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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

A Visão Zarolha Da Revista Veja

Filed Under Púlpito | Posted on Agosto 25, 2008


 A Visão Zarolha Da Revista Veja

 

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A Revista Veja publicou no último dia 20 de agosto uma matéria intitulada “Você sabe o que estão ensinando a ele?”. Expondo o famoso símbolo comunista, a foice, com uma caneta no cabo, e o martelo, com um lápis também no cabo, mostrando assim a apropriação singular de uma imagem histórica (este deslocamento espaço temporal e mudança simbólica esteriotipada), a Revista dilui a educação escolar numa sentença arbitrária: estamos incutindo uma ideologia anacrônica e preconceitos esquerdistas aos nossos alunos.

 

Lembrei-me da introdução do Manifesto dos Pioneiros da Educação Brasileira, de 1932, o que reproduzo aqui:

 

“Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstrução nacional. Pois, se a evolução orgânica do sistema cultural de um país depende de suas condições econômicas, é impossível desenvolver as forças econômicas ou de produção, sem o preparo intensivo das forças culturais e o desenvolvimento das aptidões à invenção e à iniciativa que são os fatores fundamentais do acréscimo de riqueza de uma sociedade.”

 

A educação, desde então, passou a ser objeto de importância central na construção de uma nação, pelo menos do ponto de vista do discurso. Seja para elevá-la, como bem o faziam os pioneiros, seja para desclassificá-la, tentando diminuir não só sua prática e seus praticantes, como também o próprio país (diga se o Estado e não o governo) que lhe dá direção, como podemos perceber na matéria da Revista Veja.

 

Ora, penso que o que está em jogo quando a Educação volta às capas de revistas de circulação nacional e principalmente de circulação entre a classe média (supostamente quem mais lê esta revista), traduzida como quem produz e distribui opinião neste nosso país, é a luta por representação do que deveria ser, não só a Educação, mas o Brasil.

 

E nesta luta há múltiplas opiniões. Ressalto aqui alguns que saíram em defesa de um outro olhar sobre a educação: O Blog História em Projetos publicou A tecnocracia desvairada da Veja; A professora Fátima Campilho, no seu Blog Blogstórias Digitais lançou a pergunta Sou inocente e você?; e vi também na Blogosfera da M@rli uma outra visão sobre a Matéria da Revista Veja.

 

Com certeza, há outros posts por ai, insatisfeitos com esta reportagem da Veja. Sem falar dos comentários em salas de professores, nas escolas deste país.

 

Uma das questões da Veja é chamar de “esquerdizante” o fato de um professor relacionar a propriedade de máquinas (os donos das máquinas) a quem provoca o desemprego dos trabalhadores. Suponho que se o professor tivesse relacionado os donos das máquinas a quem produz a economia do país e portanto, a riqueza e os empregos aos trabalhadores, não haveria motivo de questionamento do trabalho do professor.

 

Eu gostaria de ver meus alunos e ex-alunas fazendo estas relações que o professor fez e a Veja condenou. E por isto eu seria comunista?

 

O que podemos aprender com tudo isto? O mundo não é feito apenas de química, biologia, física e matemática. Enfim, apenas de coisas físicas. O fator ideológico, as representações que criamos são tão poderosas quanto as bombas que os governos militaristas produzem. E todos nós estamos sujeitos a quando olharmos para determinada realidade (o famoso real que todos querem ver claramente) distorcermos a visão. Seja pelo estrabismo biológico, ou pelo sócio, político e cultural.

 

De qualquer forma, o importante é termos a certeza, enquanto professores/educadores, que cada olhar é um ponto de vista, seja ele zarolho ou não.



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Uma Garota Chamada Mallu Magalhães

Filed Under Musica | Posted on Agosto 24, 2008


 Uma Garota Chamada Mallu Magalhães

 

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Ela começou sua história, segundo ela mesma,com 12 anos. Com 15, já estava compondo e cantando. Seu nome? Mallu Magalhães.

 

Meu filho já havia me enviado um vídeo dela no Youtube, mas na época vi, gostei, e ficou nisto mesmo. Mas ontem, sem uma explicação racional, talvez por conta destas tardes de final de semana que a gente fica navegando feito surfista em ondas pouco radicais, encontrei novamente outros vídeos da Mallu Magalhães e resolvi prestar mais atenção.

