de forma contextualizada com a realidade do aluno, e ainda pensando nestes problemas relacionados acima. Sendo assim, são desenvolvidas atividades mais dinâmicas e prazerosas, onde os alunos se envolvem de forma positiva com as aulas.

 

Percebe-se também que a realização de atividades teatrais tem favorecido a desinibição e a integração no grupo socialmente, constituindo estratégias eficazes para o desenvolvimento de habilidades e construção de novos conhecimentos, socialização, criatividade, coordenação, memorização, ampliação do vocabulário e outros.

 

Conclusões

 

Através de algumas leituras e do desenvolvimento do projeto percebe-se que a literatura, enquanto universo ficcional é um elemento importante na autoconstrução do indivíduo. Nessa ordem, a Literatura Infantil tem a sua importância que vai muito além do prazer proporcionado por ouvir ou ler histórias; ela serve para a efetiva iniciação dos alunos na complexidade da linguagem, idéias, valores e sentimentos, comenta Linardi e Costa (2008).

 

Pode-se assim compreender, com base nos dados obtidos em relação à realização de atividades teatrais que elas têm favorecido a desinibição, criatividade, coordenação, memorização, enriquecimento do vocabulário e outros.  Ainda, todo esse estímulo para a literatura pode ser anulado se o educador fizer uso do texto apenas para uma prática pedagógica empobrecida, reduzindo as possibilidades de atuação sobre o leitor ou ouvinte.

 

Com a realização do projeto, todos os agentes envolvidos têm aprendido de forma significativa e os alunos com enriquecimento cultural. Nesse sentido, acredita-se que vale a pena o professor refletir sobre suas práticas nas salas de aula e buscar desenvolver atividades que valorizam os conhecimentos prévios das crianças e que tomem esses como sujeitos ativos.

 

Referências

 

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: Gostosuras e Bobices. 3ª ed. São Paulo: Scipione, 1993.

AMARAL, Ana Maria. Teatro de Animação: Da teoria à Prática. São Caetano do Sul – SP: Ateliê Editorial, 1997.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Fundamental – Língua Portuguesa.  Brasília: MEC/SEF. 1997.

LINARDI, Fred e COSTA, Bia Leitura. In. Revista de quem educa Nova Escola. Nº 18. São Paulo: Scipione, abril de 2008.

OLIVEIRA, Zilma de Moraes. Creches: crianças, faz de conta & Cia. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992.

PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004.

YUNES, Eliana; PONDÉ, Glória. Leitura e leituras da literatura infantil. 2ª Ed. São Paulo: FTD, 1989

 

*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9



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