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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

A Independência Retratada Por Eduardo Bueno No Fantástico.

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Setembro 13, 2007

pedro-americo.jpg

Quadro Independência ou Morte mais conhecido com “O Grito do Ipiranga” de Pedro Américo (óleo sobre tela - 1888)

Copyright © Julio Bentivoglio
Professor de História do Brasil (UFG - Campus Catalão)

É lamentável o desserviço prestado pelo novo quadro do Fantástico “estrelado” por Eduardo Bueno em relação à História do Brasil. Com a participação de Pedro Bial, o primeiro episódio, ao apelar para o anedótico e para o pitoresco, em nada contribui para o estudo e o ensino da História. Em se tratando de um episódio decisivo da história brasileira, optou por uma versão, que a rigor, além de superficial, pela maneira apresentada, desperdiça uma oportunidade preciosa de realizar um verdadeiro debate, com uma discussão séria e responsável sobre aquele evento. De fato a história é feita de versões, mas todo historiador sério tem no seu horizonte a verdade, Bial, jornalista deveria saber disto, pois no jornalismo, como na história há um compromisso, um imperativo categórico que envolve pesquisa, reflexão e exposição de um relato marcados pela responsabilidade. Nem vem ao caso analisar como, de maneira caricata, em Um quinto dos infernos, o mesmo contexto histórico havia sido retratado, afinal, a minissérie era obra de ficção. Mas, no quadro em questão, a maneira superficial e esteriotipada serviram de mote para embasar uma suposta nova versão, que no fundo nem é tão nova assim e cujo resultado é lamentável para a história e para o bom jornalismo. Seria essa a melhor maneira de apresentar aos brasileiros, sobretudo aos mais jovens estudantes, o episódio da independência? Bueno, como historiador deveria sofrer várias admoestações: anacronismo, superficialidade, opção pelo anedótico e pitoresco, equívocos de contextualização, uso inadequado de conceitos, para citar apenas alguns. O longo tempo dedicado ao quadro poderia ser melhor utilizado para discutir as memórias construídas sobre o episódio citado e para apontar que existem diferentes versões (já que Bueno optou pela memória republicana sobre a independência, a rigor, ao texto de Tarquínio de Souza) sobre o fato. Poderia expor o porquê de D. Pedro I ter uma imagem tão negativa no Brasil, enquanto em Portugal ele é visto de maneira, muitas vezes, oposta. A rigor, a impopularidade de seu governo e posterior abdicação em 7 de abril de 1831 certamente contribuíram para que fosse tão detratado. Mas, usar como fundamentos explicativos adultério, impetuosidade, imaturidade, futilidade, enfim, é problema grave, visto serem características que podem e poderiam ser identificadas em tantos outros personagens históricos. Mas não seria o caso de pensar essa memória negativa fixada em torno do primeiro imperador, tanto por seus opositores naquele momento, quanto por inúmeros historiadores republicanos que procuravam desqualificar a monarquia e o Império? Não seria mais produtiva uma abordagem séria, que relacionasse a relação íntima existente entre Brasil e Portugal e das dificuldades da separação? Que tratasse do Império Luso-brasileiro, das estratégias de D. João VI ao deixar Pedro I no Brasil, da problemática em torno das Cortes de Lisboa e o papel dos deputados brasileiros, da influência da maçonaria e da imprensa na ruptura com a antiga metrópole, dos questionamentos da historiografia recente em torno da recolonização, das guerras vividas no Brasil com a independência, pois alguns súditos, tropas e “brasileiros” não aceitaram a ruptura, mantendo-se leais a Lisboa; enfim, são tantas e ricas as questões, múltiplas as abordagens, variados os historiadores sérios que estudam o período em foco, no entanto, o Fantástico preferiu fixar uma imagem, uma memória e uma história sobre a independência a partir da interpretação de Eduardo Bueno, que é tão superficial, tão caricata, para não dizer tão ruim, a ponto de prejudicar, ainda mais, a relação dos brasileiros, em especial os jovens estudantes, com o passado de seu país, produzindo o pior dos males, em se tratando da importância do conhecimento, que repito, é tão preciosa no jornalismo como na história: a desinformação. Não há problema em Bueno e Fantástico defenderem aquela versão, o problema é darem a impressão de que é a única, ou, o que é pior, de que ela seja a melhor.



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69 Responses to “A Independência Retratada Por Eduardo Bueno No Fantástico.”

  1. Mônicah on Setembro 30th, 2007 16:44

    Eu assiti ao quadro,e em momento nenhum me pareceu que o autor ou o programa queriam dar “a impressão de que é a única, ou, o que é pior, de que ela seja a melhor” das versões.
    Agora se você acredita que tudo o que a Globo passa é a melhor das versões e ficou supreso com esta, já é outra história…

  2. Julio Bentivoglio on Outubro 1st, 2007 8:14

    Acho que meu texto é bastante claro: as “versões” que a rede Globo oferece em relação à História do Brasil são sempre questionáveis, duvidosas, pra não dizer ruins. O quadro do Fantástico, sob a responsabilidade de Bueno não foge à regra. Depois do terceiro programa, sobre Tiradentes, vi-me na obrigação de não perder mais meu tempo com ele.

  3. Afonso Guedes on Outubro 15th, 2007 13:58

    Na realidade eu gostaria era de uma resposta. O que ou quem credencia o sr Bueno (jornalista) como historiador? Onde estão e quais são suas fontes de investigação científica da história do Brasil?

  4. Eliane Alves on Outubro 18th, 2007 16:00

    Naõ concordo em dizer que o quadro encabeçado por Eduardo Bueno seja um desserviço. Sabemos sim que ele não é historiador e sim jornalista. A Globo é quem se encarrega de dar esse crédito para tornar a coisa mais verdadeira. De qualquer forma considero o quadro muito bom e adoro esse ar caricaturado que é dado aos personagens, fica muito mais fácil da grande população entender. Gosto muito de história, já li algumas coisas sobre a história do Brasil, que não eram de Eduardo Bueno, e acho que o quadro está bem montado sim. Em vez de ficar malhando o pau, eu aproveito pra assistir e me divertir, pq afinal, parece que todos os personagens reais da nossa história sairam de uma peça de comédia de tão bizarros…