 

Acredito que a imprensa já disse o suficiente sobre a garota Mallu, para quem deseja conhecê-la um pouco mais. Eu fiquei admirado ao ver uma menina tocando, cantando, compondo em inglês com suavidade, delicadeza e habilidade artística. De fato, há muito que se pensar aí, do ponto de vista educacional. Acho que a garota Mallu pode ser, além de uma grande artista, um ponto de interrogação sobre a história de vida de nossas crianças e adolescentes neste país.

 

Poucos têm habilidade e circunstância satisfatórias simultaneamente. Isto não diminui em nada a pequena grande Mallu. A interrogação está na nossa falta de oportunidades educacionais, sociais, políticas e econômicas a outras tantas que estão nos bairros e favelas deste país. Que a meiguice da Mallu Magalhães possa nos inspirar ao desejo de um país melhor, com mais crianças cantando, compondo, dançando, praticando esportes, enfim, estudando.



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A Força Das Palavras

Filed Under Cinema | Posted on Agosto 18, 2008


A Força Das Palavras

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“Emile”, título do filme estrelado por Ian Mckellen (2003)* e dirigido por Carl Bessai, está traduzido no Brasil como A força das palavras. É difícil dizer como que a gente entra numa locadora e começa a verdadeiramente caçar filmes para assistir no final de semana.

 

No caso deste filme, fui tocado talvez pelo título e também pelo fato de ler na capa que se tratava de uma história que explorava a memória de Emile, professor há 40 anos na Inglaterra, mas que viveu o início de sua vida no Canadá.

 

E o filme explora mesmo os caminhos e descaminhos da memória para contar sua história. Foi justamente isto o que mais me agradou, em como a memória foi explorada.

 

Frente ao fato de que estava se aposentando e recebeu um prêmio de uma universidade na sua cidade natal, no interior do Canadá, Emile viu-se na oportunidade de voltar à terra onde nasceu e rever sua única parente: a sobrinha Nadia (Deborah Kara Unger).

 

Mas esta volta à terra natal acontece simultaneamente na memória de Emile, levando-o durante todo o filme a rever, através de pequenas porções de memória, sua relação com os outros dois irmãos, já falecidos. E, principalmente, porque foi morar na Inglaterra.

 

E nesta tempestade de lembranças o telespectador vai se dando conta do quanto de coisas mal resolvidas Emile deixou no seu passado. Os fios complexos da memória vão se misturando à estratégia cinematográfica do diretor, em colocar tanto no presente quanto no passado a mesma imagem do Emile velho da atualidade.

 

Lembrar vai sendo uma característica construída pela mente e olhar distante, fazendo do corpo e imagem do personagem a mesma, no passado e no presente.

 

Talvez a tradução dada ao filme para o português seja exagero, pois o mais forte do filme é o não dito, aquilo que aconteceu e não foi verbalizado, explicado.

 

E é este não dito o que mais intriga, pois ele está entre a memória e o esquecimento. Não é verdade que quando não queremos que algo seja lembrado dizemos que esquecemos? Ou que, por exemplo, aconteceu de outra forma? Ora, mas mesmo que queiramos esquecer algo, vez ou outra isto retorna com uma força indizível.

 

No caso de Emile, o acerto de contas com suas memórias passou a significar um acerto de contas com o que sobrou da sua família.

 

 

*Elenco:

Ian McKellen …. Emile
Deborah Kara Unger ….
Nadia
Tygh Runyan …. Freddy
Frank Borg …. Taxi Driver
Theo Crane …. Maria/Nadia (age 10)
Chris Martin …. Carl
Nancy Sivak …. Superintendent
Ian Tracey ….
Tom
Janet Wright …. Alice



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Dorival Caymmi Foi Por Ai Levando O Violão

Filed Under Musica | Posted on Agosto 16, 2008


Dorival Caymmi Foi Por Ai Levando O Violão

 

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Dorival Caymmi foi tocar violão do outro lado! Esta é a sensação que eu tive, quando li o noticiário de hoje, dizendo que o cantor e compositor baiano faleceu neste dia 16 de agosto, por volta das 6hs da manhã.

