A Prática Do Cyberbulling
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Setembro 23, 2008
A Prática Do Cyberbulling
No Blog Palavra Aberta, há a seguinte definição para Cyberbulling: Cyberbullying é uma modalidade de bullying que utiliza as ferramentas da internet e de outras tecnologias de informação e comunicação, móveis ou fixas, com o propósito de maltratar, humilhar, constranger, intimidar, excluir e ameaçar as pessoas.
O leitor pode ver também um interessante vídeo e slides sobre Cyberbulling neste Blog Palavra Aberta.
No último dia 19 de setembro o Jornal O Estado de São Paulo publicou uma matéria com o título: Pais terão de indenizar professor ridicularizado no Orkut. A matéria trata de um processo crime onde um professor passou, podemos dizer, por uma prática de Cyberbulling, criada por cerca de 10 adolescentes que montaram uma página/comunidade no Orkut, ridicularizando o professor de matemática.
Ora, esta prática do Bullying (ameaça, amedrontamento, intimidação), segundo o site Educare.Pt, começa a entrar nos ouvidos da opinião pública. E o que chama a atenção da reportagem do site Educare.Pt é o fato de que s quem mais estão praticando estas estratégias de destruição do outro são adolescentes e jovens.
Eu trabalho há 20 anos na universidade pública e conheço práticas chamadas de “queimação” de colegas, fofocas, quando está principalmente em pauta brigas por poder. Um fala mal do outro e as brigas pessoais assumem estatuto de brigas institucionais.
A Internet, enquanto meio de comunicação global, veio ampliar estas forças de morte (como nos faz lembrar o Edgar Morin), como podemos notar nas reportagens linkadas acima. Isto atrai perspectivas negativas, distanciando possibilidades da unidade frente à diversidade, no uso das tecnologias.
Lembro aqui de uma música do Caetano Veloso. Talvez minha memória, neste momento, seja uma forma de reação, indignação, retroação a estas perversidades moderninhas.
Com vocês:
Podres Poderes
Caetano Veloso
Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Motos e fuscas avançam
Os sinais vermelhos
E perdem os verdes
Somos uns boçais…
Queria querer gritar
Setecentas mil vezes
Como são lindos
Como são lindos os burgueses
E os japoneses
Mas tudo é muito mais…
Será que nunca faremos
Senão confirmar
A incompetência
Da América católica
Que sempre precisará
De ridículos tiranos
Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que esta
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos…
Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Índios e padres e bichas
Negros e mulheres
E adolescentes
Fazem o carnaval…
Queria querer cantar
Afinado com eles
Silenciar
Ao
Ser indecente
Mas tudo é muito mau…
Ou então cada paisano
E cada capataz
Com sua burrice fará
Jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades
Caatingas e nos gerais
Será que apenas
Os hermetismos pascoais
E os tons, os mil tons
Seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão
Dessas trevas e nada mais…
Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais…
Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
Daqueles que velam
Pela alegria do mundo
Indo e mais fundo
Tins e bens e tais…
Será que nunca faremos
Senão confirmar
Na incompetência
Da América católica
Que sempre precisará
De ridículos tiranos
Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que essa
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos…
Ou então cada paisano
E cada capataz
Com sua burrice fará
Jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades
Caatingas e nos gerais…
Será que apenas
Os hermetismos pascoais
E os tons, os mil tons
Seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão
Dessas trevas e nada mais…
Enquanto os homens
Exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais
Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
Daqueles que velam
Pela alegria do mundo…
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
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