  5. Julio Bentivoglio on Outubro 18th, 2007 18:01

    Vi os últimos comentários ao meu post e, com certo contragosto – devo confessar – vi-me na obrigação de tecer algumas considerações mais. De fato, após o programa sobre Tiradentes eu não acompanhei os outros por motivos vários. Mas, naquele programa em questão constava nos créditos finais que o responsável pelo argumento era Eduardo Bueno, quando, a rigor, Bueno tenha se valido da análise feita anteriormente por José Murilo de Carvalho em seu livro A Formação das Almas de 1989. Isso para mim é algo inaceitável e talvez consista num dos graves problemas desta “produção” de Bueno, não citar muitas vezes suas fontes. Não dar crédito àqueles que, verdadeiramente, foram responsáveis pelas informações por ele utilizadas. Quanto ao fato de ser historiador ou jornalista, isso pouco importa, afinal a profissão de historiador não é regulamentada, qualquer pesquisador pode e deve escrever sobre história, o que em si é muito salutar, visto que existem contribuições excepcionais produzidas por não-especialistas em nossa área. O outro ponto de discordância que tenho em relação ao quadro é exatamente em relação a esse ar caricato, a essa história vista como comédia. Há uma tendência, Bueno não é o único a fazer isto, em especial no jornalismo da Globo, de tratar da história e da política brasileira como algo pessoal, como coisa de indivíduos. As questões são sempre particularizadas nas pessoas. Então, a partir de casos isolados, como o de Renan Calheiros, João Alves, José Dirceu, Paulo César Farias, D. Pedro I ou qualquer outro, a história, como a política, é tratada como obra de indivíduos, e suas ações medidas com um julgamento moral que descaracteriza processos mais amplos e questões mais complexas. A política, como a história, fica assim reduzida a fatos, e seus personagens, a caricaturas, sem a menor complexidade. Por que diferentes representações sobre o passado brasileiro optam por registrá-lo dessa maneira pueril e caricata? Por que se insiste numa história, e num passado que devem sempre ser narrados sob a perspectiva cômica? Hayden White e Carlo Ginzburg tem ótimas discussões a esse respeito. Será que é mais fácil aprender rindo ou talvez resida aí uma tradição nada ingênua, cujo objetivo é desqualificar o passado para justificar as incongruências do presente? Não haveria aí mais um sintoma de um imediatismo fútil que despreza o conhecimento sistemático e rigoroso, que denega a importância do saber histórico como uma reflexão que aponta os sentidos e que problematiza o presente? Se a finalidade do quadro é apenas a da distração, então que se mude o título do programa para “É muita piada…” ou ainda “É pouca história…” Poderiam fazer quadros semelhantes com a filosofia e os filósofos, com a psicologia, com a pedagogia, com a física, com a química, com a economia. Ridicularizar Kant e suas manias, Rosseau por ter abandonado seus filhos à indigência, Freud por usar e receitar cocaína, o inventor da guilhotina por ter sido guilhotinado, etc., da mesma forma que têm feito com a História (e com a política), ridicularizando seus personagens de maneira grosseira e superficial. Por que é preciso bestializar a história do Brasil para os brasileiros? Por que alimentar preconceitos e imagens distorcidas? Por que valorar o incidental, o anedótico e não assumir a dificuldade de analisar temas delicados ou importantes? Será que Bueno fará algum programa sobre os militares no mesmo tom? Ou seja, alguns temas podem e devem ser motivo de gozação outros tratados com seriedade. Talvez exista aí uma grande diferença na maneira como eu vejo a questão: para mim a história não é distração, é algo muito sério. E, ao contrário de Bueno, eu cito as minhas fontes. E, ao contrário daqueles que se comprazem com as bizarrices do passado, eu prefiro evitar que eu mesmo me torne bizarro ou ainda considere o ensino da história como tal.

  6. Lucia Helena on Outubro 18th, 2007 18:07

    Não acho um desserviço,pelo contrário,acho muito interessante, o Fantástico é um programa de entretenimento de final de domingo,ninguém está interessado em debates intelectuais ou profundos sobre temas que poucos conhecem,ao que se propõe,isto é,informar divertindo, acho excelente pois assim os leigos se divertem e ainda aprendem. Nada de errado nisso,não vejo porque transformar sempre informação histórica em debate muito sério,abraço.

  7. Afonso Guedes on Outubro 18th, 2007 18:18

    Claro que eu concordo que não é preciso ser PhD em Harvard para ser um “historiador”, qualquer indivíduo bem intencionado , bem orientado e com condições de realizar pesquisas pode e deve contribuir para o engrandecimento de seu povo. Cito o caso do jornalista americano , Noah Gordon, que tem profundo conhecimento da história da medicina -veja sua trilogia que começa com o excelente livro : ” O Físico “.
    O que eu quis dizer é que aquilo que li do Sr. Bueno não me passou autenticidade de pesquisa. Parece-me sempre que ele leu em algum canto, reproduz com um molhozinho caricato e fatura em cima.

  8. Julio Bentivoglio on Outubro 19th, 2007 6:48

    Concordo plenamente com você, Afonso Guedes. Quanto à opinião anterior, respeito, mas não me conforta. De fato, Fantástico é um programa de entretenimento, como a própria autora diz “interessante” (adjetivo deveras vago e impreciso - mas que é perfeito e se adequa bem ao programa em questão). No passado ele tinha maior apelo jornalístico, enquanto agora procura passar uma imagem mais leve e informal. Entretanto, ao contrário do que autora imagina, o programa até diverte, mas não ensina nada. Pelo menos em relação à História do Brasil. O que se aprendeu sobre a independência? Sobre a invasão holandesa? Sobre Tiradentes? Acho que há uma incompreensão nos meus posts, porque não posso imaginar que seja má-fé. E ela reside em três aspectos: 1) quanto ao papel da televisão ao lidar com a história (individualizando factualmente pela via cômica e moral) e de uma maneira geral com o conhecimento 2) quanto à forma de Eduardo Bueno promover-se a custa da pesquisa de outros (visto que sua produção é bibliográfica e ele pouco cita os autores/fontes de onde extrai suas informações)
    3) de que o conhecimento só possa ser levado a sério na universidade e que a televisão não tenha uma responsabilidade social em torno do que veicula - ou seja: se ela capta e prende a atenção (não importa sob quais artifícios) divertindo e distraindo já está de bom tamanho. É uma pena, porque eu penso que existem espaços na grade televisiva para informar, para debater, para distrair e para ensinar. Num programa supostamente jornalístico, embaralhar as coisas é algo delicado. Por último, afirmar que NINGUÉM está interessado em debates sérios e profundos na tv é enxergar a sociedade de maneira muito restrita.

  9. Afonso Guedes on Outubro 19th, 2007 7:17

    É isso aí, Júlio!
    Concordo plenamente.

  10. Ronaldo Moraes da Silva on Outubro 20th, 2007 18:48

    Concordo com quase todos os comentários que aqui examinei, tenho o prazer em dedicar alguns comentários também. Tenho a certeza que a história é uma verdade provável e que nada o que lemos ou vemos na tv sejam coisas verdadeiras, relativamente os fatos são tão longíncuo que não sejam paupáveis. sei que sendo verdade ou não, a história esta sendo contada , não que tudo que Eduardo Bueno colocou na tv seja de fato a realidade, pois quem tiver a verdade absoluta que conte na tv ou se atrva a contar.

  11. Alisson Lourenço on Outubro 22nd, 2007 7:53

    “…talvez resida aí uma tradição nada ingênua, cujo objetivo é desqualificar o passado para justificar as incongruências do presente?” “Por que é preciso bestializar a história do Brasil para os brasileiros? Por que alimentar preconceitos e imagens distorcidas?”
    Senhor Júlio e demais senhoras e senhores comentaristas deste post. Não sou historiador e muito menos especialista da área…somente um pensador que passou por aqui e gostou do modo que foi descorrido o assunto, posso ter uma visão leiga sobre o assunto mas é sobre os comentários acima citados que gostaria de discorrer.
    A minha primeira pergunta é…A História como ciência…trata de registrar a verdade dos fatos ou é lícito mascarar para a construção de uma sociedade sadia? Porque é justamente essa relação entre as perguntas do dono do post que eu acima iniciei o comentário e a pergunta que fiz…que eu acredito que consiste no centro de discussão do quadro do fantástico:
    1º- Acredito que eles fazem a relação entre o que é ensinado nas escolas, e as versões dos fatos…ainda que poucos e isolados relatos e muito menos gloriosos, para demontrar exatamente isso…um grito que ecoa…”NÃO É ENSINADA A VERDADE…A HISTÓRIA DO BRASIL OFICIAL É UMA FARSA…”, assim sendo eles podem moldar na cabeça daqueles que assistem que somos todos frutos de uma farsa!!! O passado do país ensinado é falso…e o raciocínio guiado seguinte é…somos todos falsos…
    2º - A globo o fantástico se utiliza de seus altos picos de ipobe, e o poder da televisão para controlar as massas e fazem isso justamente respondendo as questões que iniciaram esse comentário…estão bestializando a história do Brasil para os brasileiros, estão alimentando preconceitos e imagens distorcidas. E mais…revelando um intento nada ingênuo, cujo objetivo é desqualificar o passado para justificar as incongruências do presente?…SOMOS ASSIM…NOSSOS POLÍTICOS SÃO ASSIM…PORQUE É REFLEXO DO NOSSO PASSADO…é isso que querem moldar.
    Realmente concordo…do ponto de vista patriótico, não é nada legal mostrarem a história do modo que mostram…desde muito tempo sabemos por exemplo que a história americana e de sua independência é mais gloriosa que a nossa. INDEPENDÊNCIA DO BRASIL FRUTO DE ACORDOS E DINHEIRO AO PASSO QUE A INDEPENDÊNCIA DOS EUA É FRUTO DE GRERRA CONTRA SEUS ALGOZES COLONIZADORES…oh que lindo!!(perdoe-me pelo sarcasmo) será que se não fossemos a fundo também…não descobriríamos que o passado deles não é assim tão glorioso também? Daqui eu posso concluir o comentário mas não a discussão que reinicio com a pergunta: É importante a construção de um registro histórico para que uma sociedade possa ser desenvolvida ou começar a se desenvolver?