 

Lembrei-me do DVD – Para Caymmi, que ganhei dos meus filhos o ano passado, e da biografia de Caymmi, intitulada Dorival Caymmi: o mar e o tempo, que guardo entre os meus livros.

 

Final de semana, quando estou sozinho em casa, costumo assistir a este e outros DVDs. E neste caso, como não se encantar com as músicas cantadas por Dori, Nana e Danilo, filhos do menino Caymmi.

 

Ao Sr. Caymmi dedico estas palavras:

 

Acontece que Caymmi é baiano

e fez deste nascimento

um eterno elogio à Bahia

às baianas

que sobem e descem as ladeiras

de São Salvador

 

Você já foi à Bahia?, indaga o compositor

lá tem vatapá,

Yemanjá, a Rainha do mar,

que em 2 de fevereiro

ele vai correndo homenagear

 

outra coisa boa mesmo

é o samba da minha terra

que deixa a gente mole, mole

 

alguém ai ousa não gostar de samba,

Que na dança dos pretos é bamba?

 

Isso é Dorival Caymmi

que fala de promessa de pescador

trazendo peixinhos

para agradar o seu amor

ou conchinhas do mar

para enfeitar a morena flor

 

morena Marina

que por capricho

de querer ficar bonita

não estava satisfeita

com a beleza que Deus lhe deu

 

mas, falando em mulher,

não há mais boa do que a vizinha

que mexe com o juízo com o homem que vai trabalhar

 

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e o poeta, cantor, compositor

ainda diz que não tem onde morar

com tantos personagens

tantos sentimentos,

com certeza,

haverá muitas Maracangalhas

de braços abertos

esperando o menino,

o Sr. Caymmi,

para mais um samba

 

e assim Caymmi foi por ai

com seu violão do lado

pegando talvez o Ita do Norte

e nas mãos de Deus

dando adeus a todos nós

e nos desejando boa sorte!



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UFG Promove O V Conpeex

Filed Under Eventos | Posted on Agosto 15, 2008


UFG Promove O V Conpeex

 

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A UFG – Universidade Federal de Goiás irá promover entre os dias 06 e 10 de outubro próximo o V Conpeex – Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão.

 

De acordo com o site do evento:

 

“O CONPEEX é um Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão realizado pela administração superior da UFG, envolvendo as seis Pró-Reitorias que a compõem. O evento tem por objetivo socializar o conhecimento produzido pelos Discentes, Docentes e Técnicos desta instituição, bem como promover a discussão de temáticas que subsidiem novos projetos e ampliem a formação acadêmica e cultural dos participantes. O tema do V CONPEEX é “Produção do Conhecimento e Transformação Social ”. A idéia subjacente à sua escolha é a de que o desenvolvimento científico e tecnológico gera cada vez mais expectativas a respeito do papel da universidade. Dentre essas expectativas encontra-se a de que a universidade propicie uma educação que vá além do desenvolvimento cognitivo, que contemple a ética, o respeito ao outro e à natureza, visando a uma vida mais harmônica e de melhor qualidade social. O evento está composto por 1 conferência de abertura, 3 mesas-redondas, 3 palestras, comunicações de trabalhos científicos orais e apresentações em forma de pôster. Além disso, há uma rica programação cultural, com shows musicais, exibição de filmes, performances teatrais. Fazem parte do V CONPEEX: a VI Mostra de Extensão e Cultura da UFG; o XVI Seminário de Iniciação Científica, o VI Seminário de Pós- Graduação da UFG, o VI Seminário PROLICEN e Eventos Simultâneos (Jornadas, Semanas Científicas, Ciclos de debates) realizados nas unidades acadêmicas. O CONPEEX destina-se a Docentes, Discentes, Técnico-Administrativos da UFG, os quais poderão se inscrever e apresentar suas produções científicas. Está aberto também à comunidade acadêmica goianiense e regional, que poderá se inscrever como participante do evento.”

 

Para maiores informações, acesse V Conpeex – Congresso de Pesquisa,
Ensino e Extensão, de 06 a 10 de outubro de 2008 - UFG



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