  12. Julio Bentivoglio on Outubro 22nd, 2007 9:42

    Prezado Alisson, suas considerações são pertinentes, embora eu não vincule minhas considerações ao problema da verdade, ao patriotismo ou a possível manipulação da Rede Globo. Isso porque a história, como as demais ciências humanas apresentam suas especificidades, portanto relaciono minha perspectiva a de alguns teóricos como Dilthey, Koselleck e Rüsen, mas não vou ocupar o blog, que é mantido pelo professor Wolney, com essas discussões mais teóricas. Lendo seu texto posso afirmar, como fez Vico no séc XVIII: nada do que é humano me é estranho e, acrescentando com Herder no XIX: todas as coisas têm sua história. Então esse é o desafio do historiador: buscar a história e não, necessariamente a verdade, embora nunca percamos esta última de vista. Quanto ao patriotismo, não acho que a história do Brasil deva ser contada por questões meramente patrióticas, com um fundo moralizante, embora seja fundamental para o exercício da cidadania e da justiça. Explico: a história tem uma importância social. Nosso passado deve ser importante para nós: sujeitos sociais. O desprezo por ele, ou ainda o fato da história ser ridicularizada é sempre sintomático de uma sociedade que prefere não problematizar, que naturaliza problemas. Desprezar a experiência do passado é sempre um risco quando se deseja, ardorosamente viver o presente ou ainda, tão somente, sonhar com o futuro. Por isso adverti quanto as problemas de se retratar, num canal como a Globo, a história do Brasil de maneira caricata, especialmente por conta dos mais jovens. Cada vez mais vejo manifestações de preconceito, indiferença, intolerância e violência em nossa sociedade. Daí o mote é sempre ridicularizar o poder, seus signatários, procurando subverter a ordem das coisas, formando opiniões tacanhas e construindo nas pessoais a impressão de estarem bem informadas, ou ainda de fazê-las se sentir importantes, conscientes. Se a história é uma piada e os políticos bizarros podemos ficar tranquilo se formos legais, no futuro, quem sabe, as coisas mudem… Por fim, penso que a Rede Globo pode, como outros meios de comunicação, tentar influenciar a opinião, manipular informações, reforçar apenas um e outro ponto de vista, mas que cabe a nós, mediante a crítica e o conhecimento mais rigoroso estarmos atentos para a denúncia e o debate com vistas a problematizar a nossa sociedade e a formação dos indivíduos.

  13. admin on Outubro 22nd, 2007 12:05

    Julio,

    Estou feliz, surpreso e entusiasmado com este post que você criou. Eu não tinha idéia que uma temática sobre História do Brasil pudesse atrair tanto debate interessante.

    Quero deixar claro que este Blog é mesmo um espaço para tais debates, seja mais ou menos teórico. Fique a vontade para teorizar, dialogar, contestar, enfim, manifestar-se por aqui.

    Com estes poucos meses de vida do Soprando.Net já podemos ir notando que aqui se delineia uma sala de aula de formação de professores. É o que penso quando imagino um(a) aluno(a) dos cursos de História, deste nosso país por exemplo, acessando estas discussões. Este espaço, repito, tem por objetivo formar professores, sejam eles(elas) graduados(as) ou não.

    E neste sentido, o Soprando.Net está aberto ao debate. E mais: caso queira trazer outras temáticas, basta me enviar um email (whonoriof@gmail.com).

    Abraço e parabéns pelas discussões. Problematizar a forma como se revisita o nosso passado histórico é de suma importância para o nosso presente/futuro momento.

    Wolney

  14. Michael Zimmermann on Outubro 22nd, 2007 15:51

    Professor Julio,

    Gostaria de parabenizá-lo pelo debate e reforçar que desde o primeiro episódio eu fiquei imaginando qual o referencial bibliográfico da pesquisa. Também acho que os créditos devam ser contabilizados a quem de direito.

  15. Juan Carlos R. Gonçalves on Outubro 25th, 2007 19:51

    Júlio,
    compartilho da sua opinão acerca do potencial educativo da televião, entretanto somos conscientes da problemática em torno dos principais meios de comunicação atualmente. E por este motivo defendo a iniciativa do fantástico (e da Rede Globo) em proporcionar alguns minutos de “entretenimento educativo”, mesmo que um tanto quanto precário conforme apontado neste espaço. Não estou querendo justifcar as falhas do programa, pelo contrário, mas apoio as idéias que possam vir a incentivar uma transformação dos meios televisivos os quais conhecemos. Este que é considerado, em minha opinião, o ponto forte deste programa.

    Abraços e parabéns pelo “post” de ótimo coteúdo.

  16. Julio on Outubro 26th, 2007 7:32

    Prezado Juan Carlos, você tem razão, de fato é importante que as tevês criem espaços e programas com um caráter informativo e educativo. Abraço

  17. Christina Prata on Outubro 29th, 2007 17:03

    Em relação ao quadro de história do fantastico, acho que a maior preocupação da emissora é trazer ibope, pois a medida que se fala de história numa maioria das vezes todos acham chato, de repente falando de modo pintoresco, as pessoas podem até se interessar pelo assunto. Sou professora de História, em sala de aula uso os episódios gravados em video para debater as diversas versões sobre a História do Brasil e assim traçar uma linha pedagógica sem sair da forma acadêmica de estudar História.

  18. Hercules on Novembro 2nd, 2007 14:12

    Discordo plenamente Sr. Júlio.
    Acho que o senhor perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Não vale nem a pena discutir as minúcias da visão estreita que o Sr. está tendo.
    E mais um detalhe… O Eduardo Bueno é jornalista, não “historiador” !
    T+

  19. José Wilson do Prado on Novembro 2nd, 2007 15:49

    Salve!!!
    Gostaria apenas de fazer o seguinte questionamento: Quem disse que não houve guerra para que houvesse a Independência do Brasil???
    Temos que tomar cuidados ao afirmarmos certas coisas, principalmente quando se quer elevar o Tio Sam.
    Eu sou brasileiro e como tal me comporto, honesta e honradamente. A nossa História é tão maravilhosa quanto a de qualquer outro povo..
    Ah…
    Houve guerra sim para a Independência…

  20. Gabriel Oliveira on Novembro 2nd, 2007 21:26

    Aquele programa é absolutamente lamentável!
    O quadro sobre “história” é uma verdadeira porcaria, alem do fato de não dar credito aos autores que elaboraram as hipóteses, deturpadas por esse jornalistazinho que de história pouco conhece. Até as escolas de samba, retratam a história com maior finalidade apesar de não se prestarem a isso. Pra falar de história deviam contratar um historiador e não um palhaço.

  21. Julio Bentivoglio on Novembro 3rd, 2007 17:17

    Meu caro Hércules,
    Estreiteza maior é essa tua, inócua para a discussão, tacanha e grosseira quanto ao jeito de se colocar num diálogo tão franco, acolhedor e cortez. Da próxima vez que for postar alguma coisa, pense um pouco antes e, por gentileza, seja um pouco mais educado, pois sou avesso a grosserias, e imagino que todos os demais que têm postado neste site de tão alto gabarito pensam do mesmo modo.

  22. keco on Novembro 8th, 2007 10:27

    puta bando de invejoso o peninha é muito bom vcs que estudam d + e fcam bitolado na inveja

  23. Julio Bentivoglio on Novembro 8th, 2007 12:24

    Não sei se entendi a postagem anterior, afinal, existe uma certa precariedade no uso da escrita, no uso da língua portuguesa. Vale, portanto, minha fala no item 21 no tocante ao tom grosseiro e indelicado também presente na fala do Sr. Keco (?!). Quanto ao conteúdo, aguardo nova postagem, pois, embora acredite que seu autor tenta atribuir à inveja meu post (o que revela uma certa dificuldade de leitura e compreensão), sua redação é muito confusa e ruim.

  24. Afonso Guedes on Novembro 8th, 2007 17:44

    Pode ser que o “sr. Peninha” tenha estudado alguma coisa, mas o sr. Keco… deve ter saído do curso do Sobral (”o que sobrou do Mobral”).

  25. Julio Bentivoglio on Novembro 8th, 2007 18:54

    Diante desses últimos comentários, penso que o assunto já rendeu o que deveria e, para evitar maiores constrangimentos e exercícios de grosseria, encerro minha participação neste assunto com esta mensagem.

  26. pablo on Novembro 10th, 2007 13:48

    a única coisa q tenho adizer é q devemos deixar laro q Bueno é um pseudo-historiador.

  27. Mario on Novembro 15th, 2007 7:16

    Pseudo-historiador ou não… a verdade é que temos que dar o braço a torcer. Em um pais onde a maioria não sabe localizar uma capital em nosso mapa esse tipo de programa veio a, no mínimo, despertar a curiosidade do povo para sua própria história. Feliz do Mel Gibson, que teve a coragem de mostrar o que realmente aconteceria com os desafiadores do império romano, bem longe do conto de fadas que lemos!
    Em um país colonizado por saqueadores e invadido pela escória da européia, o povo agora tem a chance de debater sobre nosso passado mesmo que aparente ser uma comédia!
    Abraço a todos.

  28. Amarildo on Novembro 30th, 2007 13:49

    Concordo com o artigo. Como pesquisador estou decepcionado com a superficialidade e mau gosto dos quadros apresentados pelo fantástico.

  29. how bausen on Dezembro 27th, 2007 16:24

    Olá,

    Gostaria de saber se alguém poderia me passar o e-mail do senhor Eduardo Bueno.

    Por gentileza,
    Grato.

    How Bausen
    27/12/07

  30. how bausen on Dezembro 27th, 2007 16:26

    O e-mail é howbaus2@yahoo.com.br

  31. joão on Janeiro 16th, 2008 21:19

    eu sou pelos que fazem! larga mão de ser ranzinza e vai fazer alguma coisa útil ao invés de dar surto de dor de cotovelo com o sucesso dos outros!

  32. joao on Janeiro 25th, 2008 14:50

    Julio, de que serve esse blog se você não aceita/respeita a opniao dos leitores?
    Você colocou sua opnião, deixou bem claro que nao gostou do quadro e isso nao quer dizer que os outros milhoes de brasileiros tem que concordar contigo.
    O Peninha é um ótimo jornalista, e conhecedor da história. Se nao fosse, nao teriam dado a oprtunidade de estrelar um quadro no fantastico.
    Voce está me parecedo um recalcado.
    Mas ao contrario de voce, que nao respeita a optinao dos outros…respeito a sua… se nao gostou…AZAR O SEU… eu gostei!!!!

  33. Julio Bentivoglio on Janeiro 28th, 2008 7:59

    Prezado João,
    Peço que leia com atenção o meu post anterior (n.25). Lá verificará que o motivo pelo qual encerrei minha participação se deu por conta de postagens que se desviavam do assunto em debate para resvalar, levianamente, em exercícios de grosseria, como esta sua ao chamar-me de recalcado. De qualquer maneira, devo lembrar que a discussão que procurei travar e na qual encerrei minha participação dizia respeito a questões historiográficas, não se tratando, portanto, de questões de juízo estético - gostar ou não gostar do quadro. E o fiz de maneira apropriada, com rigor e alto estilo, condizentes com minha formação e com o cargo de professor adjunto que ocupo numa universidade pública federal, dentro de um curso e História. Infelizmente o despreparo e a falta de educação, por parte de alguns, obrigaram-me a deixar este importante fórum de discussão. Evidentemente que Eduardo Bueno tem suas credenciais para estrelar o quadro e fico feliz com isto. Penso inclusive que ele deu sensível contribuição para a divulgação da História do Brasil com suas obras. Agora, toda e qualquer versão histórica não está imune à crítica ou a restrições. Isso vale para todo e qualquer autor. O que me desaponta e ver leitores desavisados e mal-educados, que caem de para-quedas numa discussão sem compreendê-la e tratam com descortesia seus interlocutores. Que oferecem meras opiniões e não argumentos amadurecidos em questões de crítica historiográfica e se reputam sábios. Que procuram tornar um debate sério e importante em um bate-boca, abandonando a reflexão pelos ataques pessoais. Que se valem do anonimato da internet para realizar exercícios de desrespeito e intolerância. Muitos não devem ter notado, mas eu assino com nome e sobrenome minhas postagens e assim procedendo responsabilizo-me por minha crítica e por meus atos. E como ao escrever meu primeiro texto eu me propunha a discutir o teor historiográfico de um quadro em um programa de televisão e não as opiniões do público sobre o referido quadro, sendo surpreendido por demonstrações de má-fé e irrazoabilidade no uso da razão, dei por encerrada minha participação.

  34. Valéria Almeida on Fevereiro 21st, 2008 19:28

    Lamentável é a discussão em torno do jornalista.

  35. Roberta Bueno on Março 21st, 2008 23:41

    Olá.. que conhecidencia termos o mesmo sobrenome neh !!

    “É extremamente importante situar este aspecto visual da história, fazer com que vejamos o passado e a televisão está aparelhada para este tipo de história. Para fazer com que nós vejamos com os olhos de hoje, a realidade do passado”,
    adoreii a frase que mensionou.. otima!
    amo saber um pouco mais da nossa historia! pois a unica coisa que vejo na televisão e quando passa historias interesantes para saber um pouco mais dos ante passados!! se puder me responder o email ficarei grata !! obrigado pela atenção!.
    Abraços

  36. Luis Ventura on Maio 13th, 2008 14:21

    Pois então. Minha filha de 10 anos estudando história, aprendeu que um historiador não pode estar fechado que a história é reescrita a cada dia pelo fato de novas informações estarem sujeitas a serem agregadas num panorama até então estabelecido. Pois então citei o Peninha, que faz esse tipo de “brincadeira” e salientei que as versões dele levam a um atitude mais “filosófica” num sentido de repensar as coisas. Justamente um tópico do livro de minha filha é a questão da verdade absoluta. Ela não existe, a verdade de agora pode ser a mentira de amanhã. Os tribunais julgam hoje e amanhã pode ser que se descubra um erro no processo e inverte o parecer. Pois adorei ver todo esse embate de vcs. É justamente isso qeu precisamos. Bons tempos em que se discutia masi o todo. Ah, desde quando Fantástico é parâmetro cultural? Pode ser de quanto falta cultura nesse país. hahahaha…. abraço atodos vcs e vamos continuar debatendo, questinnado e reescrevendo aquilo que nunca terá uma verdade apenas.
    Mais uma que sempre afirmo: conta a história quem ganha uma guerra, então que podemos esperar de verdade?

  37. Antonio on Junho 4th, 2008 12:34

    Discordo apenas da forma como o Eduardo Bueno foi desqualificado em muitos posts. Dizer que o trabalho do Eduardo Bueno não tem valor porque e bibliográfico é uma asneira sem tamanho. Não há trabalho, científico que seja, que não tenha uma multiplicidade de fontes de consulta. Nenhuma idéia surge assim do nada. As idéias vão amadurecendo com o tempo até chegarem aos livros depois de muita reflexão. Dizer que o Eduardo também não pode ser um bom autor de livros sobre história porque é jornalisata é outra grande bobagem. Esqueceram de Eduardo Galeano e “As veias abertas da América Latina”. Galeano também é da classe jornalistica. E, por fim, uso este último livro citado de Galeano para dizer a vocês que a história que vocês estão se referindo que o fantástico e o Eduardo “achincalharam” no fantástico é apenas a “História Oficial”, que vocês aprenderam na escola com ares de verdade histórica. É a história contada pelos vencedores. Nela vemos os nossos conquistadores com heróis, sem nenhum senso crítico. Lí a trilogia do Eduardo Bueno “coleção terra brasilis” e achei fantástica. Para quem não sabe ele acabopu ganhando nosso prêmio máximo na literatura , o “Premio Jabuti”, por esta coleção.

  38. Antonio on Junho 4th, 2008 12:39

    CORREÇÃO

    Na verdade não é uma trilogia. É uma “Quadrilogia” escrita pelo Eduardo, conhecida como “coleção terra brasilis”. Perdoem o equívoco…

  39. Jair pontes on Agosto 21st, 2008 20:20

    Gostaria de saber “Que julgamento a história pode fazer a D. Pedro I ?

  40. Conceição Oliveira on Setembro 7th, 2008 17:39

    Olá professor, gostei do que vi por aqui, vou linkar o eu site ao meu blog também dedicado aos professores (especialmente aos de história)
    www.historiaemprojetos.blogspot.com

    ps. além do texto do Marcelo (a tecnologia desvairada de Veja) também escrevi um sobre esta matéria “E quem nos livrará do jornalismo das trevas de Veja), está também no blog por volta do dia 20 de agosto.
    abraços
    Conceição Oliveira

  41. luis henrique jacobi on Setembro 12th, 2008 9:03

    A obra e a capacidade do Peninha como jornalista e historiador nada tem a ver com a produção da rede globo.

    Nas obras dele há referências expressas das pesquisas bibliográficas poe ele feitas.

    Quanto ao programa da globo, realmente foi feito para agradar o povo; não se pode exigir muita coisa.

  42. yole on Outubro 4th, 2008 17:34

    comu vc assistiu o quadro
    minha filha
    quadro a gente nao se assiste
    kakaka

  43. Cássio Peres on Maio 7th, 2009 20:11

    Entrei sem querer na página,mas gostei do debate, até por que sou jornalista e gaúcho assim como Eduardo Bueno. Eu trabalho na área de vídeos e gostaria de perguntar ao professor Julio Bentivoglio,como ele faria um programa de TV sobre a mesma história narrada por Bueno. Detalhe, um programa para TV aberta. Se permitir professor, com sugestão de encaminhamento de roteiro, a partir desse conhecimento, voltaremos a falar o que é certo ou errado. Grande abraço

  44. Cícero alyson on Junho 10th, 2009 17:11

    Sou estudante do curso de História, e concordo no que se refere à formação do Eduardo Bueno em relação à produção do conhecimento histórico. O Eduardo Bueno não tem a formação de historiador, mas ele tem um ótimo discurso, fala com clareza (o que muitos historiadores precisam), e sabe discutir a construção histórica dos fatos. Por Exemplo, a do Tiradentes, o peninha soube argumentar com clareza a imagem de Mártir que republicanos fizeram de um herói nacional (coisa de positivismo).
    Sou estudante de História e parabenizo o Peninha que faz um trabalho que deveria ser feito por muitos historiadores.

  45. DARLAN MORAIS on Julho 12th, 2009 20:49

    HISTÒRIA NÂO È CIÊNCIA EXATA,EDUARDO BUENO APENAS DEU UMA VERSÃO MAIS ACESSÍVEL PARA O PUBLÍCO QUE ASSÍSTE O PROGRAMA. EDUARDO BUENO È JONALISTA E NÃO HISTORIADOR,PELO MENOS ELE INCENTIVOU AS PESSOAS À SE INTERESSAREM PELA HIATÒRIA DO BRASIL E SERIA MUITA INGENUIDADE ALGUÈM QUERER QUE ELE FIZESSE UMA ABORDAGEM MAIS PROFUNDA NUM PROGRAMA COMO O FANTÁSTICO

  46. DARLAN MORAIS on Julho 13th, 2009 0:28

    vejam no you tube a entrevista que EDUARDO BUENO deu para a feevale(unversidade localizada em NOVO HAMBURGO no RS e tirem as suas prórias conclusões.o endereço è TV FEEVALE-AUTOGRAFANDO-EDUARDO BUENO PARTE 2

  47. Wilton Pacheco on Julho 25th, 2009 11:57

    Eu não assisti fantástico, não tenho interesse na globo. A TV Educativa, TV Cultura é do meu interesse.
    Mesmo assim acho interessante eles fazer coisas como Um Quinto dos Infernos, trechos que eu vi correspondiam com as crônicas de D. João VI. A anos atras li na Revista Realidade sobre a corte desse rei no Brasil, e na minisérie tive o prazer de testemunhar trechos dessa reportagem da revista.
    Isso não se aprende em livros de historia que estudamos em colégio.
    Eduardo Bueno trouxe livros populares que mostram de forma bem didática sobre o descobrimento do Brasil. Claro, não é um estudo do cunho de Marcondes de Souza. Mas a forma que foi elaborada atingiu um público bem maior.
    Nós precisamos de coisa assim. Enquanto estivermos afundados no mundo academico produzindo para o mundo academico, não vamos despertar interesse a novas mentes. Eu não assisto a globo, mas fico muito feliz que eles mostram mais coisas do que novelas e um mundo formatado envolvido com riqueza e estrelas. Se eu fosse desenvolver um texto tão bem desenvolvido como o teu, é nesta direção que atacaria. A falta de interesse da tv, em sua busca por ibope, na conscientização do povo para um mundo melhor. Lembro da minha infância do Globo Reporter fazendo verdadeiras obras de reflexão sobre o mundo que vivemos, programas inteiros dedicados a um tem, entrando em tribos isoladas, revelando os segredos do corpo humano, ensinando coisas que não conheciamos. Ou quando colocavam nas manhãs de domingo o programa Cosmos, narrado por Carl Sagan. Isso se perdeu.
    Prefiro Bueno falando do Brasil do que o fantástico mostrando mundos paralelos a Big Brother. Ele pode não ser historiador, mas faz muito mais do que historiadores fora do mundo acadêmico.

  48. marta babosa bueno on Dezembro 21st, 2009 21:26

    ja vi rei da musica, rei do futebol,gostaria de ver o rei dos reportes.

  49. marta babosa bueno on Dezembro 21st, 2009 21:30

    sei que o google e o rei dos professores da enternet

  50. Renato Modesto on Dezembro 24th, 2009 13:18

    Me parece preconceito, esta reação defensiva tão forte do professor Júlio, contra os pontos de vista e a abordagem adotados pelo Bueno.

    É fato q, na história, via de regra, prevalece o ponto de vista do vencedor e, ao derrotado, cabe geralmente o papel de vilão. Aquilo q aprendemos nas escolas vem recheado de imprecisões, omissões e, muitas vezes, mentiras propositais. Por exemplo, em nossa sociedade, permanece até hoje, a noção dos índios como primitivos, ignorantes, cruéis etc… e o Europeu exatamente o contrário: civilizado, inteligente, capaz, empreendedor etc…

    Lendo o “Brasil, Uma História” me diverti com um relato onde ñ se criam bandidos e mocinhos, os personagens parecem realmente gente de carne e osso c/ suas virtudes e qualidades, erros e acertos, escrito em linguagem jornalística,realmente acessível e sem comprometer o rigor, sobretudo, desfazendo mitos e incongruências como a dos bandeirantes heróicos e trajados como europeus…

    Bueno me agrada e me convence qdo se insurge contra esta linha conservadora de historiadores a serviço do poder e dos poderosos.

    Porém, isto ñ é exclusividade do Brasil, nem de intelectuais contestadores. Na França, vi um documentário, mostrando como o mito Joana D’Arc foi construido, seis séculos depois do trágico fim da “Pucelle D’Orleans”, pelos revolucionarios,devido à conveniência óbvia, da história de uma camponesa corajosa sendo traída por um Rei covarde e indeciso.

    O fato é q aos puristas e idólatras a desconstrução de certos mitos incomoda, e muito.

  51. Renato Modesto on Dezembro 25th, 2009 9:27

    ERRATA: No postado No. 50, onde se lê, “intelectuais contestadores” leia-se: INTELECTUAIS CONSERVADORES.

  52. Hugo Zanarde on Abril 13th, 2010 16:29

    Eu reconheço que o post é antigo e que o debate está encerrado por Julio Bentivoglio, seu autor. É muito interessante a relevância que um post publicado em 2007 adquire 03 anos depois.

    Eu não acompanho o programa Fantástico, porém me lembro de ter assistido o quadro na época. Eu faço graduação em História em Campinas/SP e compartilho da perspectiva do Profº Julio Bentivoglio.

    A sua crítica é similar a que faço sobre algumas revistas, dentre elas a Aventuras na História, publicadas atualmente. Que fazem da história um playground, uma espécie de parque de diversões. Para essas publicações é interessante que a história seja divertida. Pois bem, que venham como dardos entorpecentes da descontração!

    Tudo isso em prol da facilidade de aprender brincando. É melhor rir do que chorar. Seria esse o melhor caminho? Eu acredito que não.

    A história não é para ser divertida, a história é para se aproximar da realidade, que na maioria das vezes não é de forma alguma engraçada, ainda que esta afirmação seja impregnada de intermináveis discussões epistemológicas.

    Na minha opinião, quem quer aprender história não assiste o Fantástico. Estou falando aqui de algo sério, não de brincadeira infanto-juvenil. A história não é ficção e não pode ser apresentada como tal, independente de qualquer efeito pedagógico.

    Julio Bentivoglio, o interessante de todos os posts é que a crítica a essa forma de história que responsabiliza agentes históricos como responsáveis por processos de duração consideráveis e descartam ou omitem o contexto, como você explicou, fecham no indivíduo, no pessoal, no seu caráter ético e moral, tal como os políticos. Pois bem, a discussão aqui se reverteu da mesma forma contra você que publicou a crítica. Sendo aplicado pessoalmente a você características como invejoso, ranzinza e recalcado em detrimento da qualidade do conteúdo aplicável ao intento primordial da postagem por alguns participantes.

    Assim é difícil ainda conseguir uma discussão de qualidade na internet. Para boa parte dos usuários interessa é quem ficou ou vai ficar com quem na novela. Ou o que acontece na vida das celebridades, quem se deu bem, quem se deu mal. O melhor corrupto, o pior político, o mais bonito, o mais execrável, aquele que está em evidência, etc.

    Deixo aqui a minha opinião e a minha defesa, espero, quem sabe um dia, por via mais profícua, debatermos.

    Um forte abraço.

  53. Bruno Oliver on Abril 21st, 2010 18:56

    Concordo que a História não pode ser abordada de forma a diminuí-la. Concordo que a nossa história não pode ser alvo de chacota, etc.
    Vou fugir um pouco do tema (programa do Fantástico), mas não podemos negar que a técnica utilizada por esses jornalistas - como Eduardo Bueno e Laurentino Gomes - é um avanço no alcance da informação. Li acima que a história não deve ser engraçada; mas isso nada tem a ver com a forma como ela é contada. Li alguns livros de Eduardo Bueno e o “1808″ do Laurentino Gomes. São leituras ótimas! E, se os acadêmicos de História afirmam que são livros superficiais, posso garantir que sei mais da História do Brasil hoje do que antes de lê-los.

    Esses jornalistas conseguiram transpor uma barreira da informação. Essa informação acadêmica, não-divertida e “correta”, nunca conseguiu sair das universidades e dos debates confinados aos mais cultos. Não sou historiador, não sou jornalista (sou consultor de tecnologia da informação), mas encontrei nesses livros de leitura fácil o que eu procurava. Graças a esses livros, vejo hoje o Rio de Janeiro, a Bahia e o Brasil com um olhar completamente diferente! Por causa dessas leituras, já fui a Rio de Janeiro exclusivamente para praticar turismo histórico.
    Mas o quê nós queremos? Que a informação continue confinada nas universidades? Se for isso…

    Podem alegar que esses jornalistas não escrevem a verdadeira História. Onde está a verdadeira História? A quem ela pertence? Podem alegar também que esses jornalistas contam nossa História de maneira simplória demais. Mas qual a vantagem de tratar a História de maneira complexa? A quem isso é benéfico? O povo não vai ler!

    Portanto eu bato palmas para esses jornalistas que fazem da nossa História algo “palpável”, compreensível para os não-acadêmicos de História. Eles não exigiram que o povo conseguisse compreender a leitura complexa. Como não possuem altar, foram até o povo, simplificando a linguagem. E o que importa é a população lendo. Pois um povo que não sabe a sua própria História nunca vai deixar de ser escravo.

    Bruno Oliver
    Brasília-DF

  54. Hugo Zanarde on Abril 26th, 2010 14:40

    Olá Bruno

    Considero interessante a sua perspectiva, a questão da linguagem simplificada. Porém, devemos tomar cuidado para não resumir o “povo” como aqueles que não acessam uma linguagem dita culta, que não entendem essa linguagem ou que não se interessam por ela. O povo só compreende o simples, ele não seria capaz de conhecer a complexidade, devemos subjulgar o “povo”, portanto?

    Apesar disso concordo que a história deve sair da academia para a sociedade e afirmo que isso já ocorre. Como dissemos, o trabalho de ambos Laurentino Gomes e Eduardo Bueno só foram possíveis devido a um conhecimento construído por não apenas um, mas muitos profissionais. O trabalho de ambos fundamentam-se sobre o resultado de outros.

    Na academia a história esta em um período de desmitificação, de descontrução de mitos do passado, por exemplo, “rainha louca”, “príncipe medroso”, poderiam ser encarados como novos mitos ou novas caricaturas, novas formas de facilitar o aprendizado por uma via deformada.

    O que é mais fácil interpretar uma foto ou uma caricatura? A caricatura, pois nela estão destacadas as qualidades (sejam interpretadas como positivas ou negativas) de uma fisionomia.

    Então, dessa forma eu me posiciono, devemos tomar cuidado para não transformar a história em um universo de histórias cômicas ou quadrinhos de fantasia.

    Por exemplo, Tiradentes é Jesus brasileiro, Hitler é o diabo encarnado, etc.

    Assim, não é a questão da linguagem simples, com relação a isto eu concordo plenamente contigo, mas sim a questão da linguagem deformada, utilizada como arte, como ficção.

    Abraços,

    Hugo Zanarde
    Campinas/SP

  55. Rafael Souza on Setembro 9th, 2010 13:34

    Acho que a história, como foi contada se torna mais empolgante. Gostaria que o Sr. Eduardo Bueno fosse meu professor de história e não um bando de velho com dor de cotovelo. Como o sr. Eduardo Bueno mesmo falou em entrevista ao Jô “O passado esta sempre se modificando”, pois sempre deve ser revisado e reavaliado.

    O Brasil sempre foi um quintal, lugar onde os portugueses defecavam, mas sempre tem os indios para achar que tudo deve ser serio, mais serio que cu de porco ! As pessoas mais serias que eu conheço são politicos ladrões !

  56. Calinka on Setembro 9th, 2010 15:45

    Realmente tudo o que foi dito pelo senhor Bueno ao Jô nesta 3ªfeira, me causou um enorme encanto. nao pela temática que conheço de traz pra frente, mas pela abordagem apaixonada e apaixonante que ele traz consigo…
    em época de alunos cada vez mais desinteressados por assuntos educativos, falta professores como ele que nos envolve com suas histórias. sendo elas verdadeiras ou nao, nos faz vive-las e vê-las com a nítida impressao de que ele esteve e participou de todos os acontecimentos da história deste pais.

  57. Julio Bentivoglio on Setembro 9th, 2010 15:50

    Três anos depois da postagem inicial, sinto-me feliz e gostaria de cumprimentar aqueles, como Hugo Zanarde ou Bruno Oliver, que, mesmo tendo posições diversas, manifestaram seus argumentos com cordialidade e franqueza. Voltei a reler com satisfação todos os comentários contrários ou favoráveis à minha exposição inicial e confirmou-se minha opinião de que nossa relação com o passado é marcada por tensões e que os historiadores e professores de história tem um papel decisivo em construir leitores que sejam capazes de entender como diversas formas de ensinar e mesmo diferentes abordagens não são monopólios do seu ofício. Do mesmo modo reconheço, infelizmente, que nem todos estavam aptos a saírem de suas posições às vezes preconceituosas para dialogarem com aqueles que tinham opiniões diferentes. Confesso que exercícios de intolerância e de pré-conceitos são muito comuns na Internet e que sabia que inevitavelmente iriam aparecer. Por isso, lamento a interrupção do debate que se mostrava bastante fecundo e que demonstrava uma tentativa de reflexão e debate por parte de muitos, algo difícil no mundo virtual, onde o anonimato permite muitos excessos. De qualquer modo esta postagem ilustrou bem a situação sempre complexa da relação entre o passado e sua tematização no presente em meio a sociedade brasileira. Alguns acreditavam que eu atacava Eduardo Bueno por inveja, ou ainda por ser ele um jornalista escrevendo história. Ou que procurasse dizer que história com H maiúsculo só poderia ser feita por historiadores. Ou ainda que eu me insurgia contra a Rede Globo e seu poder formativo e informativo. Não desejei realizar nenhuma “defesa de mercado” para os historiadores, reservando-lhes nem a exclusividade, muito menos a autoridade de serem os porta-vozes de uma “verdade” sobre o passado. Os pontos fundamentais da minha crítica se assentaram em dois aspectos: a) que é preciso citar – em se tratando de um trabalho investigativo de história – as fontes utilizadas, indicando-se a autoria daqueles que produziram aquelas informações e, b) que a forma ou o tipo de abordagem acerca do passado são reveladores de uma dada sociedade. Gosto do humor, gosto do gênero cômico, assisto a vários programas com esse conteúdo na televisão e no cinema. Uso, muitas vezes, este recurso em minhas aulas. Penso inclusive que tratar a história como comédia é uma roupagem utilizada por muitos historiadores em suas narrativas. Mas, não era este o caso. O caso era tentar entender o porquê desta forma ou abordagem ser a mais utilizada por determinados veículos ou em certos textos que tratam do passado brasileiro e, como constatei, por ela ser bastante apreciada pelo grande público. Há, contudo, enorme diferença entre os trabalhos de Laurentino Gomes e de Eduardo Bueno. Acrescento ainda que não vejo porque a história acadêmica ou científica de monografias, dissertações e teses deva ser melhor, menos divertida ou mais “qualificada” que aquela que aparece em jornais, revistas ou programas de televisão. Minha fala seguia outra direção: como problematizar esta forma de representação do passado. No caso em questão o programa era conduzido por Bueno, mas poderia ter sido por qualquer outro, minha crítica seria a mesma. Para os desavisados do debate: criticar não é falar mal, tampouco condenar moral e politicamente. Vivemos numa sociedade democrática e devemos defender a livre manifestação de pensamento e de opinião. Igualmente devemos reputar as diferenças como salutares e bem-vindas. Em meu texto, disputei leitores e como estudioso da história pude perceber que alguns não tiveram condições de aquilatar o que eu queria problematizar. Normal. Ali estava em jogo o “fazer” histórico, em outras palavras, o como se escreve a história e, o que é mais decisivo, o para quem se escreve a história. Pelas opiniões apresentadas a resposta foi dada. Finalizando eu penso que a história tem uma função didática, que ela permite preencher carências de orientação e sentido. Mas essa função vem se restringindo. Outros saberes têm ocupado esse papel. Vislumbrando o momento presente em que vivemos acredito existir um descrédito nas tradições, nas experiências do passado, que são muitas vezes vistas como exóticas, pitorescas, engraçadas – quiçá históricas. Com isso, o estudo da História vai perdendo paulatinamente a importância que tinha e que é assumida por outros saberes, tidos, inclusive, como mais sérios e mais científicos. Para manter seu posto, pelo menos no Brasil, a história precisa ser engraçada. Assim, torna-se compreensível o estranhamento de se tentar levar a sério a história, ou, mais precisamente, uma determinada abordagem histórica. Conquistada a Independência – inclusive com derramamento de sangue – há tanto tempo atrás que sentido isso faz para os leitores, para os brasileiros do presente? Que querem eles saber das diferentes interpretações históricas a respeito? Que outros personagens precisariam conhecer para melhor entender o episódio? Que nível de compreensão precisam ter sobre o problema da autonomia política? Que lhes toca a questão das nações e do nacionalismo contemporâneos? Até que ponto lhes interessa o problema da liberdade? Ou seja, que importância isso tem? Numa sociedade que deseja ardorosamente o futuro e que vive em um presente de aceleração há um encurtamento do passado e de sua importância. O vivido não interessa mais que aquilo que se vai viver. Assim, basta ver alguma coisa na televisão – alguns desfiles, uma e outra informação sobre o episódio – como sempre, uma constante repetição do mesmo –, tudo de maneira descontextualizada, superficial e logo passar para outra notícia; mas isso não chama a atenção. Então o modo que mais surte efeito é apelar para o anedótico. Isso é sistematicamente feito e ninguém se pergunta por que? Queria dividir com outras pessoas esta minha inquietação. As respostas que obtive, para mim, foram suficientes. Mas não me deixaram tranqüilo.

  58. Hugo Merlo on Setembro 9th, 2010 19:24

    Debate frutífero, de fato! Passado os três anos, ainda me recordo bem do quadro do Eduardo Bueno no Fantástico e tenho que dizer que concordo com o Profº Júlio Bentivoglio: o maior pecado de Bueno foi apropriar-se do conhecimento produzido por outros autores sem dar os devidos créditos.
    O mais interessante foi ter acesso às impressões de quem está fora da academia, como o Sr. Bruno Oliver. Seu comentário serve de mote para repensar o quanto a aridez científica presente nos trabalhos historiográficos contribuiu para que nos dias de hoje a população brasileira só desperte interesse para o que vem “bestializado” ou em forma de “caricatura”.
    Eu, particularmente, acredito numa História com tendências científicas. Acredito também que é necessário um esforço hermenêutico de compreensão, por mais ingênuo que isso soe. Mas acho importante que os objetivos finais sejam grandiosos. Todavia, será que as implicações da aceitação do discurso cientificista vitorioso pelos historiadores, que valoriza o conhecimento de caráter científico em detrimento do não-científico (mesmo aquele produzido na academia) não fizeram com que a História, dita ciência, absorvesse o estigma de um elitismo acadêmico, afastando-se gradualmente de sua função social de compor parte da cultura da população?
    Por outro lado, será que a retórica de Bueno o fez? Para mim a população parece mais interessada na piada histórica do que na História contida em seu discurso.
    Justificar a distorção do conhecimento historiográfico com o argumento de que ao menos Eduardo Bueno ensinou um pouco de história a quem nada sabia soa para mim como um reflexo de um jargão da sociedade brasileira: de que pouco é melhor do que nada.
    Mas será que é?

    (desculpem os erros e os períodos enormes, é a pressa!)

  59. Cláudio R N Martins on Setembro 13th, 2010 22:54

    Prezado Professor Julio Bentivoglio
    o que senhor tem a dizer a respeito do livro “Uma breve história do Brasil” de Mary del Priore e de Renato Venancio?

  60. Wagner Marques on Outubro 1st, 2010 20:05

    Estou contente com os debates aqui postados, pois nos mostra o quão importante são os fatos históricos para a formação de uma sociedade e a importância da crítica sobre eles para despertar o interesse em nosso passado. De tudo o que li nos comentários passados, defendo e entendo o que o professor Julio quis passar ao desenvolver esse post. Ele não está aqui defendendo uma “verdade histórica” que algumas pessoas gostam de impor aos historiadores, pois os mesmos não declaram serem conhecedores absolutos da História, ou mesmo da verdade que nela possa estar. Também não está atacando o Sr. Eduardo Bueno.

    O que acho importante e crucial neste post é realmente a banalização com que são tratados diversos fatos da nossa história. É importantissímo que todos os brasileiros tenham acesso a obras que relatem o passado, passado que traça em nossa sociedade defeitos e qualidades, e que ao conhecermos, possamos nos apossar daquilo que é bom e tentarmos, através desses “defeitos”, não repetí-los, mas aprender com eles para darmos novos rumos ao nosso país.

    Acredito que um país só alcança o desenvolvimento a partir da educação. E o que concordo com o professor é que esses quadros de “entreterimento” em nada reforça a consientização que, ao meu ver - pois a tv é um instrumento de divulgação audio-visual - deveria ser prestada a população brasileira. Será que nós brasileiros, ao ligarmos nossa tv’s e acessarmos os canais de tv aberta, necessitamos apenas de entreterimento? Sei que vivemos hoje em um mundo corriqueiro, que nos exige esforço para podermos ter uma vida de qualidade, e queremos chegar as nossas casas para descansarmos, mas também necessitamos adquirir conhecimento, e se a “grande massa”, como foi tratada em muitos comentários uma boa parte da sociedade brasileira, não tiver incentivo, incentivo este que deveria partir da programação da televisão, pois é o meio mais utilisado pelos brasileiros, veremos, como vejo todos os dias as indagações de jovens e adolescentes que dão descrédito às ciências do conhecimento humano, como a história, filosofia e sociologia, sempre com o mesmo pensamento de, pra que estudar a História, pra que questionar o mundo em que vivemos, e ainda deboxam das pessoas que são estudam tais ciências, dizendo que são loucas, que quem estuda demais fica louco. Vemos um mundo vivido por modismos, em que as pessoas querem se graduar em profissões que hoje são “status”, como o direito, a medicina, a psicologia dentre outras. Não quero aqui desmerecer tais profissionais ou tais ciências que são de suma importância para nós, mas lembrar que todas e quaisquer ciências são importantes para nós. Por isso, defendo aqui a posição do professor Julio, e declaro que tanto o conhecimento, assim como a cultura, a música, a pintura, o cinema de qualidade, ou seja, toda a forma de conhecimento e arte, deveria estar nas grades de programação da tv aberta, e não só as seis horas da manhã, mas em horários de melhores acessos. Que a História do nosso passado seja divulgada com seriedade, e seja debatida com cordialidade e
    conhecimento.

    Deixo uma frase que acho magnífica de Marco Túlio Cícero, filosofo e orador romano:

    “Não conhecer os acontecimentos que se passaram antes de nascermos, é continuarmos como crianças durante a vida inteira.”

    Wagner Marques, estudante de história.
    Brasília/DF.

  61. Pedro on Outubro 5th, 2010 14:56

    Depois deste comentarios tão profundo , cheguei a seguinte conclusão, não melhoramos em nada, acho até que o Brasil não estava preparado para ser descoberto.

  62. Meire on Fevereiro 8th, 2011 15:16

    Só um adendo sobre um dos comentários, de que o quadro não deveria ser mais sério porque o Fantástico é um programa dominical, exibido à noite, e é leve: Então eles que parem de fazer denúncias, oras. Ou que façam piadas com elas. Argumento fraco… Sobre o debate aqui, fico pasma de ver que tem gente que acha natural dizer que a história do país é algo desconhecido e que, para leigos, precisa ser mostrada de forma divertida, quase como que para ensinar idiotas. Que triste. Parabéns pelo post e pela repercussão. Um forte abraço.

  63. haroldo on Julho 12th, 2011 9:46

    nunca existiu o grito do ipiranga nen se quer saiu algum tiro ninguem sangrou,a independencia foi feita no escritorio de DON PEDRO E O REI DE PORTUGAL

  64. Simões on Setembro 3rd, 2011 8:57

    Prezados Senhores

    Sou leigo, mas creio que a Globo tem muitas virtudes e uma delas é fazer um blog como esse, que gerou tanta discussão e tanta diversidade sobre um único tema, parabéns a Globo e a a Vocês

  65. Simões on Setembro 3rd, 2011 8:59

    (Correção)
    Fazer surgir um blog como esse

  66. Paulo César Vieira Silva on Setembro 19th, 2011 21:09

    A prova atual de que boa parte do que o sr. Eduardo Bueno informa é verdade, mesmo sendo de forma caricata como alguns exprimem, é a situação caótica que o país chamado Brasil se encontra, apesar dos avanços. O mar de corrupção, de desigualdade social, e da violência exacerbada que é gerada em consequência do exposto são ecos do passado nebuloso do nosso país, que poderia ser mais promissor se os nossos conquistadores tivessem valorizado mais os seus conquistados.O futuro ao qual nos encontramos é reflexo do nosso passado

  67. augusto on Outubro 13th, 2011 18:18

    muito bom ……..

  68. Wagner Marques de Jesus on Outubro 13th, 2011 18:49

    Mas ao invés de mudarmos nosso futuro, continuamos na ignorância em relação à nossa política, os nossos direitos, os nossos representantes. Enquanto nós brasileiros continuarmos tratando as urnas eleitorais como descarga, como lixo e esgoto, veremos por anos e anos representantes desqualificados que são convidados pelos partidos políticos - pois o que vemos são muitos artistas fazendo parte desses partidos para arrecadarem votos por causa do fascínio da população - nada mudará no futuro em relação ao passado e ao presente. Enquanto nos silenciarmos em nosso sofá confortável e vermos pela janela de nossas TV’s toda essa corrupção que vivemos sugar de cada cidadão seu misero salário, nada irá mudar nosso futuro, nosso país continuará pensando numa política monárquica, onde o presidente é o “El Rey” governando soberanamente com seus aliados políticos, ou seja, falta muito para nos tornarmos verdadeiramente um país democrático e republicano em que o povo é soberano em sua pátria.

  69. wiliam vieira on Janeiro 27th, 2012 9:32

    Porque em vez de discutir se o Eduardo está ou errado, porque não pensar o que ele porponhe.Se é que todos se lembram?

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